Resumo sobre Linfoma


Um dos sistemas que compõem o organismo humano é o linfático, que consiste em uma rede de vasos, capilares, tecidos e ductos linfáticos, além de linfonodos, órgãos linfoides que produzem e transportam a linfa, conduzindo-a dos órgãos para o sistema circulatório.

É uma rede presente no corpo todo que recolhe o chamado líquido tissular que não retornou aos capilares sanguíneos, filtra-o e o conduz para a circulação novamente. Entre as funções do sistema linfático estão a absorção e transporte dos ácidos graxos para o sistema circulatório e a remoção de fluidos em excesso nos órgãos corporais. Ele faz uma espécie de limpeza no organismo.

Toda essa introdução é necessária antes de partir para o conceito de linfoma, que é o câncer, ou seja, o tumor maligno que surge no sistema linfático, podendo se espalhar para o restante do organismo, como você verá.

Linfoma

Diz-se que uma pessoa tem linfoma quando ela é vítima de um conjunto de neoplasias (que caracterizam o câncer) que começa a partir de uma célula do sistema linfático. Essa célula, que antes era normal, acaba crescendo sem parar e se propaga pelo organismo.

Existem dois grandes grupos de linfoma:

• Linfoma de Hodgkin: acometem um tipo específico de célula linfoide, chamado célula de Reed-Sternberge.
• Linfoma de Não-Hodgkin: são os que aparecem nas outras células do sistema linfático, por isso, mais comuns.

Muitos se perguntam o que acontece para que uma célula acabe se proliferando além do normal: trata-se de uma anomalia no próprio DNA da célula neoplástica, que acaba tendo uma “vantagem” multiplicativa. E, dessa reprodução exagerada, forma-se os tumores nos linfonodos ou em outras partes do organismo.

Linfoma de Hodgkin

Conforme já mencionado, esse é um tipo mais raro, quando o linfócito B se transforma na célula maligna que vai se reproduzir excessivamente e se espalhar pelo organismo. Nesse caso, a proliferação de células acontece dentro dos linfonodos e a disseminação dos tumores acontece de um linfonodo para o outro, por meio da circulação linfática.

Quando não é tratado rapidamente, esse linfoma começa a atingir os tecidos adjacentes aos linfonodos, podendo chegar a outras partes do organismo também.

Alguns fatores de risco para esse tipo de linfoma:

• Sistema imunológico deficiente
Vírus HIV
• Doenças genéticas transmitidas hereditariamente
• Uso de medicação imunossupressora

A identificação dos sintomas depende muito da região do corpo onde estiverem os linfonodos atingidos pelos tumores. Caso estejam próximos do pescoço, axilas e virilha, por exemplo, o paciente vai notar o aumento dos linfonodos e, provavelmente, não sentirá dores. O diagnóstico e feito por biópsia e o tratamento vai depender do caso, podendo incluir imunoterapia, sessões de quimioterapia e radioterapia.

Linfoma de Não-Hodgkin

Esse é um grande grupo que abrange mais de 40 tipos de tumores diferentes. Quando a multiplicação exagerada começa a partir de qualquer outra célula do sistema linfático, que não seja o linfócito B, a doença estará nessa categoria.

Para esse caso, os fatores de risco que criam um cenário mais favorável para o desenvolvimento da neoplasia são os seguintes:

• Exposição a certos produtos químicos como pesticidas, fertilizantes e solventes;
• Exposição a grandes quantidades de radiação;
• Algum tipo de comprometimento no sistema imunológico.

Em relação aos sintomas do Linfoma de Não-Hodgkin, existe uma variedade maior, que pode facilitar a primeira identificação: perda de peso repentina e sem nenhum motivo aparente; febre; prurido (coceiras intensas); sudorese noturna além do normal e linfadonepatia na região do pescoço, axilas e virilha.

O diagnóstico preciso desse tipo de linfoma pode incluir biópsias, punção e também exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética, por exemplo.

Assim como no tipo de linfoma anterior, o tratamento vai depender muito de cada caso: onde o tumor (ou os tumores) está localizado, qual é o seu grau de agressividade, se já se disseminou para outras partes do organismo ou não.

Independentemente do tipo de linfoma, quanto antes for diagnosticado, mais chances o paciente tem de cura. Quando mais o tumor se alastra, mais difícil fica acabar com ele.

Algumas recomendações podem ajudar a prevenir os linfomas ou a identificá-los precocemente. É importante evitar se expor a produtos químicos, especialmente aqueles de uso agrícola; fazer o autoexame frequentemente no pescoço, axila e virilha, pois, conhecendo o próprio corpo, é mais fácil detectar algo errado; idosos devem ter uma atenção redobrada, porque os riscos de sofrer com um linfoma aumentam com a idade.

Há estudos que apontam que as pessoas de descendência europeia também podem ter mais chances de sofrer com essa doença. E aqueles que possuem qualquer problema que prejudique o sistema imune, devem ter uma atenção redobrada.

Os principais sintomas foram descritos acima, ao perceber um ou mais, é importante procurar o médico o mais rápido possível, seja para descartar a possibilidade de se ter um linfoma ou para começar o tratamento logo, evitando que os tumores cheguem a outras partes do corpo.