Alelos Múltiplos no Reino Vegetal e no Reino Animal


Um dos mais interessantes campos de estudos da biologia é a área que se refere à genética. Neste campo, analisamos a herança hereditária que um indivíduo deixa no outro, conseguindo analisar os genes dominantes, recessivos e os codominantes. Mas, além de analisar este tipo de informação baseado na estrutura genética do indivíduo, ainda é possível descobrir como funcionam as informações genéticas de acordo com os alelos que um ser vivo tem em sua estrutura de DNA. Desta forma, podem existir os alelos simples ou os alelos múltiplos. Neste texto, vamos saber mais a respeito dos alelos múltiplos, e como eles influenciam as características genéticas dos indivíduos.

Compreendendo bem os alelos simples

Porém, antes de nos aprofundarmos no estudo dos alelos múltiplos, é preciso entender qual a influência dos alelos na formação do DNA e das características dos indivíduos.

Alelos Múltiplos

Basicamente, os genes alelos são os que influenciam em uma área, determinando a formação de um mesmo caráter, que pode ser físico ou psicológico, mas que normalmente conseguimos identificar em características físicas. Por exemplo: existem pessoas de pele negra ou pele branca, assim como existem coelhos de pelagem totalmente clara ou totalmente escura. Essas características são formadas por alelos simples, pois as características são dadas apenas de acordo com a transcrição da herança hereditária dos pais do ser em questão.

Um outro caso em que tais informações são relevantes são os casos em que analisamos o tipo sanguíneo de um indivíduo. Se ele tiver pais com informações sanguíneas semelhantes, existe grande probabilidade de ele herdar essas informações ou, no mínimo, pegar as características de um dos indivíduos que deram as características hereditárias. Assim, se uma pessoa tem o sangue tipo A, e seu filho tem o mesmo tipo sanguíneo, ocorre um tipo de transposição das informações do DNA, ao qual chamamos de alelo simples.

Um passo além na evolução – os alelos múltiplos

Porém, com o decorrer do tempo, os geneticistas passaram a identificar que existem características de indivíduos que se mantêm de uma forma totalmente nova, pegando características do pai e características da mãe e dando origem a seres únicos. Restava então entender porque isso acontecia.

A solução demorou um bom tempo para ser descoberta, até que nos estudos das cadeias genéticas descobriu-se que mesmo as características semelhantes de indivíduos diferentes podem se juntar guardando sua própria subjetividade, e tal subjetividade é definida de acordo com os alelos que formam as características genéticas dos indivíduos.

Quando um ser herda os alelos dos seus pais e eles aparecem de forma individual, dizemos que isso é causado pelos alelos múltiplos, que são percebidos principalmente esteticamente em indivíduos onde os cromossomos semelhantes de seus pais se unem, mas, ainda assim, deixando as informações particulares do indivíduo, tais como cores dos olhos que misturam as duas informações e tipo de cabelo que não é nem de um nem de outro. Já no caso do reino animal, isso acontece principalmente quando indivíduos de pelagem clara e indivíduos de pelagem escura dão origem a seres de pelagem mista, originados basicamente por genes alelos múltiplos se manifestando de maneira integral.

No reino vegetal e no reino animal

É importante lembrar que mesmo os genes alelos múltiplos podem se manifestar de forma diferente nos indivíduos, sendo que, quanto mais complexa for a formação das cadeias de DNA do ser, mais as chances de dar origem à variação. Desta forma, a mutação que acontece em coelhos, por exemplo, é diferente da mutação que acontece em bromélias ou em ervilhas. Na prática, as possibilidades de alterações causadas pelos alelos múltiplos na fauna são muito maiores do que as variações identificadas na flora, principalmente por conta da estrutura genética de cada uma.

No caso das bromélias, como citamos, normalmente ocorre cores primárias em suas composições, ou seja, uma bromélia pode nascer branca e outra bromélia vermelha. A partir das características dos alelos simples, cultivadores destas plantas misturam seu pólen, dando origem a uma planta que pode ser branca com pétalas vermelhas, vermelha com pétalas brancas ou mesmo uma terceira cor como rosa. Neste terceiro caso, ainda podemos perceber outro fenômeno estudado pela genética: a codominância genética, onde novas características se formam a partir das informações-base dos indivíduos.

Já no caso dos seres humanos, principalmente hoje em dia é cada vez mais comum encontrar características de alelos múltiplos nos indivíduos. Uma pessoa que tenha pai de olhos verdes e mãe de olhos escuros pode ter olhos castanhos, o que é um alelo. Um pai de cabelo liso e uma mãe de cabelo crespo podem dar origem a um filho de cabelo encaracolado. E ainda existe o caso do tipo sanguíneo, em que um pai de tipo sanguíneo A e uma mãe de tipo sanguíneo B podem dar origem a um filho de tipo sanguíneo AB ou mesmo O, de acordo com a forma que os alelos múltiplos se manifestarão no indivíduo.