Raios Ultravioleta


De início, imagine toda a energia – oriunda do Sol – que chega à nossa superfície terrestre. Cerca de 9% dela nada mais é do que a radiação ultravioleta, que pode ser tanto benéfica, quanto muito maligna para nós seres humanos. Por isso, aprender a conviver com ela é uma necessidade.

Por um lado, sabemos que as ondas eletromagnéticas são responsáveis pelo transporte de energia, independentemente de qual seja a potência de suas frequências. Mas, aliado a esse fator, é certo afirmar que a energia responsável por transportar essa onda acaba dependendo dessa frequência, possibilitando ainda maior energia do que a utilizada durante esse processo.

Voltando um pouco nesse assunto para falar sobre os espectros eletromagnéticos, nós também devemos saber que essa é a parte das ondas que são visíveis a olho nu. Dessa forma, a luz visível está no comprimento de onda da radiação entre 380 e 750 nm. Porém, quando muito alto, esse valor pode acabar prejudicando a nossa visão.

Ultravioleta

Os raios ultravioletas, por sua vez, podem ser definidos como qualquer tipo de radiação eletromagnética que possui um comprimento de onda menor do que 400 nm, ficando ele entre 200 e 400 na maioria dos casos. Visto que esse raio tem um comprimento ainda maior do que aquele que podemos enxergar sem nos ser prejudicial, que ele ganha esse nome, uma vez que o violeta é o tom que mais temos dificuldade para ver.

A radiação ultravioleta é prejudicial aos humanos?

Com certeza, ela é prejudicial não só para os seres humanos, como para toda a grande gama de seres vivos em nosso ambiente, como animais, plantas, vegetais e outros. A nossa “sorte” é que a atmosfera terrestre é capaz de filtrar quase toda a radiação emitida pelo sol. A camada de ozônio é quem se responsabiliza por essa tarefa, porém, cada vez mais prejudicada, seus pequenos buracos fazem com que nem tudo esteja sobre pleno controle.

Os raios ultravioletas, também chamados unicamente por UV, são os maiores energéticos entre todos os emitidos pelo sol, motivo pelo qual se tornam prejudiciais. Porém, nós humanos conseguimos suportar algumas pequenas doses desses raios diariamente, uma vez que as células prejudicadas do nosso organismo conseguem se regenerar depois da ação.

Mas é certo de que, com o aumento cada vez mais gradativo da incidência desses raios ultravioletas, os danos estão ocorrendo de forma tão agravante que, nem sempre, conseguem ser tratados a tempo. Um exemplo são as deficiências no sistema imunológico e na própria incidência de câncer de pele.

Quais são os tipos de raios ultravioletas?

A radiação ultravioleta, na realidade, pode ser classificada em três diferentes tipos: UVA, UVC e UVB.

Vamos conhecer um pouco mais sobre cada um deles?

• UVA – os raios UVA são aqueles em que o comprimento de onda varia entre 320 e 400 nm, sendo eles os mais fortes e agravantes na superfície terrestre, principalmente porque eles não conseguem ser absorvidos pela nossa camada de ozônio. Sendo assim, eles contam com a maior parcela de espectro ultravioleta, estão presentes em todas as estações do ano e, na maioria dos casos, o dia todo – mesmo naqueles com pouca luminosidade ou dias nublados.

• UVB – já os raios UVB são aqueles com comprimento de onda que varia entre 280 e 320 nm, sendo parte deles absorvidos pela camada de ozônio. A principal incidência desses raios é durante a estação mais quente do ano, e a sua força está principalmente entre as 10h e 16h. Viu só? É por conta desse raio que, quando vamos à praia, nos preparamos de forma agressiva contra ele – principalmente por meio dos protetores e bloqueadores solares.

• UVC – Já esse último tipo de raio ultravioleta conta com o comprimento menor do que 280 nm, sendo a radiação mais distante da luz visível. Esses raios são totalmente absorvidos pela camada de ozônio, mas, mesmo assim, extremamente prejudiciais para a biosfera. Esse tipo de raio é utilizado para esterilizar alguns materiais e aparelhos cirúrgicos e no tratamento do saneamento básico e água, uma vez que contam com alta propriedade bactericida.

Prós e contras da exposição ao sol

Por vezes, escutamos que a radiação ultravioleta é perigosa para nós humanos. Mas, por outro, sabemos que ela também é benéfica. O que fazer?

Os raios UVA podem causar o envelhecimento precoce, uma vez que danificam diretamente nossas fibras de elastina e colágeno. Os raios UVB são os que queimam a pele e provocam a eritrema – vermelhidão. Quando nos expomos de forma errônea, podemos desenvolver câncer de pele, problemas na visão e, até mesmo, o surgimento de manchas ou sardas na pele.

Mesmo assim, precisamos dos raios ultravioletas em alguns sentidos. A exposição ao sol é fundamental para sintetizar a vitamina D, importante para o metabolismo do fósforo e cálcio, por exemplo.

Sendo assim, o melhor é ficar exposto ao sol antes das 10h e depois das 16h, quando seu comprimento de onda é diminuído. Por outro lado, lembre-se de usar o protetor solar sempre, principalmente com proteção aos raios UVB e UVA.