Resumo do Big Bang


Imagine que, em um ponto tão pequeno que não tenha volume considerável, o calor e a densidade vão se acumulando, durante muito tempo, até um dia esse ponto explodir em infinitos pedaços e espalhá-los por um gigantesco e infinito espaço. Bom, essa é basicamente a definição do Big Bang.

A teoria, que busca explicar a origem do Universo como o conhecemos, parte do pressuposto de que não havia nada antes. Mas que, um dia, esse nada se concentrou no menor espaço possível, aumentando sua temperatura e pressão de forma infinitas, até gerar uma grande expansão, que é a tradução literal de “big bang”.

Claro que há muito mais que essa pequena descrição sintética; há detalhes, estudos e evidências científicas das quais vamos falar nesse resumo do Big Bang.

Big Bang

No início era o nada, denso e quente

Para algo explodir, é preciso admitir que previamente esse “algo” existia. Com a teoria do Big Bang explicando a origem do universo, é interessante considerar que nada havia antes, senão não seria o início.

Georges Lemaître, um padre belga católico que também era cosmólogo, astrônomo e físico formulou uma teoria chamada “Hipótese do Átomo Primordial”. Posteriormente, o físico George Gamow desenvolveu-a e deu a ela renovada atenção.

Em 1927 ele baseou-se em trabalhos antes realizados e, baseado nas observações feitas, concluiu que o universo estava em constante expansão. Ele supôs que a evolução seria baseada em um “átomo primordial” que, fundamentado no que ele chamou de lei da proporcionalidade entre distância e velocidade, iniciou a expansão que deu origem ao afastamento das galáxias. Sua teoria foi a precursora dessa que ora estudamos nesse resumo do Big Bang.

Tal teoria de proporcionalidade que foi observada na prática posteriormente por Edwin Hubble (sim, o astrônomo que deu nome ao famoso telescópio. Esse, por sinal, ajudou a evidenciar a expansão do universo, permitindo calcular seu ritmo e idade exata de 13,8 bilhões de anos), demonstrava que as galáxias mais distantes tinham uma velocidade que aparentava afastá-las do nosso ponto de vista, como se estivessem se distanciando e que, quanto mais distante estavam, maior era sua velocidade aparente.

Logo, se atualmente as distâncias estão aumentando, pois as galáxias estão se afastando, presume-se que no passado estiveram mais próximas.

A teoria do Big Bang

A teoria, então, não explica a origem do universo em si, mas sua trajetória de um estado inicial até o momento atual em que vivemos.

Posteriormente, estudos científicos trouxeram mais evidências que comprovam a veracidade dessa teoria de evolução do universo. O principal deles, provavelmente, é o uso de aceleradores de partícula que experimentam e testam as condições estabelecidas para o Big Bang. Outrossim, sua capacidade de investigação é limitada, pois não permite ainda observar níveis extremos de energia.

Sugere-se, também, que houve resfriamento após o Big Bang e que os fragmentos oriundos da explosão deram origem aos planetas e corpos celestes que compõem o universo. Estes, inicialmente em altas temperaturas, foram se resfriando e mantendo suas crostas sólidas na passagem de milhares de anos.

São consideradas evidências do Big Bang:

• A radiação cósmica;
• A expansão que ainda ocorre hoje no Universo;
• O núcleo da terra que ainda é líquido ou viscoso e extremamente quente, um vestígio de seu aquecimento inicial;
• A abundância de elementos leves de Hidrogênio e Hélio encontrados no Universo observável, coincidente com o modelo de origem do universo proposto pelo Big Bang.

A radiação cósmica

A radiação cósmica de fundo em micro-ondas é uma forma de radiação eletromagnética que teve sua existência sugerida em 1948 por George Gamov, Ralph Alpher e Robert Herman e posteriormente, mais exatamente em 1965, foi descoberta e comprovada por Arno Penzias e Robert Wilson. Ela é chamada de “o fóssil da luz” e resulta de um momento muito antigo da existência do universo, quando ele ainda possuía altos níveis de densidade e temperatura, embora já houvesse passado 380 mil anos do Big Bang.

Essa radiação cósmica é um dos argumentos mais fortes a favor da teoria e, por essa descoberta, seus descobridores receberam o Nobel de Física, em 1978.

O Big Bang x A teoria Criacionistas

Religiosos em todo o mundo defendem a tese de que o universo não iniciou-se a partir de uma explosão, mas foi criado – com pouca diferença do que atualmente é – diretamente por Deus e num período de uma semana, conforme a bíblia cristã.

Entretanto, agnósticos e cientistas religiosos concordam em compreender essa descrição como uma versão lúdica da criação do Universo que resume o processo de criação ocorrido por meio do Big Bang, mas que não configura uma versão oposta, apenas uma interpretação diferente.

De toda forma, o resumo do Big Bang nos mostra que há diversas e crescentes evidências científicas de que ele realmente ocorreu em algum momento de um passado muito antigo e que contribuiu de forma gigantesca para a formação do universo como hoje o conhecemos.