Vírus: Características


É importante ressaltar que a existência dos vírus, que são organismos acelulares, ou seja, não apresentam células. São seres extremamente simples, formados apenas por uma molécula de ácido nucleico, DNA ou RNA, envolvida por uma cápsula proteica. Mas, apesar de serem acelulares, os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios, não exercendo qualquer tipo de atividade fora da célula e sendo, portanto, dependentes de atividade celular para a sua sobrevivência e reprodução.

Muito embora os seres vivos apresentem uma grande diversidade de tipos celulares, todos, excetos os vírus, apresentam quatro características básicas em comum: membrana plasmática, hialoplasma, ribossomos e material genético.

Vírus

A membrana plasmática é a estrutura que delimita o espaço intracelular, que o separa do meio extracelular. Tem a capacidade de agir de maneira seletiva, controlando as substancias que entram ou que saem da célula, garantindo assim a integridade celular e uma composição química diferenciada do meio extracelular.

O hialoplasma é o líquido que preenche o espaço intracelular, constituído basicamente por água. É fundamental para dissolver e transportar substancias no interior das células, além de facilitar a ocorrência das reações químicas.

Já os ribossomos são responsáveis pela síntese de proteínas, moléculas consideradas fundamentais para a sobrevivência da célula, pois executam diversas funções, tais como defesa e regulação de reações químicas.

O material genético, que também é conhecido como cromossomos ou cromatina, é o local onde se encontram os genes, que são os responsáveis pelo controle de toda a atividade celular e pela codificação de informações para que uma célula possa produzir cópias de si mesma.

Os vírus são extremamente pequenos, sendo, portanto, visíveis apenas ao microscópio eletrônico. Por serem acelulares, não apresentam metabolismo próprio. Assim, é certo dizer que todos os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios e consequentemente, são sempre causadores de doenças.

Os vírus, apesar de diferentes, são considerados seres vivos, porque apresentam material genético, realizam reprodução e são altamente mutáveis, isto é, são capazes de sofrer mutação. Os vírus invadem a célula hospedeira e o seu material genético assume o comando. A célula parasitada passa a produzir novas unidades virais, que serão eliminadas para atacar outras células. Fora das células os vírus não manifestam nenhum sinal de vida.

Eles possuem um envoltório, que é constituído por proteínas, denominada cápsula ou capsídio. A cápsula tem a função de envolver e também de proteger o material genético que pode ser DNA ou RNA. Além de proteger o material genético, a cápsula é capaz de se combinar quimicamente com a superfície da célula a ser parasitada. Isso permite ao vírus, reconhecer o tipo celular que ele está adaptado a parasitar.

Os vírus são seres bem específicos, sendo capazes de atacar poucos ou alguns tipos celulares. Isso acaba acontecendo porque entre a superfície a ser parasitada e a cápsula do vírus deve haver uma afinidade química.

A estrutura e o processo de reprodução dos vírus

O ciclo de reprodução dos vírus, segue as etapas descritas abaixo:

Fixação: através das fibras da cauda, os vírus acabam se acoplando junto à membrana da célula hospedeira.

Infecção: na célula hospedeira, o vírus acaba atravessando a membrana plasmática e a parede celular, utilizando-se de uma enzima denominada lisoenzima, que está localizada na cauda, e acaba injetando o seu DNA no interior da célula.

Duplicação: o DNA bacteriano acaba anulando o DNA viral, passando a comandar na célula, a maquinaria enzimática, que começa a produzir cópias do DNA viral, além de proteínas que vão formar a cápsula e a cauda.

Montagem: nessa etapa é formado um novo vírus, por causa da união das partes duplicadas.

Lise: a membrana plasmática da célula é rompida e o vírus é liberado. Assim, eles partem em busca de outras células que possam ser parasitadas.

Os vírus se reproduzem através da síntese de proteínas viróticas e também através da duplicação do DNA virótico, processos que sob o comando do mesmo, serão realizados pela célula hospedeira. As células hospedeiras são obrigadas a produzir moléculas novas de RNA viral, quando estes apresentam RNA. Mas, quando o assunto é um retrovírus, a partir do RNA virótico se produz um DNA que vai comandar todo o resto processo. A produção de DNA a partir do RNA virótico é possível por causa da atuação da enzima Transcriptase Reversa, presente no retrovírus. É o que ocorre com o HIV, que é o retrovírus da AIDS.

Apesar desses seres vivos serem os grandes causadores de doenças, não existem no mercado farmacêutico medicamentos realmente eficazes contra eles. Para se combater as doenças que são causadas pelos vírus é com a utilização de vacinas, porém, não são todas as doenças que têm vacinas eficazes. O vírus pode gerar a lise e a morte da célula hospedeira, ao que chamamos de ciclo citolítico, ou apenas estimular a ocorrência de divisão celular, neste caso o ciclo é denominado citocinético ou lisogênico e utilizado em laboratórios de pesquisa, para induzir a transformação em bactérias.

Alguns tipos de câncer são causados por retrovírus, denominados vírus oncogênicos, que realizam ciclo do tipo citocinético.