Resumo da respiração celular


Pode-se definir a respiração celular como a produção de energia feita pela mitocôndria. Entende-se que toda a atividade celular requer energia, e esta, é obtida através da mitocôndria. A respiração celular pode ser classificada de duas formas: respiração anaeróbia, que não utiliza o oxigênio e respiração aeróbia, que utiliza o oxigênio. Essa última, sendo a forma mais utilizada pelos seres vivos para se obter energia.

Do ponto de vista fisiológico, o processo da troca do oxigênio e do dióxido de carbono com o meio ambiente é chamado de ventilação. A respiração acontece somente na célula, operação, esta, executada pela mitocôndria. Para os bioquímicos, a respiração celular é o processo em que ocorre a troca das ligações químicas de moléculas ricas em energia.

Por ser um assunto bastante extenso, será feito um resumo da respiração celular.

respiração celular

Os tipos de respiração

Pode-se dizer que a respiração é um processo primordial e fundamental para o funcionamento de uma célula e, consequentemente para a vida de um organismo. A respiração celular não depende de fatores externos para acontecer, mesmo nas plantas. Ela consegue ser acionada tanto na claridade quanto na escuridão, se dá em todas as fases da vida do organismo e é concretizada através de todas as células que compõem esse ser.

Já foi dito anteriormente quais são os tipos de respiração celular. Porém, para deixar as informações mais claras, será explicado esse processo nas suas duas fases, tendo como base o resumo da respiração celular.

O desenvolvimento da respiração aeróbica se dá, especialmente, através das mitocôndrias. Essas organelas citoplasmáticas atuam como se fossem “fábricas” de energia. Nesse processo, há uma completa “desmontagem” gradativa da molécula de glicose com o objetivo de originar substâncias mais simples como CO2 e H2O. Logo, entende-se que a respiração aeróbica desenvolve-se em três fases divergentes: cadeia respiratória, ciclo de Krebs e glicólise.

• Cadeia respiratória: esse processo se desenvolve nas cristas mitocondriais. É a fase em que os hidrogênios são removidos da glicose e levados até a partícula de oxigênio. Com isso, ocorre a formação de água. Em seguida, cada vez que os elétrons se movimentarem através da cadeia de citocromos, liberam, de forma gradativa, toda a sua energia.
• Ciclo de Krebs: fenômeno biológico ocorrido na matriz mitocondrial. O ácido pirúvico perde CO2 no momento em que entra em contato com a mitocôndria. Isso acontece por meio da atuação das enzimas. Logo, o ácido é convertido em aldeído acético que é combinado com a coenzima que acorda com um outro composto;
• Glicólise: na linguagem da biologia quer dizer “quebra”. Então, nessa fase a glicose transmuta-se para um ácido orgânico chamado de pirúvico. Nessa conversão, há a ação de enzimas, que são responsáveis pela remoção das partículas de hidrogênios. Estes por fim, saem da glicose e são deslocados aos seus receptores;

A remoção de energia sem que o oxigênio seja utilizado é chamada de respiração anaeróbica. Nesse processo, algumas bactérias utilizam nitratos, sulfatos ou carbonatos como aceptores finais de hidrogênios. Para o bacilo de tétano ou outros tipos de organismos, o único meio para se conseguir energia é através da respiração anaeróbica. Ainda, há casos em que alguns dos receptores das partículas de hidrogênios são seres orgânicos que provêm da glicólise. A esse tipo de respiração dá-se o nome de fermentação.

Esse processo, além de fazer parte da fonte de energia de alguns organismos, é responsável pela quebra da glicose sem a necessidade da utilização do oxigênio. Com essa deficiência, é necessário que outra molécula seja responsável pelo recebimento dos átomos de hidrogênio. Ao recebê-los, tem-se o produto final. Assim como a respiração, a fermentação possui duas variações principais: a alcoólica e a láctica.

Na tentativa de explicar melhor o seu funcionamento, será feito um resumo da respiração celular no que diz respeito ao processo de cada uma delas.

• Alcoólica: nesse processo, a glicose sofre, inicialmente, a glicólise, isso ocasiona o surgimento de dois corpúsculos de ácido pirúvico que, logo em seguida, é descarboxilado. Por meio da atuação das enzimas, dá-se originem ao CO2 e ao aldeído acético. Este último atua como aceptor de partículas de hidrogênios e é convertido em álcool etílico.
• Láctica: nessa fase, a glicose passa pelo mesmo processo que o álcool na hora de fermentá-lo. Contudo, quem recebe das partículas de hidrogênio é o ácido pirúvico, que é convertido para láctico. Então, como a carboxila não é removida do ácido pirúvico, não há formação de CO2.

A importância da mitocôndria

Para finalizar esse resumo da respiração celular, vão ser expostos algumas informações básicas sobre as mitocôndrias. Apesar de ela ser essencial para o bom funcionamento das células, a mitocôndria é bastante pequena.

Desse modo, para que as células possam desempenhar as suas funções de forma correta e normal, é preciso que aconteçam várias reações químicas dentro da mitocôndria. Existem algumas células que possuem um grande número dessa organela, muito embora a quantidade dependa da função que cada uma exerce. Quanto mais energia a célula precisar para realizar suas funções vitais, mais mitocôndrias ela produzirá.

No que diz respeito a sua estrutura, pode-se dizer que a mitocôndria possui duas membranas: a interna, em que a maioria das reações químicas acontece e a externa, que tem como função principal revestir e sustentar as suas organelas.