Tipos de folhas e suas adaptações


A natureza é algo magnífico e encantador. Estudar as plantas e suas funções faz com que consigamos entender muitas coisas ao nosso redor. Todo o verde das folhas e das plantas que enchem os nossos olhos, estão ali não só para embelezar a natureza, mas também possuem diversas outras funções que é o que veremos neste artigo.

Tipos de folhas e suas adaptações

A Estrutura

A estrutura das folhas consiste em:

  • Clorofiladas: são especializadas na fotossíntese;
  • Folhas completas: este tipo de folha tem em sua formação: pecíolo, limbo, estipulas e a bainha. Elas também podem conter “nervuras paralelas”. Esta é uma característica das folhas paralelinérveas.

É importante ressaltar que as folhas que possuem o limbo muito largo podem sofrer com o risco de serem danificadas por conta do vento, e por esta razão, o limbo é dividido em “folíolos”. No que diz respeito aos tipos de limbo, temos:

Limbos: classificações

  • Folhas simples: Nas folhas simples, o limbo não é dividido;
  • Folhas compostas: Nesta categoria, como já foi citado acima, o limbo fica dividido em folículos.

As folhas compostas são divididas em: imparipenadas, paripenadas e digitadas.

  • Folhas compostas imparipenadas: Este tipo de folha apresenta uma quantidade de folíolos ímpar, contando com somente um folíolo nas extremidades.
  • Folhas compostas paripenadas: Estas possuem uma quantidade de número de folíolos pares, e contam com 2 folíolos nas extremidades.
  • Folhas compostas digitadas: Também são conhecidas como “palmadas”. Elas possuem os seus folíolos que partindo de uma base comum.

Alguns tipos de vegetais criaram as chamadas “adaptações foliares” no decorrer da evolução, para sanar as suas necessidades. Uma destas adaptações dos vegetais são as brácteas. São elas as folhas especiais que se fixam na base do “pedicelo da flor”. São comuns nas plantas que têm as pétalas inexistentes ou muito pequenas, se apresentando em cores vibrantes e vistosas, e por sua vez, tem como uma das funções, atrair os polinizadores. Mas aonde elas podem ser encontradas? As brácteas podem ser vistas em bico-de-papagaio e nos buganviles.

Os espinhos possuem uma estrutura pontiaguda e lignificada e que surgiram a partir de uma diminuição de superfície da folha. Eles também são adaptações foliares, e estas adaptações possuem a função de fazer com que não seja perdida água para o ambiente. Outra função é a de dar uma maior proteção para a plantinha. Já os cactos, como todos sabem, possuem muitos espinhos, mas esta é a maneira com que esta planta encontra para não sofrer com a desidratação.

Temos os cotilédones, que são folhas embrionárias. São elas as responsáveis por acumular ou transferir todos os nutrientes que serão utilizados pelas plantas no seu desenvolvimento inicial. Os cotilédones possuem extrema importância no início da vida da planta, pois neste desenvolvimento inicial, ainda não existem folhas para fazer a realização da fotossíntese. Para saber mais: quando temos a presença de um ou de dois cotilédones, são permitidas a classificação do vegetal nas categorias: monocotiledônea (que é aquela que possui um cotilédone), e dicotiledônea (que é aquela que possui dois cotilédones).

Na natureza encontramos também as gavinhas. As gavinhas são folhas modificadas que ao olhar para ela, nos lembramos de pequenas “molas”. A principal função das gavinhas é a de fixar a planta, de maneira com que elas fiquem enroladas sobre algum tipo de suporte. Aonde podemos encontrar as gavinhas? Podemos encontra-las em chuchuzeiros e em maracujazeiros.

Existem também outras adaptações foliares que podem ser vistas no alho e também na cebola. São os catafilos. A função dos catafilos é proteger o broto vegetativo deste tipo de planta, e ainda, acumular as substâncias nutritivas. Uma curiosidade dos catafilos: sendo os catafilos, um tipo de folha reduzida e modificada, estas folhas estão presentes na maioria das vezes nos momentos em que o clima não está muito bom. No momento em que as condições climáticas ficam mais favoráveis, esta folha normaliza-se e neste período ocorre o desenvolvimento das gemas.

Existem ainda as plantas que têm as suas folhas “modificadas”, e que por sua vez, são como “armadilhas”, para capturar insetos e também pequenos animais. A este tipo de plantas, chamamos de plantas carnívoras. No momento em que as plantas carnívoras capturam um animal, elas ingerem com as enzimas liberadas por tipos de células que são especializadas e encontradas nas suas folhas.

Logo após esta digestão, a planta carnívora absorve todos os compostos nitrogenados, que são escassos no seu habitat natural. Uma curiosidade: cada espécie de planta carnívora possui uma maneira de atrair as suas presas e os seus polinizadores, no entanto, o que geralmente acontece é que a maioria os atrai pelas cores vibrantes e pelo odor do néctar.

Como podemos ler neste texto, a natureza além de linda de se admirar, é também muito inteligente, pois as plantas desenvolvem mecanismos para se protegerem sobre as adversidades do habitat onde elas vivem, tanto para não desidratar, como para conseguir realizar a fotossíntese, e também para atrair as suas presas.