Hidrografia: Águas subterrâneas


As águas subterrâneas, como o seu próprio nome já nos dá a entender, é absolutamente todo tipo de água que corre em espaços imersos, ou seja, abaixo da superfície do nosso planeta. Elas podem preencher vazios, poros intergranulares presentes especialmente em rochas sedimentares, ou cobrir falhas de rochas compactas. Geralmente, as águas subterrâneas podem ser submetidas a dois diferentes tipos de força: a de gravidade e a de adesão.

Qual é o papel da hidrografia: águas subterrâneas?

Atualmente o nosso planeta enfrenta uma série de problemas que tem relação direta com a própria escassez de água. Desde o início do século XXI, nós somos constantemente expostos a estudos de inúmeros pesquisadores em todo o mundo que afirmam que a falta desse elemento natural será uma das principais problemáticas que enfrentaremos até o final deste período.

Águas subterrâneas

E, mesmo ao considerar que grande parte da Terra é constituída por água, não devemos nos esquecer de que o seu percentual de água própria para o consumo é baixíssimo. Isso porque mais de 90% da água do mundo ou é salgada ou está em situações que a impossibilitam completamente para o consumo – estão no solo, geleiras, estão poluídas, presentes no subsolo ou na atmosfera como um todo.

Em terras emersas, a principal quantidade de água está disponível em nosso subsolo e é neste sentido que as águas subterrâneas entram. No geral, a sua quantidade fica abaixo unicamente dos rios.

No território brasileiro, o uso das águas subterrâneas tem aumentado de uma forma cada vez mais expressiva e significativa, o que é uma tendência não só nacional como em todo o mundo. Hoje, muitas são as empresas e os órgãos tanto públicos como também privados que atuam tanto na pesquisa como especialmente na captação de recursos exclusivamente da hidrografia subterrânea.

E essa água serve como reserva?

Também, mas não só isso. As águas subterrâneas também são uma forma de tornar o desenvolvimento socioeconômico de uma determinada região muito maior. Isso porque é capaz de abastecer uma região mais carente.

Em nosso país, as secas têm se tornado um fenômeno cada vez mais comum e os problemas que acarretam também não são nada limitados. Porém, se tornam ainda mais agravantes quando afetam o cotidiano do cidadão, o que ocorre principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste, onde as secas são mais agressivas.

Por isso, as águas subterrâneas têm sido exploradas com uma frequência muito maior. Inúmeros núcleos urbanos, por exemplo, estão sendo alimentados unicamente – ou de forma complementar – por esse tipo de água. Já propriedades como escolas, fazendas, hospitais e outros de grande porte estão apostando principalmente nos poços de água artesianos e rasos.

Existem atualmente três fatores que condicionam essa própria exploração da hidrografia:

• Quantidade – o espaço é o suficiente para o armazenamento da água?

• Qualidade – é necessário avaliar, antes de tudo, qual é a composição das rochas no subsolo, assim como as condições climáticas do ambiente e análise do ciclo de renovação das águas.

• Economia – tudo vai depender também das condições para o bombeamento de água e a própria profundidade do aquífero.

Principais características das águas subterrâneas

Vale lembrar que mesmo as águas que passam pelo processo de hidrografia subterrânea também cumprem com todas as etapas do ciclo hidrológico, já que parte de sua água é precipitada.

Assim que a precipitação ocorre, uma boa parte das águas que chega até o solo passa por um processo de infiltração, chegando até o interior do solo. E isso pode acontecer por diferentes fatores, sendo eles:

• Porosidade do subsolo – a argila, quando marca presença no solo, toda a permeabilidade do mesmo muito menor. Isso faz com que a infiltração ocorra em uma intensidade muito menor;

• Cobertura vegetal – quando o solo em que há água subterrânea é coberto por vegetação, ela se torna muito mais permeável do que quando em relação com um solo desmatado;

• Inclinação do terreno – neste caso, as regiões mais acentuadas fazem com que a água possa correr muito mais rápida, diminuindo mais uma vez a possibilidade de infiltração;

• Variações nos tipos de chuva: as chuvas mais finas, mesmo que sejam mais demoradas, tendem a demorar mais para chegarem até o subsolo. Por outro lado, as chuvas fortes e mais intensas se infiltram rapidamente no espaço.

Existem ainda duas formas de identificação das águas subterrâneas – a primeira é quando ela está espalhada em zonas não saturadas, como solo, rochas ou ar. Já a segunda é a zona saturada, em que a água é composta em quantias muito maiores, formando algo muito similar a um rio subterrâneo.

E dentro dessa própria classificação há também dois tipos de águas subterrâneas:

1. Freático – localizado na área não saturada, essas águas ficam bem perto da superfície, e por isso, são contaminadas com maior frequência.

2. Artesiano – se encontra na zona não saturada e, por estar mais afastado da região da superfície, não passa pelo processo de contaminação – esse é o tipo de água subterrânea utilizada pelos poços artesianos, por exemplo.