Diferenças entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário


Os conceitos sobre o que é lixão, um aterro controlado e um aterro sanitário ainda geram diversas discussões na hora de dar um destino final para os resíduos sólidos urbanos.

O lixão é considerado uma forma de disposição totalmente inadequada para o lixo, caracterizando-se por ser um lugar onde o lixo é lançado abaixo do céu aberto, sem que haja meios de proteção para a saúde pública e ao meio ambiente. Esta área apresenta risco de incêndios e de deslizamentos, justamente por causa do lançamento do lixo sem uma maneira de critério.

Já o aterro controlado é uma técnica que é a responsável por abrigar o lixo urbano através da cobertura do mesmo com uma camada de algum material inerte ou de solo, no fim de cada jornada de trabalho, sem que seja promovida o tratamento e a coleta dos gases produzidos e do chorume. Assim como nos lixões, este local oferece riscos para a saúde pública e para o meio ambiente.

lixão, aterro controlado e aterro sanitário

O aterro sanitário não causa danos para a saúde pública, muito menos ao meio ambiente. Isso porque este tipo de processo acontece utilizando-se de técnicas de engenharia, cobrindo o solo e assim, minimizando os impactos negativos ambientais. Para isso, os aterros sanitários contam com um sistema de controle da polução, reduzindo o risco de contaminar as águas e o solo.

O que são os aterros controlados?

Ao contrário do lixão, o aterro controlado é um espaço utilizado por pequenas cidades, que tem a necessidade de servir como abrigo do lixo até que seja implantada uma unidade mais adequada, como por exemplo o aterro sanitário. Além disso, este local é desenvolvido com o intuito de não causar nenhum dano à segurança, à saúde dos homens. Mas, para isso, é importante que ele não receba resíduos considerados perigosos, já que não existe um sistema de proteção para o meio ambiente. Antes dele ser implantado, devem-se observar os requisitos para tal, como por exemplo permeabilidade do solo, distância dos núcleos urbanos e dos cursos de água, a profundidade da água subterrânea, a localização, etc. Além disso, algumas ações simples são importantes para que estes locais não se transformem em lixões, como por exemplo implantação de um sistema de drenagem pluvial, isolamento da área utilizado portões e cercas, recobrimento final do maciço de resíduos com solo e camadas de argila com o objetivo de plantar no futuro plantas vegetais que possuam raízes curtas como as gramíneas, a instalação de placas de identificação, compactação do lixo e o recobrimento do solo ao final de cada dia e o controle assíduo dos resíduos que o local recebe.

O potencial aterro controlado é elevado, assim como acontece nos lixões. Isso porque há uma ausência da impermeabilização do solo, uma contaminação da água e do solo, tratamento do chorume e um sistema de drenagem.

No aterro controlado, não existe catadores de materiais recicláveis, já que há um controle maior dos resíduos que este local recebe e um isolamento da área. Este fato, quando está ligado com a cobertura diária dos resíduos, ajuda na redução dos riscos à segurança e à saúde pública.

O que são aterros sanitários?

O Aterro Sanitário, diferentemente do aterro controlado possui sistemas de controle do ambiente e de proteção do mesmo, reduzindo assim os riscos de impactos negativos no ambiente, como por exemplo: sistema de monitoramento ambiental e técnico, sistema de impermeabilização de laterais e de base, sistema de drenagem de superfícies, sistema para recobrir diariamente os resíduos, sistema de tratamento de gases e de coleta, sistema de cobertura final das plataformas dos resíduos, sistema de coleta, de drenagem e também de tratamento do chorume e da água pluvial (os lixiviados).

A camada que é impermeabilizante ajuda a impedir que seja infiltrado no solo, o chorume, que prejudica o solo. Os drenos verticais são os responsáveis por realizar a coleta de gases que são gerados através da decomposição do lixo, para que eles possam ser queimados e em seguida lançados na nossa atmosfera.

Outra opção considerada interessante é começar a produzir energia elétrica a partir da utilização do metano. Esta já é uma realidade nos aterros sanitários mais avançados do mundo, inclusive em território brasileiro.

Depois de concluída cada fase do aterramento, é aplicada uma camada de solo fértil e de impermeabilizantes para que aconteça uma cobertura vegetal. Além disso, também é implantado um sistema de drenagem da superfície, que tem como objetivo impedir a infiltração de água pluvial na camada de lixo.

Ao longo da operação do aterro do lixo, quanto as questões do ambiente, deve-se ter um acompanhamento da água superficial, da água subterrânea e a qualidade do ar. Depois que essa unidade é encerrada, deve permanecer por um longo período de tempo, o monitoramento do ambiente, para que não haja uma alteração da qualidade do ambiente do local.