Regras da Ginástica de Trampolim acrobático


Foi por meio da junção entre o circo com o esporte que uma nova modalidade foi criada: a ginástica de trampolim acrobático.

No que diz respeito ao trampolim, devemos destacar que tudo teve início com o circo. Porém, foi só em 2000 que ele se tornou também parte das próprias Olimpíadas da Ginástica.

Ginástica de Trampolim

As performances que fazem parte das regras da ginástica de trampolim acrobático são bem específicas para essa modalidade, que se tornou esporte em 1930 em território norte-americano, por meio do desenvolvimento de uma cama elástica por George Nissen.

A disputa do trampolim acrobático ocorre tanto em meio ao público masculino, como também ao feminino e, além disso, ela oferece uma modalidade especial: a sincronizada, em que ambos os atletas podem se apresentar, claro que em trampolins diferentes, mas realizando os mesmos exercícios e movimentos de uma maneira simultânea. Pois é: não é incrível?

Outro destaque do trampolim acrobático vai para o fato de que essa atividade esportiva também é muito artística, já que a beleza, o corpo e as expressões em geral são intensificadas por meio dos movimentos e exercícios realizados na prática.

Mas, além disso, ela também pode ser essencialmente esportiva, por meio de movimentos que exigem maior força, capacidade e conhecimentos da técnica envolvida.

Regras da ginástica de trampolim acrobático

Como já dito anteriormente, as regras da ginástica de trampolim acrobático envolvem duas diferenciadas categorias: a feminina e a masculina.

Os acrobatas, por sua vez, devem pular sobre uma tela que, na maioria dos casos, é formada por nylon. Dessa forma, dá-se início a realização dos movimentos de caráter acrobáticos.

E, além do trampolim, devemos destacar que existem ainda outros dois diferentes aparelhos para praticar a modalidade, sendo eles o duplo-mini trampolim e o tumbling.

Porém, vale ainda o destaque de que só o tradicional é o aceito durante as provas dos jogos olímpicos.

A tela, confeccionada na maioria dos casos por nylon, são de 4,28 por 2,14 metros, ou seja, são telas grandes para possibilitar maior liberdade para a movimentação e realização dos exercícios dos atletas.

Entre as regras de ginástica de trampolim acrobático, muitas são as dúvidas no que diz respeito ao próprio salto do atleta, que por sua vez, deve chegar a aproximadamente 6 metros de altura. E os elementos técnicos envolvidos nessa prática também não são limitados: são 20 diferentes regras.

As regras não terminaram por aí: antes mesmo de dar início a sua própria apresentação, o acrobata dá alguns saltos iniciais, ou seja, preparatórios. Ele faz isso para que consiga se equilibrar e alcançar uma determinada altura essencial para a realização dos movimentos e exercícios da prática.

Dessa forma, é por conta disso que ele precisa atingir a altura de aproximadamente seis metros para dar início às suas acrobacias, realizando-as considerando os 20 diferentes elementos técnicos e ininterruptos da prática.

As regras de ginástica de trampolim acrobático também estão voltadas para a realização de duas séries, sendo duas séries de 10. A primeira delas é obrigatória, sendo esse o momento em que todos os participantes devem realizá-la em busca de classificação para etapa final. Dessa forma, a segunda e última etapa é totalmente de livre escolha para o atleta.

O número de atletas que disputam essa modalidade esportiva é sempre de 16 para a primeira fase, ou seja, a preliminar. Depois dessa fase concluída, restam oito indivíduos que devem participar da reta final, ou seja, da última prova.

O mais interessante é que unicamente na modalidade final a série livre é executada, e não na fase inicial. Sendo assim, os acrobatas e atletas têm a opção de realizem os movimentos e demais exercícios que mais lhe agradam e, é claro, aqueles em que são melhores e que podem demonstrar maior domínio sobre a técnica.

Sobre a avaliação da ginástica de trampolim acrobático

Já o julgamento, ou seja, a garantia de que as regras de ginástica de trampolim acrobático foram realmente cumpridas, é realizado por meio de oito diferentes juízes: um deles é considerado como o juiz central. Enquanto isso, outros cinco são responsáveis por avaliar como foi a execução das atividades e os últimos dois devem observar como foi o próprio grau de dificuldade para os atletas.

Curiosidades sobre as regras

Em território brasileiro, tudo começou por intermédio de José Martins Oliveira Filho, professor que no ano de 1975 retornou de um curso sobre o tema realizado na Alemanha.

Porém, demorou um pouco para que as regras de ginástica de trampolim acrobático fossem realmente consideradas. Foi em 1990 que a Federação Paulista de Trampolim Acrobático foi criada, e no ano seguinte, também teve início a realização das atividades da Confederação Brasileira de Trampolim Acrobático.

A estreia do trampolim acrobático como uma modalidade esportiva, por sua vez, foi unicamente nos Jogos Olímpicos de Sydney, de 2000, realizados em território australiano.