Resumo sobre Cecília Meireles


Cecília Meireles é um dos grandes nomes da literatura brasileira. Além de poetisa, ela foi também professora e jornalista, sendo estas profissões muito valorizadas por ela. Muitos são os que conhecem a sua contribuição na literatura, porém, poucos sabem que ela também foi a fundadora da primeira biblioteca infantil de todo o território brasileiro, assim como atuou, já depois de aposentada, em uma rádio: a Rádio Ministério da Educação.

Entre as suas principais e mais revolucionárias obras podemos destacar o “Romance da Inconfidência”, o “Ou isto ou aquilo” e “A Viagem”, sendo esses livros que realmente marcaram a sua carreira. Com o último desses, a autora ganhou ainda o renomado Prêmio de Poesia, da Academia Brasileira de Letras. O conjunto de tais obras também concedeu à poetisa o Prêmio Machado de Assis.

Cecília Meireles

O movimento literário de Cecília Meireles

A escritora contribuiu no meio literário das mais diferenciadas formas, porém, o destaque foi no movimento modernista, principalmente na sua segunda fase. Porém, as suas obras também apresentam muitas influências do romantismo, simbolistas e parnasianas.

A poesia de Cecília sempre teve como grande influência alguns aspectos pessoais da escritora, como a reflexão (principalmente em tons mais filosóficos), além de uma grande sensibilidade feminina que fez com que a sua relação com os leitores sempre fosse muito estreita e intimista. Em grande parte de suas obras, os temas que são abordados com maior frequência são: amor, vida e principalmente o próprio tempo. Os seus escritos também contam com musicalidade, que é um dos recursos utilizados no simbolismo.

Além dos temas principais, ela sempre trabalhou também com outros subtemas, como fantasia, sonhos, padecimento e a própria solidão. A linguagem da autora sempre foi enfatizada por meio de três diferentes formas: a musicalidade, os apelos de caráter sensoriais e o próprio simbolismo.

Biografia de Cecília Meireles

Sua mãe, Matilde Benevides Meireles, ganhou a vida como professora, enquanto seu pai, o Sr. Meireles, trabalhava no setor público, especificamente no Banco do Brasil. Com apenas três anos, Cecília teve que lidar com a morte da mãe, e o seu pai, nunca foi conhecido pela poetisa. Dessa forma, a pequena poetisa foi criada pelos braços e carinho da avó materna, D. Jacinta Garcia Benevides.

Por conta disso, há de se dizer que muito da personalidade de Cecília Meireles e de sua inspiração para a escrita se tornou possível por conta da relação que criou com a morte e com o valor dado entre as coisas passageiras e as coisas que construímos para sempre. Uma de suas frases que mais marcaram a sua própria personalidade dizia que “a noção ou o sentimento de transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade”. Poucas vezes a poeta falou sobre si mesma, sendo essa uma das poucas vezes que esclareceu os seus versos à público.

Com nove anos de idade, ela teve o seu primeiro contato direto com a literatura, escrevendo pequenos e envolventes poemas. Nessa época, ela terminou o curso primário e ganhou das próprias mãos do famoso poeta Olavo Bilac uma medalha que simbolizava a sua dedicação no curso.

Não tardou para que se tornasse professora primária, conciliando o tempo entre a realização do magistério com a contribuição em revistas e jornais da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu e cresceu Cecília. Nessa época, tinha o jornalismo como sonho.

Com 18 anos, em 1919, ela lançou (com exposição para a crítica) o seu primeiro livro de poemas, sendo ele nomeado como “Espectros”. Nessa época, a influência tanto nas artes como na literatura era do movimento modernista, porém, sua obra teve a exposição também do classicismo, romantismo, Parnasianismo, simbolismo e realismo.

Em 1922 a autora se casou com Fernando Correia Dias, com quem teve três lindas filhas. Em 1935, o marido se matou por depressão e Cecília se casou novamente no ano de 1940, com um engenheiro e professor: Heitor Vinícius da Silveira Grilo.

Como professora, ela atuou entre os anos de 1935 e 1938 como professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que na época, era chamada “Universidade do Brasil”. Além disso, ela chegou até mesmo a ministrar aulas de literatura no exterior, na Universidade do Texas, em território norte-americano. As aulas foram de Literatura e Cultura Brasileira. Como jornalista, ela se voltou para o jornalismo econômico durante a sua atuação no veículo “Observador Econômico”, e também escreveu para um dos mais famosos periódicos do Rio de Janeiro: o jornal impresso “A Manhã”.

Porém, como jornalista, o seu hobbie sempre foi escrever para a editoria de educação, já que ela manteve suas origens como professora mesmo depois de se tornar uma das mais famosas escritoras e poetisas de todo o Brasil. Em 1989, uma das mais belas homenagens foi criada em nome de toda a contribuição de Cecília Meireles: ela ganhou a sua própria imagem na cédula de cem cruzados brasileira.