Enfisema Pulmonar


Entre os principais causadores de mortes, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) se situa na quinta colocação. Em cinco anos, o problema saltará da posição atual, em 2015, para a terceira, em 2020.

Não há uma relação específica de perfis que possam ser acometidos pelo DPOC. No entanto, muitos acreditam estar relacionada com a terceira idade, sendo que até mesmo adultos e jovens são diagnosticados com a doença que obstrui as vias respiratórias, comprometendo a qualidade de vida do paciente.

Os níveis mais agudos da DPOC promovem ausência de ar nos pulmões. A doença, quando não tratada devidamente, pode se desenvolver para quadros clínicos mais graves, tais como:

Enfisema

• Arritmia;
• Pneumonia;
• Insuficiência cardíaca.

A literatura científica determina que as doenças que não tenham sido curadas em um prazo máximo de 90 dias, ao permanecerem, são consideradas como crônicas e o DPOC possui essa característica, pois o tratamento pode perdurar por toda a vida em alguns casos. Limitações respiratórias também são frequentes, comprometendo realizações de esforços físicos, pela falta de ar.

Embora seja uma doença de caráter crônico e obstrutivo, atualmente há tratamentos para seus portadores, porém não totalmente resultante em cura, já que muitas das sequelas são permanentes.

No DPOC, os gases e partículas estimulam inflamações anormais que se desenvolvem quanto mais tempo a pessoa permanecer exposta aos componentes tóxicos. Por isso, a patologia está associada ao tabagismo. Com isso, a DPOC está caracterizada por duas doenças que são a bronquite e o enfisema pulmonar.

Há situações em que o DPOC demora até duas décadas para se desenvolver completamente no organismo. Muitas vezes esse desenvolvimento ocorre de forma assintomática, ou seja, nenhum de seus sintomas pode ser percebido nesses casos, ou quando acontece o paciente não dá a devida atenção imaginando ser tosses inofensivas. Entre os sintomas da DPOC, podem ser constatados os seguintes:

• Chiado no peito;
• Aperto no peito;
• Ausência de oxigênio.

Efeitos do enfisema pulmonar 1

Próximo à narina está localizada a traqueia distal. O enfisema pulmonar faz com que haja um alargamento nessa região até o bronquíolo terminal, sendo essa a última região por onde o ar passa. Essa mudança do sistema respiratório causa a destruição do parênquima pulmonar, conhecido como setor de troca do ar. Ainda assim, não se apresenta de maneira significativa fibroses em decorrência das toxinas.

A perda funcional e morfológica do sistema respiratório ocorre através das fumaças do cigarro e da poluição atmosférica. Além disso, os agentes irritantes podem causar inflamação pulmonar, resultando em lenta e progressiva diminuição nas trocas de ar.

Logo, em casos avançados de enfisema pulmonar, a simples vontade de se barbear ou de tomar banho ficam comprometidas por ser constatado o quadro de dispneia, que é o desconforto respiratório, ao apresentar o enfisema pulmonar, que se enquadra em um dos espectros Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.

Ademais, o enfisema pulmonar é uma patologia resultante da fumaça do cigarro que é o principal fator de risco, em muitos casos, porém não se exclui outros elementos, tais como:

• Idade;
• Infecções;
• Asma;
• Fatores socioeconômicos.

O efeito nefasto do cigarro 2

Entre os causadores da DPOC, o cigarro é o principal. Não importa se o acometido pelo enfisema pulmonar é um usuário ativo ou passivo do produto tóxico, o número de casos relacionados gira em torno de 20% para os diagnosticados com a doença. Ou seja, para cada 100 pessoas com enfisema pulmonar, 20 terão desenvolvido a doença por causa do cigarro e não por outros fatores.

As substâncias oxidantes contidas no cigarro são consideráveis, dado seu caráter quimicamente tóxico. A estimativa é a de que em termos de partículas prejudiciais ao pulmão mais de 1.000 estejam presentes na fumaça que é inalada. A destruição dos alvéolos caracteriza o enfisema. Igualmente, os brônquios ficam obstruídos.

Tratamento para enfisema pulmonar 3

O tratamento para o enfisema pulmonar variará de acordo com o nível da doença. Nos casos em que a patologia está em estágio inicial, procedimentos medicamentosos podem aliviar seus sintomas. Geralmente, os médicos receitam os anti-inflamatórios e os corticosteroides, porém não é uma regra, já que os efeitos determinarão na utilização desses ou de outros remédios.

Além dos produtos medicamentosos, há também tratamentos fisioterápicos para quem está com enfisema pulmonar. Para tanto, são realizados exercícios, orientados por profissionais da fisioterapia, a fim de aumentar a expansão pulmonar; exercícios para alongar os músculos que componham o sistema respiratório; orientações sobre postura e maneira adequada de respiração, de modo que o diafragma seja utilizado.

Independentemente do tipo de tratamento, nenhum deles resultarão em cura, já que o enfisema pulmonar não pode ser curado. A melhor solução para aqueles que desenvolveram o problema é busca maneiras que possam devolver autonomia na realização de tarefas consideradas normais. A recomendação é a de que nos mínimos sinais da doença um médico seja consultado o quanto antes, pois os estágios precoces da doença facilitam na sua abordagem.