Obras e Legado de Émile Durkheim


David Émile Durkheim, conhecido popularmente apenas como Émile Durkheim, nasceu e 15 de abril de 1858 em Épinal em Lorena, e morreu em 15 de novembro do ano de 1917. Foi um importante filósofo, psicólogo social e sociólogo francês. Atualmente, Émile Durkheim é conhecido como pai da sociologia e principal arquiteto da ciência social moderna. Isso porque a maior parte de seu trabalho foi dedicado para mostrar que os fenômenos religiosos acabaram culminando no social do que em fatores divinos. Apesar de não ter sido o primeiro sociólogo da França, mas se destacou pro inovar ao fazer da sociologia uma disciplina distinta e autônoma das demais ciências sociais.

Preocupado com que a sociologia fosse aceita como uma ciência legítima, Durkheim aperfeiçoou o positivismo e promoveu a utilização do método hipotético-dedutivo. Para ele, a sociologia era considerada como uma crença e ainda um modo de comportamento que foi instituído pelo coletivo. Essa ciência tem como objetivo principal descobrir os fatos sociais estruturais e em vez de apenas limitar-se às ações individuais e especificas de cada ser, ela deve estudar os fenômenos da sociedade como um todo.

Émile Durkheim

Algumas de suas obras ganharam reconhecimento. Por este motivo recebeu em 1887 na Universidade de Bordeaux uma nomeação docente, onde lecionou sociologia e pedagogia. Pode-se dizer que sua nomeação docente foi um importante sinal de que os tempos estavam mudando. Durkheim conseguiu introduzir na grade de estudo a ciência social, além de ajudar na reforma do sistema escolar da França.

No mesmo ano, o sociólogo casou-se com Louise Dreyfus e logo tiveram Andrew e Marie.

Obras de Émile Durkheim

Seu primeiro trabalho importante como sociólogo foi ‘Da Divisão do Trabalho Social’, publicado no ano de 1892, uma declaração da sociedade humana fundamental juntamente com seu desenvolvimento. Dois anos mais tarde, Durkheim criou o primeiro departamento europeu de sociologia e tornou-se o primeiro professor da área na França.

Em 1897, escreveu ‘O Suicídio’, uma investigação social muito moderna e pioneira que serviu para diferenciar a psicologia, a ciência social e a filosofia política. O livro foi um estudo das taxas e dos números de suicídio feito em populações protestantes e católicas feito em diversos países do ocidente. Para Durkheim, o suicídio é um fato social que está diretamente ligado às influências da natureza coletiva a qual o indivíduo está rodeado e às motivações individuais de cada um. Por isso, o suicídio deve ser explicado não pelos termos psicológicos ou biológicos, mas pelas características da sociedade.

Nos trabalhos de Durkheim, muitos pensadores foram importantes e serviram como influência. Escreveu sobre Montesquieu e Rousseau, já que os considera os grandes precursores do pensamento sociológico. Na filosofia, a mais importante influência para o sociólogo foi Kant. Descartes, William James e Platão também estão bem presentes na obra deixada por ele.

Pode-se dizer que Herbert Spencer e August Comte foram os pensadores que mais influenciaram Durkheim. Alfred Espinas também deve ser considerado uma influência para o sociólogo, já que ele observou que o livro escrito por ele em 1877 ‘As Sociedades Animais’ foi o primeiro a dissertar sobre uma ciência de fato social.

Para Durkheim, até mesmo a religião e a moralidade fazem parte do mundo natural e por isso, pode ser estudado na ciência. Para ele, uma sociedade um conjunto de crenças, ideias e ainda de sentimentos de todos os tipos dos indivíduos. Um tipo de realidade produzida e não pode ser explicado a não ser se não for por si própria, a fusão da consciência individual.

Para poder explicar, analisar e ainda identificar essa realidade, o sociólogo estipulou o conceito de fato social, que são importantes para entender a consciência coletiva de cada e de toda sociedade. No fato social três características se tornar essenciais, sendo elas, a coercitividade, a externalidade e a generalidade.

Legado de Émile Durkheim

Durkheim, juntamente com Karl Marx e Friedrich Nietzsche, é considerado o primeiro filósofo que conseguiu descontruir o ego cartesiano, o que significa dizer que o ambiente social de cada indivíduo acaba influenciando a percepção de mundo dos mesmos.

Para Émile Durkheim, o roubo e o homicídio são atos imorais, praticados contra qualquer pessoa, incluindo até mesmo os estrangeiros. É importante salientar isso, porque os estrangeiros não eram incluídos neste fato na antiguidade. Além disso, o sociólogo considerava que o homicídio é o pior crime de todos, porque acaba privando os seres humanos de sua existência.

A sua teoria buscava demonstrar que os fatos da sociedade são totalmente independentes das ações individuais da sociedade e dos pensamentos dos mesmos. Essa teoria permite que a consciência individual não se confunda com a consciência coletiva. Ele ainda dissertou sobre a Teoria da Religião, crimes, morte dos deuses, culto ao indivíduo e filosofia.

Depois da morte de seu filho Andrew durante a Primeira Guerra Mundial, Durkheim se afundou em uma fase triste e sombria, o que explicaria em tese a sua morte prematura em 1917. Algumas das suas principais obras permanecem inacabadas.