Síndrome aguda das Radiações


Classifica-se como Síndrome Aguda das Radiações (SAR) a um conjunto de sinais clínicos e sintomas derivados da exposição do organismo humano a radiação. Vale dizer que a exposição, não necessariamente, precisa ser longa, minutos, ou mesmo meses podem desencadear os mesmos resultados.

Esta doença é muito complicada, afinal seus efeitos podem ser sentidos em quase todo o organismo, gerando distúrbios orgânicos e até mesmo funcionais.

Historicamente, há dados que comprovam que a SAR teria sido descrita na União Soviética, mais especificamente, a partir de trabalhadores que atuavam no “programa nuclear” do país. Além disso, casos de pessoas que viviam em áreas onde uma grande quantidade de radiação estava concentrada, também foram descritos nos estudos sobre a síndrome aguda das radiações.

Radiações

Efeitos da radiação e surgimento dos sintomas

Como já mencionado a SAR é ocasionada pela exposição à radiação, mas, você sabe quais os reais efeitos da radiação para o homem?

Em primeiro lugar, quando alguém é exposto a uma quantidade expressiva de radiação diversos órgãos e tecidos são lesionados, assim consequentemente, os sintomas começam a aparecer, e são eles: vômitos e náuseas, queda de cabelo e ausência de pelos, também, sinais de ordem neurológica, distúrbios comportamentais e alterações na pele também são visíveis.

Mas, é claro que estes sintomas irão se manifestar de diferentes maneiras dependendo do tempo de exposição à radiação, da quantidade destes elementos que são absorvidos pelo organismo, e, também do estado clínico e da idade do paciente. Cabe ressaltar ainda, que além do tempo de exposição, deve ser levada em consideração a potência da radiação a que a vítima foi exposta.

Mas, é bom ficar atento, pois, quanto menor for o tempo decorrido entre a exposição e o surgimento dos primeiros sintomas, mais grave serão os próximos. Há casos de pacientes que apresentam náusea e vômitos logo nas primeiras horas após a exposição a radiação.

Classificando a síndrome

A síndrome aguda das radiações pode ser clínica e classicamente dividida em três tipos, as gastrointestinais, as hematopoiéticas e a neurológica – vascular. Vamos a cada uma delas:

SAR Hematopoiética: Pode ser caracterizada por alterações em diversos componentes do sangue, por exemplo, o número de células sanguíneas é drasticamente reduzido, devido a isso, quadros de infecção e anemia – ocasionada pela diminuição dos eritrócitos – poderão ser notados. As plaquetas também são afetadas, o que faz com que hemorragias sejam bem comuns

SAR Gastrointestinal: Como o próprio nome sugere está associada ao dano das células do intestino, e também, a invasão bacteriana a mucosa. Os principais sintomas desta classificação da patologia são vômitos, náuseas, diarreias com a presença de sangue, além de perda de apetite e fortes dores no abdômen.

SRA Neurológica – Vascular: Para muitos especialistas esta classificação da síndrome aguda das radiações somente será “despertada” mediante exposição a altas taxas de radiação. Os principais sinais da SAR Neurológica – Vascular são: fortes dores de cabeça, consciência reduzida, os quais em pouco tempo evoluem para distúrbios neurológicos, crises convulsivas que podem até mesmo levar ao estado de coma. Infelizmente em casos como esse a morte é inevitável e acontece em poucas horas.

Além das alterações que aqui foram citadas outras manifestações também podem ser notadas, como por exemplo: vermelhidão na derme, bolhas, úlceras e até mesmo necrose do tecido que fica em contato direto com o ambiente. Também a perda de pelo e cabelo – aqui já citada – e por fim, o possível desenvolvimento de um tumor.

Diagnóstico e tratamento da SAR

O diagnóstico desta patologia depende, e muito, dos dados sobre a exposição da vítima a radiação. Além disso, exames de sangue são grandes aliados dos médicos, afinal, por meio destes é possível averiguar se as células sanguíneas estão em pleno funcionamento, ou não.

Pode-se dizer que não há um tratamento efetivo para esta doença, portanto as terapias funcionam apenas como “suporte”, nelas são utilizados antibióticos e também produtos que derivam do sangue.

Portanto, a melhor forma de tratamento ainda é a prevenção, afinal o único método para não ser acometido por esta patologia é evitar a exposição a ambientes que contenham radiação.

Concluindo

Como pudemos notar a síndrome aguda das radiações é uma patologia extremamente agressiva, levando a morte em pouco tempo. Assim como em outras doenças a prevenção é o melhor remédio, afinal, não há cura definitiva para a SAR.

Diversos estudos vêm sendo realizados sobre esta doença e muitos deles apontam para esta síndrome como a grande responsável pelo surgimento de diversos tipos de cânceres. Além disso, os efeitos biológicos, hereditários e genéticos estão sendo amplamente avaliados, mas já pode-se afirmar que os resultados a exposição a radiação certamente influem no futuro do paciente e sua família, afinal, além dos efeitos genéticos (sofridos pelos descendentes do portador da síndrome), há efeitos somáticos (aqueles que surgem na primeira pessoa exposta a radiação), e por fim, os efeitos in-utero (consequências sofridas pelos “bebês” que se contaminaram quando ainda eram fetos).