Regras da Vela 470, Finn e Laser


Muitas pessoas gostam das competições de barcos impulsionados pelas velas que recebem a força dos ventos. O iatismo é um esporte relativamente novo se comparado a esportes olímpicos tradicionais como o atletismo e a natação. Além disso, são poucas as pessoas que sabem que o iatismo (também chamado de vela, por esta ser a principal “atriz” no movimento dos barcos) é composto por classes. Há atualmente 110 classes oficializadas, que são as categorias do iatismo.

Cada classe corresponde a um conjunto de especificações técnicas para os velejadores, para as embarcações, para a velocidade que cada barco alcança, para o peso tanto do barco quanto dos atletas, enfim, dessa forma, qualquer pessoa com técnica pode participar de uma competição de iatismo. Como curiosidade, nas Olimpíadas apenas oito classes estarão presentes. Veja agora as principais regras da vela nas classes 470, Finn e Laser.

Regras da Vela 470

Classe 470

Esta classe foi a primeira a permitir que as mulheres participassem nos jogos olímpicos. Seu nome se deve ao comprimento do barco, que é de 4,7 metros ou 470 centímetros. O barco é pequeno e leve: pesa apenas 120 quilos, um dos mais leves do iatismo. O peso ideal da dupla de velejadores que deve operar esta embarcação é de até 145 quilos somados, o que permite a participação das mulheres, já que exige pessoas mais leves. Por serem leves, as embarcações da classe 470 são extremamente sensíveis aos movimentos dos velejadores e também são muito rápidas. É necessário ter técnica e força para controlar este barco. É importante ressaltar que os barcos da classe 470 possuem três velas, o que aumenta a área de contato delas com o vento.

Classe Finn

A classe Finn é uma das que mais esteve presente nos jogos olímpicos. Sua primeira aparição foi em 1952 na Finlândia e, desde então, esteve presente em todas as edições. A classe Finn deve ser praticada por um velejador por embarcação, e este velejador deve pesar entre 80 e 100 quilos para conseguir manejar a embarcação, que pesa mais de 150 quilos combinando toda a estrutura (casco, mastros, velas). Nesse tipo de embarcação, a vela fica bem a frente do barco e recebe o nome de catboat, justamente por este fato. A área da vela é uma das maiores do iatismo: dez metros quadrados, o que faz com que o velejador tenha que aliar técnica com extrema força para manejar sua embarcação.

Classe Laser

Esta é a classe mais conhecida dos brasileiros, já que um grande medalhista olímpico brasileiro já ganhou títulos nela: Robert Scheidt. A classe Laser é a mais popular do mundo por conta do baixo custo dos barcos e de sua manutenção. As embarcações pesam até 57 quilos e devem ser manejadas apenas por um velejador. A classe Laser é dividida em três:

• Classe Laser Standard: por ter uma vela com grande área (7,06m²) essa categoria deve ser praticada por homens com mais de 80 quilos;
• Classe Laser Radial: especial para mulheres, essa categoria conta com embarcações que possuem velas com menor área (5,76m²). Assim pessoas mais leves (mulheres) podem manejar o barco;
• Classe Laser 4.7: uma classe intermediária entre a classe Optmist (uma embarcação ao estilo Laser, porém menor, para crianças) e as classes Radial e Standard.

Mesmo sendo uma classe bem popular, a classe Laser é uma das mais recentes no universo dos jogos olímpicos, tendo sido implantada apenas em 1996 em Atlanta.

As competições de iatismo

As competições do iatismo são divididas em regatas. Cada regata é uma corrida a parte entre os velejadores, e aquele que obtiver as melhores colocações em cada regata vence a competição. Geralmente, a prova é realizada com base em três boias dispostas na forma de um triângulo.

Há uma ordem para que os velejadores realizem o percurso:

• A primeira perna, do início até contornar a primeira boia, é feita contra o vento. No entanto, barcos do iatismo não conseguem se mover para frente contra o vento. Assim, é necessário que eles façam movimentos especiais e usem sua técnica para conseguir o resultado. Por isso é comum nesta perna os barcos fazerem movimentos de zigue zague. É assim que eles conseguem se mover;

• A segunda perna é realizada com ventos cruzados e a terceira perna também.

• Cada barco ainda deve realizar mais uma “primeira perna” que é contra o vento. No entanto, não é necessário fazer as outras duas, mas contornar a primeira boia para terminar a prova de vento em popa.

Cada barco deve respeitar as regras para ultrapassagens e, caso não respeitem podem ser punidos de várias formas, desde voltas em torno do seu próprio eixo no meio da corrida, até pontuações extras após o término da regata. Lembrando que, no iatismo, vence quem possuir menos pontos, diferente do que acontece na grande maioria dos outros esportes pelo mundo afora.