Natalidade no Brasil


O Brasil é o quinto País mais populoso do mundo, são mais de 200 milhões de pessoas, perdendo apenas para China, Índia, Estados Unidos e Indonésia. O crescimento natural de uma população é quantificado por dois importantes conceitos, a taxa de natalidade e taxa de mortalidade. A Natalidade no Brasil vem diminuindo com o decorrer dos anos, o que demonstra uma nova formação de família e também o envelhecimento da população. Mesmo assim, é preciso lembrar que esse dado é progressivo e acontece por conta de diversos fatores como: aumento da escolaridade da mulher, aumento das grandes cidades, entre outros.

Natalidade no Brasil

No entanto, para entendermos melhor a natalidade no Brasil é preciso entender primeiro o crescimento acelerado da população, que aconteceu entre os séculos XIX e XX, devido à imigração e elevados índices de natalidade.

O aumento da natalidade no Brasil

Historiadores e pesquisadores afirmam que a taxa de natalidade brasileira teve crescimento acelerado no decorrer do século XX, quando as condições sanitárias e médicas eram precárias, o que tinha impacto direto não apenas na quantidade de bebês que nasciam, mas também nos números de pessoas que faleciam todos os anos por doenças como disenteria e gripe. Outras doenças relativamente simples e que hoje são tratadas permitindo assim o prolongamento e a qualidade de vida dos pacientes são: a diabetes e a AIDS.

No entanto, na década de 40, com o surgimento de técnicas de tratamento e vacinas para enfermidades mais simples, permitiram que a população passasse a ter mais acesso aos serviços médicos e sanitários, o que permitiu uma melhora significativa na qualidade de vida e também impacto importante na diminuição da taxa de mortalidade.

Em contrapartida, as taxas de natalidade se mantiveram altas e com o passar do tempo começaram a se elevar, o que ocasionou no que conhecemos como crescimento acelerado da população. Na maioria dos países do mundo, a taxa de natalidade começou a diminuir enquanto a economia e as indústrias locais se desenvolviam, as mulheres passaram a receber mais espaço no mercado de trabalho e também foram conquistando direitos civis e políticos que antes não possuíam.

No entanto, a natalidade no Brasil seguiu um caminho um pouco diferente, mesmo com a Revolução Industrial, as mulheres brasileiras ainda ficavam a margem da sociedade, nós fomos um dos últimos países do mundo permitirmos o divórcio, assim como nossas mulheres conquistaram o direito ao voto muito tardiamente.

Isso fez com que a taxa de natalidade continuasse alta mesmo enquanto o resto do mundo via o número de bebês diminuírem com o passar do tempo. A taxa de natalidade no País só começou a apresentar queda nos últimos anos, principalmente por conta da aceleração da população urbana, o que conhecemos como processo de urbanização brasileira. Apenas em 1970 o Brasil possuía mais cidadãos morando nas cidades do que no campo, fato que nunca havia sido visto no País e que teve início com o processo urbano em 1940.

A urbanização trouxe importantes mudanças na vida das pessoas, principalmente as de ordem social, cultural e econômica, o que alterou o modo como os indivíduos de reconheciam e se relacionavam, causando impacto direto na gravidez das mulheres.

Com a possibilidade de terem suas próprias carreiras e seguirem uma vida longe de maridos e filhos, a quantidade de bebês começou a diminuir, o casamento já não acontecia em taxas tão altas entre as adolescentes e a educação passou a ser a base de um bom futuro, tanto para homens quanto para mulheres.

No entanto, outros fatores também devem ser levados em conta quando falamos de natalidade do Brasil. Abaixo, listaremos e explicaremos com maiores detalhes cada um deles.

Os reflexos na natalidade no Brasil

– Casamento precoce: Como já dissemos antes, as mulheres foram sempre submetidas aos cuidados de seus pais, irmãos e maridos, o que não permitia que elas conquistassem uma vida independente, muito menos um crescimento profissional como a maioria da população masculina. Isso fazia com que as meninas fossem prometidas e enviadas para casamento muito cedo.

No entanto, quando a população urbana se sobrepôs a rural, os mais jovens tiveram possibilidades maiores de crescerem como seres humanos antes mesmo de se casarem. As pessoas passaram a se casar mais tarde e como consequência também planejaram melhor a vinda de seus filhos.

– Métodos contraceptivos: Nos centros urbanos as informações são mais disseminadas, devido ao grande canal de meios de comunicação existentes e também da melhor educação. Dessa maneira, os procedimentos contraceptivos foram desenvolvidos, a pílula anticoncepcional foi apresentada a um número maior de mulheres e os médicos passaram a ensinar seus pacientes a se programar para a gestação.

Atualmente, os métodos vão além da camisinha masculina e da pílula, o DIU e a camisinha feminina também ganharam espaço nas vidas das mulheres de todo o País.

– Alto custo com os filhos: Outro fator importante para a queda da taxa de natalidade está nos fatos dos pais quererem oferecer a seus filhos uma educação de qualidade, conforto e uma boa qualidade de vida, o que implica em gastos mais elevados dentro do contexto urbano. Isso fez com que os filhos fossem planejados e adequados ao orçamento da família.