Regras da Esgrima – Florete


Um dos esportes mais tradicionais dos jogos olímpicos, a Esgrima requer habilidade e treinamento árduo por parte de quem deseja praticá-la. Na esgrima existem três diferentes armas disponíveis para competição. Contudo, antes de falarmos de uma delas, o Florete (nosso assunto aqui), faremos uma breve descrição das demais armas utilizadas no esporte, que são o sabre e a espada.

O sabre na esgrima é indicado para os atletas muito rápidos e com muito apuro nos reflexos, por conta da flexibilidade da arma. Enquanto isso, na esgrima a espada é ideal para aqueles que têm força e prezam pelos movimentos amplos, já que a espada é a mais pesada quando comparada com as outras armas utilizadas no esporte.

Esgrima Florete

Esgrima: as características do Florete

A mais leve das armas da Esgrima, o Florete é ideal para quem está no início do treinamento, por conta de sua leveza e precisão. Muitos atletas optam pela continuidade nessa arma de lâmina extremamente flexível. Nesta modalidade, a pontuação é contada a cada toque da ponta do Florete com o tronco do oponente. Seu objetivo é atingir o maior número de vezes o adversário, sem ser tocado, e é declarado vencedor o esgrimista que tocar seu oponente por cinco vezes (na etapa inicial da competição) e quinze vezes (na segunda etapa). Caso nenhum dos dois espadachins alcance esses números, o vencedor será o que tiver acertado o maior número de golpes validados pelos juízes.

Nas competições, é importante o esgrimista adotar uma postura ofensiva, e tentar acertar o oponente primeiro, isso, taticamente, obrigará o adversário a se expor mais e dará ao atleta a frente no escore a possibilidade de traçar diferentes táticas.

Florete: pista e equipamentos

Disputadas em pistas especiais, feitas de um material que conduza eletricidade, geralmente de alumínio, tem como medidas oficiais 14 m de comprimento, por 1,5 m a 2 m de largura. A pista, onde ocorrem as disputas são divididas da seguinte forma:

– Linha Central – divide a pista ao meio, portanto, com 7 m para cada lado.

– Linhas de Guarda – distantes 2 m da linha central, uma de cada lado.

– Signalis – regiões demarcadas ao final de cada lado da pista, geralmente sinalizadas com cores, e que servem para indicação do final da pista. Caso o esgrimista ultrapasse com os ambos os pés a última linha da Signalis, receberá punição de um toque, contado para o seu oponente.

– Área de Recuo Final – medindo 2 m de cada lado da pista, também de material condutivo, dá acesso à pista, não sendo, no entanto, utilizada no combate.

Quanto aos equipamentos, temos os fios e as enroladeiras, que são carretéis que têm a função de manter os fios esticados durante a disputa. Os fios são os responsáveis pela condução da corrente elétrica que o toque da ponta da lâmina do florete produz ao entrar em contato com a vestimenta metalizada do adversário. Quando esse toque ocorre, uma luz colorida se acende em um aparelho específico, e que indica tanto ao árbitro, quanto ao público presente que o toque aconteceu.

Localizado na área central da pista, está localizado o Sinalizador de Toques, que além de acender luzes de cores diferentes para cada toque de cada competidor, marca o tempo da disputa e o placar. É esse aparelho que permite aos juízes procederem a validação dos pontos. Atualmente, alguns aparelhos se utilizam de tecnologia Wi-Fi pra a transmissão dos dados em tempo real, diretamente para o corpo técnico.

Além dos competidores, temos o árbitro, que tem as funções de validar os toques, além de imputar faltas, verificar todo o material, como armas, vestimentas e marcas da pista e determinar o início e o final dos combates.

Equipamentos:

Para a prática da Esgrima, na arma Florete são necessários vários equipamentos que visam proteger os atletas e uniformizar as competições. Os principais são:

– uniforme: feito em resistente malha de tecido, fundamentalmente serve para a proteção dos esgrimistas. É reforçado em áreas sensíveis, como axilas. Nas costas têm a identificação do atleta e do país ou instituição que representa.

– máscara – produzida em uma trança de fios em aço, protege a cabeça e o rosto dos atletas. Sob o pescoço está outra proteção, conhecida como Babador, ou ainda Barbela, feita em tecido acolchoado.

– luvas – acolchoadas e cobrem o antebraço do esgrimista até a metade, são usadas apenas na mão que empunha o florete. É por essa luva que o fim leva o sinal elétrico da arma até o aparelho de monitoramento de toques.

– tênis – para a prática da Esgrima são utilizados tênis de alta aderência, que permitam frenagens, deslocamentos ágeis e mudanças repentinas de direção e sentido, mantendo o equilíbrio do atleta.

A arma em si, o Florete, tem como característica a lâmina retangular, que pode ter no máximo 90 cm de comprimento. Para treinamento, principalmente de iniciantes e crianças, se utilizam floretes menores.