Resumo sobre Max Weber Biografia


Max Weber é um dos principais pensadores da modernidade. Como sociólogo e economista, foi um dos precursores da chamada sociologia econômica. Buscava compreender a sociedade a partir de seus aspectos históricos e culturais, de uma forma mais complexa e integral. Boa parte dos trabalhos que ele produziu são fontes de pesquisas e estudos até os dias de hoje.

Seu livro mais lido é um ensaio chamado “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, onde fala justamente a respeito do protestantismo e da sua relação com o surgimento do sistema capitalista.

Leia agora um resumo sobre Max Weber, contando um pouco sobre a sua vida e sua obra.

Max Weber

Resumo sobre Max Weber – biografia

Maximilian Carl Emil Weber, mais conhecido como Max Weber, nasceu na Alemanha, mais precisamente na cidade de Erfurt, no dia 21 de abril de 1864. Ele morreu também na Alemanha, mas na cidade de Munique em 14 de junho de 1920.
Além de sociólogo e economista, destacou-se também como jurista e historiador, sendo um dos maiores nomes alemães em todas essas áreas do conhecimento.

Em 1882, Max Weber ingressou na Universidade de Heidelberg, onde estudou Direito e frequentou aulas de política, história e teologia. Sete ano depois, se tornou Doutor em Direito e em 1893 se casou com Marianne Schnitger, que também era estudiosa e feminista.

No ano de 1894 e 1896, Weber foi nomeado professor de Economia das Universidades de Freiburg e de Heidelberg respectivamente. Ele lecionou até 1900, quando teve que parar com as aulas por ter sido vítima de um colapso nervoso. O problema só foi superado 18 anos depois, momento em que ele voltou para as salas de aula.

Enquanto estava sem dar aulas, Max Weber continuou atuando de outras formas, prestando consultoria e realizando uma série de pesquisas acadêmicas, além de colaborar com jornais da época. No ano de 1907, o estudioso publicou o seu primeiro método sociológico, na verdade, um esboço de “Sobre algumas categorias da sociologia compreensiva”.

Na época do estabelecimento do famoso Tratado de Versalhes, que data de 1919, Max Weber foi consultor que representou a Alemanha. Também participou da redação da Constituição de Weimar, sendo o responsável pelo artigo 48, que inclusive foi utilizado posteriormente por Adolf Hitler para justificar e legitimar seus poderes ditatoriais.

Max Weber está no quarteto dos principais fundadores da sociologia moderna, junto com Karl Marx, August Comte e Émile Durkheim. Esse pensador influenciou outros grandes estudiosos, como Norbert Elias, Anthony Giddens e Clifford Geertz.

Resumo sobre Max Weber – obra

Para compreendermos melhor a obra produzida pelo sociólogo Max Weber, é importante saber que ele recebeu muita influência de Immanuel Kant, cujas ideias o ajudaram a desenvolver o conceito de “tipo ideal”. De acordo com essa ideia, Weber defendia que as categorias inseridas nas ciências sociais eram uma espécie de produto da subjetividade do pesquisador, ou seja, a interpretação pessoal de cada estudioso acabava influenciando na construção das teorias.

Em praticamente todas as obras de Max Weber é possível perceber a forte presença da ideia de tipo ideal. Entre as principais obras que ele produziu ao longo da vida, podemos destacar: A ética protestante e o espírito do capitalismo; Estudos sobre a sociologia e a religião; Estudos de metodologia e Política como Vocação.

Em A ética protestante e o espírito do capitalismo, Max Weber discute a relação entre o protestantismo e o estabelecimento do sistema capitalista moderno, analisando como aquela doutrina religiosa contribuiu com a formação de todo um ideal político e econômico.

Nessa obra, Max Weber faz uma espécie de contraposição entre o catolicismo tradicional e o protestantismo. Afinal, a partir do momento em que uma religião se consolida em um determinado local, é inevitável que ela influencie nos costumes e na cultura das pessoas e isso interfere na relação que elas mantêm com a questão da economia e do dinheiro propriamente dito.

Weber diz que enquanto o mundo era dominado pelo catolicismo, as pessoas viviam de acordo com a cultura oriunda dele, em que a usura era condenada e a salvação viria pela confissão, pagamento das indulgências e participação nos cultos. Desse modo, para os católicos (pelo menos a maioria), o trabalho não era nada além de uma forma de manter o próprio sustento.

Já a doutrina Protestante, formada a partir do Calvinismo, pregava que o trabalho era uma forma de enobrecimento do homem, que o fazia ganhar uma posição de dignidade diante do próprio Deus. Ter uma rotina de muito trabalho seria uma forma de se manter longe do pecado. Além disso, os prazeres mundanos, todos eles, eram condenados por essa religião, o que facilitava a acumulação de bens.

Diante de todas essas premissas, A ética protestante e o espírito do capitalismo aborda de forma brilhante a relação entre a religião e a economia.

Esse resumo sobre Max Weber mostra os motivos que fazem desse pensador tão importante até os nossos dias.