Reino Fungi (Fungos, cogumelos)


A biologia optou por agrupar todos os seres vivos existentes em cinco grandes grupos, que são chamados de reinos: Animal, Vegetal, Protista, Monera e Fungi, de acordo com características em comum e semelhanças no processo de evolução. Você vai saber tudo agora a respeito do Reino Fungi, quem faz parte dele, quais são os seus aspectos mais marcantes e a sua importância.

Reino Fungi – membros e características

Como o próprio nome nos sugere, esse é o reino dos fungos, sendo os cogumelos os mais conhecidos no dia a dia. Ele é formado por seres que podem ser vistos a olho nu, ou seja, macroscópicos. Além disso, os fungos também se caracterizam por serem eucariontes, isso significa que as suas células não possuem um núcleo organizado, delimitado por uma membrana. Atenção: elas têm núcleo, só que o material que faz parte dele fica esparso no citoplasma e não centralizado em uma região visível.

Reino Fungi

Estima-se que haja aproximadamente 200 mil espécies de fungos diferentes, de modo que os representantes desse reino podem ser encontrados em praticamente todos os ambientes. São bastante comuns.

Em relação ao tipo de alimentação, os fungos são heterotróficos, o que significa que eles são incapazes de produzir seu próprio alimento, buscando os nutrientes no meio em que vivem. Existem espécies de fungos unicelulares (que possuem apenas uma célula) e também as pluricelulares, constituídas por muitas células e por filamentos que são chamados de hifas.

Vários fungos são comuns: além dos cogumelos, os bolores, mofos e leveduras (fermento). Alguns deles são de vida livre ou se associam com outros organismos em uma relação simbiótica, que traz benefícios para ambos os envolvidos. Já outros são parasitas, dependendo de uma relação desarmônica firmada com plantas ou animais, em que há prejuízos para eles para que os fungos possam sobreviver. Um exemplo disso são os saprofágicos, que se alimentam da decomposição de cadáveres.

Já na questão da respiração, algumas espécies de fungos praticam a aeróbia, com oxigênio, e outros realizam a anaeróbia, por fermentação.

O Reino Fungi é subdividido em 4 filos, cujo principal critério é a reprodução:

• Ficomicetos: são os mais simples de todos, semelhantes a algas;

• Basidiomicetos: são os cogumelos, que se caracterizam pelos basídios, estruturas reprodutivas com uma base fixa e extremidades livres que formam os chamados basidiósporos, que alojam os esporos permitindo a reprodução;

• Ascomicetos: durante a reprodução desse filo, são formados os ascos (como se fossem sacos), que depois viram os esporos;

• Deuteromicetos: boa parte deles é parasita e pode provocar doenças. O esquema de reprodução desse filo não é muito detalhado e, na verdade, não é nem mesmo muito conhecido pelos biólogos.

Esses esporos mencionados tantas vezes são uma espécie de célula formada por divisão mitótica. A reprodução dos fungos pode ser assexuada (por fragmentação, brotamento ou esporulação) ou também sexuada, em alguns tipos que vivem na água, onde há a união de hifas haploides, para posterior fusão dos núcleos.

Além dos tipos supracitados, há os liquens, que são o resultado de associações simbióticas entre fungos e algas.

Importância econômica e doenças associadas

Sim, os fungos têm uma relevância significativa para a economia, vamos ver exemplos: aqueles que praticam a respiração anaeróbia, por fermentação, fazem parte da produção de várias bebidas alcoólicas, como o vinho e a cerveja, por exemplo. Também entram no processo de fabricação do pão. Ambos são itens consumidos em larga escala no mundo todo. No caso das bebidas, o fungo age transformando o açúcar em álcool etílico e CO2. Na produção do pão, acontece basicamente o mesmo, mas o mais importante é o CO2, responsável por deixar a massa porosa e mais leve.

Saindo um pouco da perspectiva econômica, os fungos também são fundamentais para a manutenção dos ecossistemas, assim como todos os seres vivos. Ao estabelecerem relações com outros organismos, como parasitas, predadores ou seres de mutualismo (simbiose), eles ajudam a manter o equilíbrio ecológico, de modo que uma suposta extinção seria extremamente prejudicial.

Além disso, não podemos nos esquecer dos fungos que são usados diretamente no consumo humano, puros ou no preparo de refeições: como o Morchella e Agaricus brunnescens, o popular Champion, muito cultivado no mundo todo.

Mas nem tudo são benefícios, existem doenças que são provocadas por organismos do Reino Fungi, sendo a micose uma das mais comuns. Ela aparece mais em homens do que em mulheres, normalmente sobre a pele de qualquer parte do corpo, podendo se manifestar também nas unhas, barba e no couro cabeludo.

Poucos sabem, mas há tipos de micoses que não ficam na pele e sim em mucosas. O sapinho, por exemplo, normal em bebês, é uma micose provocada por um fungo na mucosa da boca.

Existem até fungos que acometem órgãos internos do corpo, parasitando-os. A histoplasmose é um desses casos, que atinge os pulmões e é considerada uma doença bastante grave que deve ser diagnosticada rapidamente.