Etologia


A etologia nada mais é do que uma ciência aplicada ao ramo da zoologia, que tem como principal intuito estudar o comportamento dos animais em suas mais variadas espécies.

Mas o que seria esse comportamento estudado?

É passível desta contextualização todo tipo de reação de um determinado animal – principalmente no ambiente em que ele convive e realiza suas principais atividades cotidianas. Vale lembrar que esses comportamentos, por sua vez, ainda podem ser influenciados por inúmeros fatores internos.

Na grande maioria dos casos, os comportamentos dos animais envolvem movimentos. Quando um gato fica assustado, por exemplo, é normal que ele fique arrepiado a ponto de que toda a sua estrutura corporal fique elevada durante esse período de receio.

Etologia

Mas nem sempre as reações são assim tão óbvias e notáveis, principalmente quando o estudo não é voltado para os animais domésticos – que, geralmente, passam por uma análise mais frequente sobre suas reações, movimentos e comportamentos do dia a dia.

A siba, por exemplo, é um molusco que quando está prestes a atacar a sua presa, fica totalmente repleto de faixas coloridas, que se estendem por todo o corpo. Essa mudança na cor é produzida especificadamente pelos cromatóforos presentes em sua pele, sendo uma resposta instantânea com base em seu comportamento.

Qual é a base para o estudo da etologia?

Estudar o comportamento dos animais tem alguns pilares já pré-estabelecidos:

• A observação da postura do animal e o seu posicionamento naquele espaço;

• A observação de seus movimentos, assim como a velocidade ou precisão dos mesmos;

• Outros aspectos relacionados que variam com base no animal estudado.

Para grande parte de nós, que não somos especialistas na etologia, muitas vezes ao observarmos um animal por horas, percebemos que ele não está fazendo nada.

E é desse sentido que a reação e movimentação do animal são fundamentais para o estudo, uma vez que o animal pode não fazer nada como uma resposta para a forma como ele se adapta a um novo ambiente ou, então, porque ele ainda nem sequer percebeu essa mudança.

Complexo, não é mesmo? É certamente por esse motivo que muitos indivíduos se dedicam ao estudo desse comportamento único e exclusivo proporcionado pelos animais.

Um exemplo simples é em relação à borboleta “nymphalis”. Ela pode passar longos períodos de tempo unicamente exposta e parada em um muro, desde que seja afetada pelo sol. Grande parte de nós pode olhar esse processo e imaginar que o animal não está fazendo nada, mas, na realidade, ele está passando por um processo de ganho de calor, uma vez que suas asas estão posicionadas aos raios ultravioletas para que o seu corpo se aqueça – e se proteja ao mesmo tempo.

Sendo assim, a etologia defende que só podemos reconhecer o comportamento de um animal em seus habitats naturais quando a observação é constante e especializada. É dessa forma que se torna possível entender como o animal se relaciona, verdadeiramente, com os estímulos do meio ambiente onde proporciona a sua vivência.

Quais são os principais estudos da Etologia?

Assim como várias outras ciências, a etologia tem como base vários estudos específicos e voltados para a melhor interpretação dos animais, assim como seu comportamento, suas reações, seus movimentos e outros aspectos.

Entre os principais estudos da etologia estão:

• Com base na teoria do evolucionismo (principalmente com os conceitos desenvolvidos por Darwin), entender como os comportamentos animais se alteram de geração para geração;

• Estudar como é o relacionamento entre os animais que são de uma mesma espécie; os animais que vivem em famílias, ou melhor, grupos (de descendentes ou não) e os animais que vivem isoladamente, ou seja, que não dependem do trabalho em equipe para qualquer tipo de atividade;

• Analisar como é o comportamento dos animais e como eles são alternados com base em mudanças naturais, como é o caso de fenômenos climáticos, alagamentos e inundações, vulcões, secas, aquecimento global e muitos outros;

• Estudar como é a relação, na natureza, de diferentes espécies de animais umas com as outras;

• Avaliar também como os animais se identificam e criam relações com o meio ambiente em que convivem;

• Analisar como são as experiências de animais com humanos e, com base nesses resultados, apostar em pesquisas principalmente em âmbito científico;

• De uma forma geral, avaliar o comportamento e o relacionamento dos animais e com a própria espécie humana, levando em consideração variados tipos de situação. Nesse sentido, o estudo é diferente entre os animais já domesticados, como é o caso dos gatos, cachorros, tartarugas, pássaros em geral e outros; e também os animais que podem ser agressivos com os humanos. Alguns, por sua vez, podem não demonstrar qualquer tipo de reação com a presença humana. Pois é, o mundo animal é verdadeiramente muito complexo, motivo pelo qual ganhou uma ciência específica para possibilitar os seus estudos de forma amplificada e extensa.