Índice de Massa Corporal (IMC)


É muito comum que as pessoas definam se estão acima, abaixo ou dentro do seu peso ideal sem saber realmente quais são os critérios para isso e o que deve ser levado em consideração. Pior ainda: há quem utilize padrões de beleza socialmente impostos para tentar reconhecer o próprio corpo, o que pode trazer consequências muito negativas para a saúde.

Índice de Massa Corporal (IMC)

Diante desse quadro, todos deveriam conhecer o conceito de IMC (Índice de Massa Corporal) e como aplicá-lo. Vamos ver a seguir tudo o que há de mais importante em relação a esse indicador.

O que é Índice de Massa Corporal?

Consiste em um dos principais e mais conhecidos métodos para se avaliar as condições de peso de um indivíduo. Inclusive, é um dos critérios levados em conta por médicos e nutricionistas na hora de recomendar alguma dieta específica a um paciente. É um índice adotado até mesmo pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS) e é considerado um cálculo preliminar, ou seja, oferece um primeiro indicativo sobre a situação de peso da pessoa, mas precisa ser sempre complementado com outros exames mais precisos.

Esse cálculo não é muito recente: foi desenvolvido no final do século XIX por um polímata chamado Lambert Quételet. A sua principal vantagem é a facilidade de aplicação, visto que se trata de uma operação matemática bastante simples (que você vai aprender como fazer a seguir) e que pode trazer resultados importantes.

Já a grande desvantagem do Índice de Massa Corporal é o fato de ele possuir algumas restrições. Não é indicado para avaliar pessoas de origem asiática, por exemplo, e nem aquelas que realizam treinos intensos de musculação. Além disso, em se tratando de crianças, adolescentes, idosos e gestantes, o IMC possui critérios diferenciados e aí não é qualquer pessoa que consegue interpretar o resultado do cálculo para extrair uma informação significativa.

O IMC também pode ser considerado um cálculo superficial, o qual não mede diretamente a gordura corporal da pessoa, porque não contempla distinções entre massa magra, massa gorda, estrutura óssea e quantidade de líquidos, sendo focado apenas no peso que a balança aponta.

Por isso, fica um alerta: ao fazer o cálculo do IMC e perceber que o resultado está fora dos parâmetros considerados normais e indicados, o ideal é procurar um médico ou nutricionista para confirmar se realmente há um quadro de sobrepeso e o que fazer em relação a isso. O IMC serve de “aviso”, mas não substitui a avaliação de um médico.

Cálculo e resultados do Índice de Massa Corporal

Agora, vamos ao que mais interessa: saber como se faz o cálculo desse índice e como se pode interpretar o número resultante dele.

Para calcular o IMC de alguém, o procedimento é o seguinte: deve-se dividir a massa pela altura ao quadrado. Lembrando que a massa deve estar medida em kg e a altura em metros. Desse modo, dizemos que a fórmula é a seguinte:
IMC = massa/altura², ou IMC = massa/altura X altura

Vamos a um exemplo prático para entender: qual seria o IMC de uma pessoa que tem 1,70m e pesa 90 kg? Colocando na fórmula:

IMC = 90/1,70²
IMC = 90/1,70 X 1,70
IMC = 90/2.89
IMC = 31,14

E o que significa esse número? O mesmo criador do cálculo também estabeleceu uma espécie de tabela que indica o significado dos resultados do IMC:

  • Menor que 18,5 – abaixo do peso
  • Entre 18,5 e 24,9 – normal
  • Entre 25 e 29,9 – excesso de peso
  • Entre 30 e 34,9 – obesidade leve – grau I
  • Entre 35 e 39,9 – obesidade severa – grau II
  • Acima de 40 – obesidade mórbida – grau III

Portanto, de acordo com o IMC, a pessoa da situação hipotética que expusemos acima, estaria com uma obesidade leve, de grau I. Possivelmente, uma dieta balanceada combinada com exercícios físicos praticados frequentemente e acompanhamento médico seria o suficiente para reverter o quadro. No entanto, se essa pessoa for uma fisiculturista e tiver grande quantidade de massa muscular, pode ser que ela não seja obesa, é por isso que cada caso tem a sua particularidade.

Vimos que quem tem o Índice de Massa Corporal acima de 40 pode estar com obesidade mórbida, mas o que isso de fato significa? A obesidade é considerada mórbida a partir do momento em que aumenta consideravelmente as chances de o indivíduo desenvolver outras doenças que possam causar sequelas ou até mesmo a morte, ou seja, quando o excesso de peso coloca alguém em risco de vida.

Quando há obesidade mórbida, o acompanhamento médico é imprescindível. Além das dietas e atividades físicas, o profissional pode ministrar medicamentos para auxiliar no emagrecimento. Existe também a cirurgia de redução do estômago, mas na maior parte das vezes, ela só é recomendada quando outros procedimentos já foram adotados e não surtiram efeitos. A ideia é tentar evitar esse método mais invasivo.