Resumo da Seleção Natural


Embora pareça algo estranho ou complexo de se entender, o conceito da seleção natural é mais comum do que muitas vezes pensamos. Na verdade, a seleção natureza se baseia em um princípio simples: quanto mais apto, maiores as chances que alguém tem de viver. Porém, este tipo de pensamento, que parece inato na sociedade atual, teve durante muito tempo uma forte resistência, tanto que apenas com as descobertas e as teorias de grandes pensadores é foi possível implantar e popularizar este tipo de ideia. Mas não vamos nos precipitar. Faremos agora uma volta ao tempo e teremos um parecer real a respeito de como chegamos ao conceito da seleção natural.

Seleção Natural

Antes da seleção natural – o conceito de que somos o que podemos ser

Como sabemos, no decorrer da história, a religião teve fortes influências na formação da cultura e no modo de agir de todas as pessoas. E uma das formas de ela conseguir agir com todo seu poder foi instituir de maneira social o conceito de que existem aqueles que nasceram para servir e os que nasceram para ser servidos, ou seja, a ideia de que para todos os seres existe um plano.

Esta ideia foi amplamente debatida e discutida, desde a cultura grega, onde reis podiam virar escravos no fim de guerras, no iluminismo, e em décadas posteriores. Milhares de dúvidas surgiram a respeito do que o homem é e do que ele pode ser, gerando reflexões profundas por parte de grandes filósofos.

E esses pensamentos continuaram até o século XIV, quando Charles Darwin, acompanhado de Alfred Wallace, viajou o mundo estudando milhares de espécies e criou o seu livro “A Teoria das Espécies”, a parir do qual surgiu uma materialização deste pensamento de que o homem evolui de acordo com as necessidades, dando origem à teoria da Seleção Natural.

Entendendo a seleção natural

Basicamente, o que Darwin entendeu a partir de suas observações é que aqueles que se adaptam ao meio à sua volta estão mais aptos a sobreviver, conseguindo dar continuidade à sua espécie. Pode até parecer simples, mas não é. Na verdade, com este pensamento, Charles Darwin mudou a forma que encaramos o mundo, inclusive justificando porque existem tantas espécies no mundo que são extintas, mostrando que apenas os mais fortes são capazes de sobreviver.

Para Darwin, a adaptação do mais forte possibilita que sua espécie continue existindo, o que justifica também a ideia de que os seres vivos evoluíram, se adaptando às mudanças climáticas e físicas do mundo para conseguir sobreviver. Por exemplo:

Acredita-se que antigamente existiam girafas de pescoço mais curto, de tamanho mais comum. Mas durante um período em que havia escassez de alimentos, ficava cada vez mais difícil se alimentar das folhas de árvores baixas, que eram disputadas inclusive com outros animais. Desta forma, a girafa começou a buscar as folhas mais altas, esticando seu pescoço. Aquelas girafas incapazes de tal adaptação acabaram morrendo, o que explica a extinção desta espécie.

Desta forma, o que a teoria da Seleção Natural diz é que os seres com fenótipos bons, ou seja, com características próprias para obter vantagem em altura, força, velocidade ou de qualquer outro tipo, contra seus semelhantes, tem mais chances de sobreviver frente às adversidades, se multiplicando e dando continuidade à sua linhagem, quando comparado ao elemento que não se adapta.

Por sua vez, o indivíduo gerado a partir do mais apto terá habilidades naturais com características mais próprias à sobrevivência (como o pescoço mais longo no caso da girafa), o que aumentará as chances de ele sobreviver, dando origem a espécimes mais fortes, mais preparados e mais capacitados quando comparados aos outros indivíduos.

Vale lembrar que a seleção natural não distingue o indivíduo de acordo com seu sexo ou o seu habitat natural, ou seja, qualquer um, em qualquer situação, pode ter maneiras de se adaptar para se tornar mais forte, mais capaz e melhor desenvolvido quando comparado aos seus semelhantes, o que dá uma base de grandes discussões sobre o que a seleção natural reserva para o nosso futuro.

Exemplos e fatos curiosos sobre a seleção natural

– Acredita-se que os dinossauros desapareceram por sua incapacidade de se adaptar ao meio em que estavam, ou seja, através da seleção natural, que eliminou os seres dominantes de uma época e preservou outros menores e mais sensíveis, mais capazes de se adaptar.

– Instintivamente, felinos caçam sozinhos, porém, leões caçam em equipe grandes presas, pois este foi o método que encontraram de garantir a alimentação. Isso também é uma característica da seleção natural.

– Durante muitos milhões de anos, o homem não era o ser dominante, porém, sua capacidade de adaptação o levou ao topo da cadeia alimentar.

– Até hoje, milhares de estudos são feitos baseados nos princípios da seleção natural, e como eles podem ser utilizados no mundo dos negócios e do desenvolvimento de relações humanas.