Espelhos Parabólicos


Não é de hoje que o ser humano gosta de se observar no espelho. As primeiras experiências do objeto surgiram na antiga Suméria, região onde se localiza o Iraque e cidades circunvizinhas de Bagdá. Há aproximadamente cinco mil anos, os povos daquela área inventaram uma espécie de placa feita com bronze e polida com areia.

Essas peças de metal, com o passar dos anos, chegou até os romanos e gregos durante a Antiguidade. Os instrumentos se espalharam rapidamente pela Europa e até o final da Idade Média, já tinham se popularizados por todo o continente. No início, os espelhos eram construídos com os seguintes materiais:

Parabólicos

Bronze
Ligas de prata
Metal polido

Os espelhos de vidro apareceram na Itália somente no começo do século XIV, mais precisamente na cidade de Veneza. Os artesãos da cidade fizeram uma mistura que envolvia mercúrio e estanho. Quando aplicavam o composto em cima de um vidro plano, uma camada refletora se formava. Mais tarde, descobriu-se que era mais viável substituir o mercúrio pela prata química, uma vez que o mercúrio é poluente e podia contaminar os artesãos. Nascia, desse modo, os espelhos que conhecemos hoje.

Espelhos parabólicos são usados em variadas aplicações, como geração de energia elétrica

Um espelho se trata de uma superfície capaz de refletir um raio luminoso em um determinado sentido. O que ocorre com outras superfícies, geralmente, é que elas espalham os raios luminosos para várias direções ou então os absorvem, diferentemente dos espelhos. Portanto, eles são responsáveis por refletirem a luz de maneira regular.

Existem dois tipos de espelhos: os planos e os curvos. Estes são divididos em côncavos, convexos e espelhos parabólicos, sobre o qual vamos debruçar nossa atenção. A superfície reflexiva desse tipo de espelho é concebida de modo a formar um paraboloide de revolução, o que significa que existe uma parábola em volta do eixo da superfície obtida através da rotação. Os fabricantes de antenas parabólicas utilizam o mesmo formato tridimensional dos espelhos parabólicos.

Fogões solares, telescópios e faróis de carros funcionam através de espelhos parabólicos

Espelhos desse tipo conseguem concentrar, em seu foco, raios paralelos. Isso possibilita que as peças possam ser usadas para aplicações diversas, como fogões solares, geradores de energia solar e telescópios, além da utilização para experimentos científicos que necessitam de resultados absolutos.

Os faróis de embarcações e dos automóveis também possuem espelhos parabólicos. Os raios da pequena lâmpada instalada no interior do objeto refletem sobre um feixe que está mais concentrado, o que possibilita o aumento da intensidade da luz que reflete no sentido do eixo.

Alguns fogões encontrados em regiões rurais ou com altos índices de pobreza também são feitos com ajuda de espelhos parabólicos. São os chamados fogões solares que, ao serem iluminados pela luz proveniente do sul, por exemplo, centralizam os raios luminosos para o objeto onde os alimentos estão sendo cozidos, como panelas e chaleiras. Isso aquece as panelas e permite o preparo da comida.

Muitos geradores de energia também fazem uso dos espelhos parabólicos para produzirem energia elétrica. Os raios do sol que são refletidos sobre os espelhos aquecem a água, o que permite que haja pressão para mobilizar as turbinas. Essa técnica aumenta a produtividade na geração de energia elétrica.

O telescópio de Hubble é outro exemplo de aplicação dos espelhos parabólicos. A lente objetiva desse aparelho consegue reter ondas luminosas sobre o foco. Dado que são de baixa intensidade, essas ondas propiciam a contemplação de objetos que estão a enormes distâncias, como os corpos celestes.

Mas o formato desses espelhos propicia a aplicação em outros experimentos, especialmente aqueles em que não é possível ver a luz. Se um espelho parabólico está apto para repercutir a luz, do mesmo modo as antenas parabólicas também são capazes de refletir as ondas eletromagnéticas. O sinal nessas antenas encontra-se localizado junto ao receptor eletrônico. Por isso, é possível captar sinais que provêm de satélites.

Os mesmos fundamentos para o funcionamento das antenas parabólicas são utilizados na radioastronomia. Nessa área, descobre-se fenômenos astronômicos com a ajuda das ondas eletromagnéticas, pois elas são capazes de captar, por exemplo, algum problema no buraco negro. Sem a ajuda de aparelhos precisos, fenômenos assim seriam impossíveis de serem captados.

Confira mais alguns exemplos de onde os espelhos parabólicos são utilizados:

Você já deve ter percebido que, quando vai ao dentista, ele coloca na boca do paciente um espelhinho a fim de facilitar a visualização. O que você talvez não saiba é que o tipo de espelho usado por esses profissionais é um parabólico. Esse instrumento consegue centralizar a luz que vem da lanterna exatamente no local onde o dentista deve examinar.

A música é outra área que se utiliza do espelho parabólico. Na acústica, o som é concentrado nos microfones com o amparo do formato parabólico. Isso propicia que distantes fontes sonoras possam ser ouvidas, como o som dos pássaros. Em ambientes onde o som poderia ser facilmente dispersado, o formato parabólico é usado no teto para que o som do palestrante possa se propagar em todo o espaço.

Assim, percebemos o quanto os espelhos parabólicos possuem diversas utilidades na vida contemporânea e que vão além do espectro visível.