Meiose: Primeira e Segunda Divisão Meiótica


Você provavelmente já deve ter ouvido falar alguma vez a respeito da mitose e da meiose. Ambas são formas que a célula encontra para se multiplicar através de uma divisão. Acontece que, enquanto a mitose é feita a partir de células que se dividem mantendo seu número de cromossomos, a meiose faz uma divisão mais simples, onde as células dividem seus cromossomos em partes iguais, ou seja, uma célula, ao fazer a meiose, dará metade de seus cromossomos à célula que gerará, e esta célula dividirá novamente seus cromossomos pela metade, e assim até que os cromossomos cheguem a uma partícula não divisível.

Este processo de divisão acaba ocorrendo de duas formas diferentes: através da primeira divisão meiótica e a segunda divisão meiótica. Na primeira fase da divisão, o número de cromossomos originais de uma célula é dividido pela metade, fazendo duas células iguais, porém com quantidade inferior de cromossomos quando comparada à primeira. Já na segunda divisão meiótica, denominada equacional, o número de cromossomos das células originadas se equivale ao número de cromossomos das células que as originaram, o que permite novos desenvolvimentos no ciclo.

Meiose

Meiose 1 – o início da vida dentro de um ser

Conforme já mencionamos, existem duas formas diferentes de meiose, em cada uma delas, existem fases definidas que devem ser levadas em consideração. Na meiose 1, as fases são as seguintes:

• Prófase 1 – fase em que os cromossomos aumentam de quantidade, ficando mais densos dentro da célula. Esta é a fase de maior duração, sendo dividida em:

– Leptóteno – É quando os cromossomos passam a se individualizar, criando uma condensação chamada de espirilização, o que compacta os cromonemas;

– Zigoteno – Os cromossomos começam a formar pares, juntando-se entre as cromátides irmãs. Este emparelhamento é chamado de sinapse, o que dá origem a um cromossomo bivalente;

– Paquiteno – É o momento em que os cromossomos se tornam mais condensados, chegando a ter seus quatro braços mais grossos e definidos. Neste momento também ocorre o crosing-over que é a mudança entre os segmentos dos cromossomos semelhantes, também chamados homólogos;

– Diploteno – Neste momento, passa a ocorrer a separação dos cromossomos homólogos nas regiões em que as ligações com outros cromossomos semelhantes acontece. Esta é a fase que ocorre, por exemplo, quando o óvulo é eliminado durante a menstruação;

– Diacinese – Este é o momento em que os homólogos se separam, dando origem a novas células. Por ser a última fase da prófase, é considerada em alguns campos de estudo como parte da fase seguinte já: a metáfase.

• Metáfase 1 – Momento em que os cromossomos se juntam na região central da célula, criando a maior pressão o possível e se juntando às fibras do fuso;

• Anáfase 1 – Os cromossomos semelhantes (homólogos) passam a se deslocar para as extremidades da célula, preenchendo-a paulatinamente;

• Telófase 1 – Os cromossomos se desespiralizam, voltando a ter o aspecto de filamentos. Com isso, o nucléolo reaparece, e eles acabam dando origem a uma divisão citoplasmática, dando origem a duas células haploides.

Meiose 02 – a vida cresce e se desenvolve

As células haploides seguem uma lógica muito semelhante à da divisão reducional. Aqui, a grande diferença está principalmente na primeira fase, em que as células se dividem de maneira mais simples, dando continuidade ao processo de aumento de células de maneira mais rápida. As fases da meiose 02 são:

• Prófase 2 – Novamente, os cromossomos se condensam. O nucléolo e a carioteca, mais uma vez, desaparecem. Ocorre também a duplicação dos centríolos, que migram em direção às extremidades da célula, formando o chamado fuso acromático;

• Metáfase 2 – Enquanto as extremidades estão ocupadas por centríolos, os cromossomos tomam a região central, ligando-se às fibras que estão na região central da célula para seu desenvolvimento;

• Anáfase 2 – As cromátides semelhantes, originadas do mesmo núcleo, se separam. Cada uma delas é puxada por fibras diferentes em sentidos opostos, ocorrendo o equilíbrio no interior da célula;

• Telófase 2 – A carioteca, eliminada na primeira fase da meiose 2, reaparece. Junto com ela, o nucléolo da célula se reorganiza. Com isso, a célula fica com todas as informações duplicadas, o que possibilita a divisão de um citoplasma, dando origem então a 4 células haploides.

Um processo contínuo

Vale lembrar que estes processos pelos quais a célula passa durante a meiose acontecem de maneira cíclica, sendo que conforme as células se dividem e se agrupam elas vão formando seres mais complexos. A meiose, por ter um caráter de desenvolvimento mais complexo do que a mitose, acaba sendo a base da criação de seres com características mais individuais, tais como os mamíferos e a maioria dos indivíduos da biodiversidade mundial.

Ainda é importante lembrar que existe um processo de meiose através de recombinações genéticas, o que pode ser feito através do uso de células-tronco em seres humanos. Mas os estudos nestas áreas ainda precisam evoluir muito, além de precisarem superar o debate ético religioso na biologia.