Epicondilite


O que é Epicondilite.

A epicondilite é um quadro degenerativo dos tendões que se originam no cotovelo e seguem em direção ao punho e aos dedos da mão, cobrindo parte da musculatura extensora da região do antebraço.

A articulação do cotovelo é formada pelo osso do braço e do antebraço, chamados de úmero, a ulna e o rádio. O epicôndilo lateral é uma saliência óssea encontrada no extremo inferior do úmero, na parte mais externa. Esta região é a origem de alguns tendões que, ao estarem inflamados, geram um quadro de epicondilite lateral.

Este processo inflamatório e degenerativo também pode ser chamado de cotovelo de tenista, sua denominação mais conhecida fora da comunidade médica.

Epicondilite

É uma doença nos tendões bastante comum entre atletas profissionais e amadores de esportes como o tênis, o squash, a esgrima, o pingue-pongue, o lançamento de dardos e de peso.

Além dos atletas, profissionais que executam algum tipo de esforço repetitivo, como dentistas, digitadores e programadores, também podem apresentar a doença.

É importante não confundir a epicondilite lateral com a epicondilite medial.

A epicondilite medial é a inflamação dos tendões flexores com origem no epicôndilo medial, uma saliência na parte inferior do úmero porém, mais interna e que também causa dor ao realizar o movimento de flexão. A epicondilite medial acomete apenas 0,5% da população mundial, enquanto a epicondilite lateral atinge entre 7 e 10 vezes mais na população mundial.

Causas:

A epicondilite lateral é provocada pelo esforço repetitivo ou mesmo uma sobrecarga sobre os tendões laterais do antebraço. Quaisquer atividades que exijam um esforço além do normal da musculatura extensora do punho ou dos pronadores do antebraço pode originar um quadro de epicondilite lateral.

Em geral, a doença atinge atletas profissionais e amadores que executam algum movimento repetitivo nesta articulação, como tenistas.

Dentre os sintomas da epicondilite lateral, podemos citar a dor intensa na região do antebraço. A princípio, a dor pode aparecer apenas ao encostar na região, mesmo com um toque leve na musculatura. Nesta fase, o paciente dificilmente irá associar a dor com uma doença mais séria.

Neste sentido, é importante que, a qualquer sinal de desconforto, a pessoa procure um médico especialista na área. O uso de analgésicos e pomadas para aliviar a dor no local, sem prescrição médica, pode tornar o quadro muito mais sério do que se tratado no início.

É característico que a dor ocorra na face externa do cotovelo, seguindo pela região externa do antebraço, até o punho e em caso mais graves, até os dedos da mão.

Além da dor, o paciente passa a apresentar dificuldades para executar movimentos simples, como pegar objetos leves ou flexionar o braço em direção ao peito e estendê-lo em seguida.

Levantar pesos se torna uma tarefa impossível. Conforme a evolução do quadro degenerativo, atividades que possam exigir uma leve torção da musculatura e tendões do punho, como girar uma maçaneta, podem se tornar impossíveis de serem realizadas para um paciente com epicondilite lateral.

Diagnóstico e tratamento da epicondilite lateral:

O diagnóstico da epicondilite lateral deve ser feito pelo médico especialista, através da anamnese do paciente. Em geral, o paciente irá queixar-se de uma fraqueza significativa ao tentar segurar objetos, dificuldade de flexionar o braço e uma dor que inicia na parte externa do cotovelo e irradia até o punho.

O tratamento para a epicondilite lateral costuma ser bastante conservador. A cirurgia nos tendões é indicada apenas em casos gravíssimos, com muita dor e grave perda de qualidade de vida para o paciente. Além disto, a cirurgia é indicada apenas se as tentativas anteriores de tratamento, menos invasivas, não resultaram em efeitos positivos.

O tratamento inclui seções de fisioterapia, remédios antiinflamatórios, com duração a ser definida pelo médico para cada caso. A aplicação de gelo no local é indicada apenas para aliviar a dor. O uso de uma bandagem, ou tira, para proteger e imobilizar o local, também pode ajudar nas primeiras semanas de tratamento.

No caso de atletas, é necessária a reeducação da técnica que este está a utilizar, com o objetivo de corrigir possíveis vícios de movimento que possam ter causado o esforço repetitivo. No caso de tenistas, o uso de uma raquete adequada também é um fator importante para a recuperação do atleta.

Prevenção:

A epicondilite lateral pode ser evitada com alguns cuidados preventivos. No caso de atletas, o uso de equipamentos adequados, com peso e foram próprios para casa atleta e atividade, é um primeiro passo na prevenção.

Atividades que visem relaxar e reeducar a musculatura também são importantes, assim como respeitar os intervalos de descanso nos treinos.

No caso de profissionais, como dentistas e digitadores, realizar pausas durante o trabalho e exercícios regenerativos para a musculatura, também podem ajudar a manter a os tendões e a musculatura do antebraços saudáveis, sem necessidade de intervenções médicas mais sérias.