Proteólise


Dá-se o nome de proteólise todo e qualquer processo de digestão (degradação) de proteínas que ocorra através das enzimas ou pela digestão intramolecular. Além disso, a proteólise acontece no ato de ativar ou liberar determinadas moléculas. A isso chamamos de proteólise limitada. Da mesma forma, entende-se que grande parte das enzimas se forma por meio da ação proteolítica em um precursor, a pró-enzima ou zimogênio. Este último, quando se refere a um precursor de proteases ou conhecido também como pró-proteínas.

A palavra proteólise tem sua origem do grego e é dividida assim: proteo, que quer dizer proteína e lise, que significa separação, quebra. A principal função dessa síntese é anular as ligações que ocorrem entre os aminoácidos localizados na cadeia proteica. Quem realizada esse processo são as enzimas proteases, nominadas, ainda, por enzimas proteolíticas, proteinases ou peptidases.

Proteólise

A proteólise e os seus mecanismos

Sabemos que as células são constituídas por várias vias proteolíticas. Estas, conforme necessário são ativadas ou inibidas em estados patológicos ou nutricionais divergentes. Logo, existem muitas delas e, dependendo do local em que acontecem, podemos classificá-las da seguinte forma:

1- Proteólise intracelular:

• Digestão das proteínas através da proteólise lisossomal: processo conferido à degradação de certas substâncias estranhas vindas do ambiente extracelular. Seu objetivo principal se dá no momento da digestão intracelular contida por macromoléculas;

• Digestão das proteínas que dependem de ATP e Ubiquitina: processo que ocorre através das proteínas-alvo, em que há a atuação das enzimas E1, E2 e E3, ligadas por uma ou mais moléculas de ubiquitina. Após, são reconhecidas e degradadas;

• Digestão dependente de cálcio: constituídas por calpainas que existem em vários e diferentes tecidos e podem ser classificados por dois tipos no que se referem ao cálcio para que possam fazer a atividade celular;

• Digestão de oligopeptídeos por peptidases: processo que ocorre por meio das enzimas, que são responsáveis por quebrar as ligações peptídicas entre os aminoácidos existentes nas proteínas;

• Cascata das caspases: processo que tem o poder de ser ativado por meio da granzima B;

• Proteólises limitadas: caracteriza-se pela ação em acionar ou desprender certos tipos de moléculas.

2- Proteólise extracelular:

• Digestão das proteínas segregadas na matriz extracelular: processo que ocorre na massa responsável por unir as células dos animais;

3- Proteólise digestiva: processo classificado como geral. Dá-se por meio da nutrição ou na restauração de esqueletos somáticos que ocorrem em reações de agressão e defesa e são normalmente realizadas no duodeno ou no estômago sobre os alimentos.

A proteólise e os hormônios

Muito se sabe a respeito dos organismos bioquímicos incluídos em processos hormonais. No entanto, a simples existência de vias divergentes, algumas delas expondo um alto nível de obscuridade, nos permite analisar que a digestão proteica intracelular é considerada como um processo vital surpreendentemente muito bem gerido pelas várias condições internas e externas das células.

Com isso, podemos afirmar que, em circunstâncias modificadas fisiologicamente ou em determinadas patologias, acontece o acionamento de vias divergentes que variam de acordo com a categoria e o órgão referido. Tais transformações são induzidas através de constantes mutações que ocorrem nos níveis de vários tipos de hormônios.

A existência dessas múltiplas fases temporais, estabelecidas a partir de certa condição, é um alusivo de que as vias proteolíticas distintas conseguem operar em estruturas de adaptação intercedidas pela ação hormonal. Ou seja, em certos casos, esses hormônios que são liberados, estimulam a produção da proteólise. Confira alguns deles:

• Glicocorticoides: são classificados como hormônios esteroides e têm como principais características a facilidade de ligação com o receptor de cortisol e o desencadeamento dos efeitos parecidos a ele. Os glicocorticoides são comumente confundidos com os mineralocorticoides e os esteroides sexuais, mas são rotulados diferentes, devido os seus efeitos, as suas células alvos e os seus receptores particulares. Como se não bastasse, eles são qualificados também como um grupo de medicamentos utilizados normalmente como anti-inflamatórios e imunossupressores;

• Glucagon: produzem a proteólise apenas se estiver presente no tecido hepático. Esse hormônio é secretado e sintetizado por meio das células-alfa, fixadas na amostra endócrina do pâncreas. Essas células-alfa se encontram na parte externa das ilhotas, logo desempenham um papel contrário ao da insulina, uma vez que solicita o emprego de combustíveis e não o seu armazenamento. Por isso, eleva os ácidos graxos livres, os cetoácidos e os registros plasmáticos de glicose e atenua os níveis de aminoácidos. O fígado é responsável pela gliconeogênese, que é o caminho por onde a glicose é feita por meio dos não carboidratos ou não açúcares, chamados de compostos aglicanos. O hormônio glucagon desempenha papel fundamental nesse processo, o de regulador, com isso, evitar a hipoglicemia;

• Tiroxina: só é responsável pela produção de proteólise se estiver em seu estado de jejum. É considerado como um hormônio tireoidal essencial, pois é sintetizado através da glândula tireoide, uma vez que este seja disseminado na corrente sanguínea, juntamente com o hormônio conhecido como T3.