Bócio: Causas e sintomas


É o nome dado ao aumento da glândula Tireoide, popularmente esta doença também é conhecida como papo, ou papeira. Pelo menos 5% da população mundial já foi detectada com esta doença.

O aumento no tamanho pode tomar toda a glândula deixando-a visivelmente maior com um inchaço na frente do pescoço. Existem diversos tipos de bócio, sendo os mais identificáveis: o Nodular (que surge na forma de um, ou mais, nódulos) e o Difuso (que envolve toda a glândula).

Bócio

Geralmente, esta doença manifesta-se com maior frequência em mulheres na casa dos 20 e 40 anos. Mas ela também pode ser congênita, sendo perceptível desde o nascimento da pessoa.

Tireoide

Glândula localizada no pescoço, abaixo das cartilagens da glote e acima da parte inicial da traqueia, a tireoide tem com seus principais hormônios a Tiroxina e a Triodotironina, os dois derivam de um aminoácido chamado tirosina. Esses dois hormônios são os responsáveis por controlar grande parte do metabolismo de diversas células.

Causas da doença

Comumente, costuma-se falar que a principal causa do bócio e a falta de iodo (substância presente em alguns tipos de sal) na alimentação. Mas existem também outras causas, como, por exemplo, as doenças autoimunes que modificam a produção dos hormônios da Tireoide, levando ao Hipotireoidismo (Tireoide de Hashimoto) e o Hipertireoidismo (Doença de Graves).

Há ainda o bócio coloide causado pelo desenvolvimento dos folículos nas glândulas, o bócio esporádico que se origina a partir de infecções e do uso de certos medicamentos, e por fim, aquele que pode ser causado por tumores malignos ou benignos presentes na glândula.

Sintomas

Os sintomas podem ser locais, ou gerais e variam dependendo da quantidade de hormônios que é produzida pela glândula Tireoide. Mas o principal sintoma é o inchaço total da região abaixo do pescoço, ou ainda, o aparecimento de nódulos na mesma região, que provoca o surgimento de pequenas protuberâncias.

Quando sintomas como esses aparecem a dificuldade para respirar e ingerir alimentos ou líquidos é quase inevitável. Além de provocar uma tosse constante que causa irritação, posteriormente rouquidão e por fim a dilatação de algumas veias do pescoço.

Falando sobre a quantidade de hormônios podemos identificar dois tipos de doença: o Hipotireoidismo (que significa que uma quantidade pequena, ou quase nula de hormônios está sendo produzida), e também, o Hipertireoidismo (uma produção em excesso destes mesmos hormônios).

Devido aos diferentes tipos da doença, também teremos diferentes tipos de sintomas. Se o bócio for causado pela Tireoide Hiperativa, por exemplo, sintomas como aceleração no ritmo dos batimentos cardíacos, agitação, suor e insônia também serão identificados.

Para aqueles que têm Hpertireoidismo é recomendado evitar o consumo de bebidas alcoólicas, cafeína, refrigerantes, chocolates e alguns tipo de chá, afinal tais produtos podem aumentar os níveis de energia, piorando a situação de alguns pacientes.

Já nos casos de Hipotireoidismo os sintomas são ao inverso, provocando cansaço, sonolência, além de metabolismo desacelerado.

Diagnóstico

Antes de tudo, é levado em consideração o histórico de saúde do paciente, e então são realizados exames clínicos, entre os quais o médico apalpa a região inchada.

Além disso, são realizados exames de sangue que detectam a presença dos hormônios T3, T4 e THS, responsáveis por regular o funcionamento de diversas glândulas de nosso organismo, entre as quais, a Tireoide.

Outros exames complementares que podem ser feitos são a Ultrassonografia, Cintilografia e a Biópsia (que ajuda a verificar se o bócio é maligno ou benigno). Estes procedimentos ajudam a encaminhar da melhor maneira o tratamento do paciente.

Tratamento

O principal objetivo do tratamento do bócio é normalizar a causa da doença, ou seja, corrigir a produção de hormônios pela glândula. Com relação à estética o aumento do papo, ou papeira, pode ser corrigido a partir do uso de certos medicamento que vão normalizar a produção de hormônios, e ainda, regularizar a quantidade de iodo no organismo.

Também existem procedimentos cirúrgicos para remoção do inchaço, contudo, estes só devem ser utilizados quando a doença já estiver comprometendo outras funções biológicas, como é o caso da respiração e a ingestão de alimentos. Ou ainda para retirar tumores que possam ser considerados malignos.

Recomendações para evitar a doença

O consumo de produtos ricos em iodo, como algas, frutos do mar, sal iodado e até mesmo leite e ovos pode ser uma forma de manter os níveis desta substância no organismo.

O iodo é um micronutriente essencial tanto para os homens quanto para os animais, e não é produzido pelo organismo, por isso devemos ingerir alimentos e outras substâncias que o contenham. Em geral esta substância é encontrada no sal de cozinha.

Contudo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) detectou, a partir de pesquisas, que os brasileiros têm ingerido mais sal do que o necessário, sendo assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou a quantidade de iodo no sal para 15 a 45 miligramas a cada quilo.