Pecuária de Corte


Dentre os diversos ramos da pecuária, a pecuária de corte é uma das atividades mais comuns entre os pecuaristas ou os criadores de rebanho. Dependendo do tipo do animal que vai ser abatido, é possível dizer que existem muitos tipos de pecuária de corte, já que o rebanho pode variar entre bovino, caprino e ovino. Confira as principais formas de abate:

• Novilho ou garrote: para que se realize esse tipo especifico, o rebanho deve ser mais aprimorado e a tecnologia empregada deve ser muito maior;
• Gado velho: podemos nomear esse corte como o de gado de montaria ou de abate velho. Na grande maioria, pode ser confundido com a montaria de cavalgar;
• Gado confinado ou gado preso: caracterizado principalmente pela questão do engorde do gado. Nesse caso, utiliza-se esse tipo de corte quando há a necessidade de uma carne mais refinada e em quantidades maiores;

Pecuária
• Seletivo: não é muito comum esse tipo de abate, uma vez que o animal, normalmente, está doente e a sua carcaça será queimada após o abate. Na grande maioria, o abate seletivo é supervisionado pela vigilância sanitária.

Quando falamos em pecuária de corte voltados ao abate de caprinos e ovinos, o processo se dá entre os quatro até os seis meses. Isso ocorre em função de ser a época em que o animal atinge o peso total em torno dos 40 kg, dependendo, obviamente do cruzamento industrial ou da raça. Esse tipo de abate é realizado de maneira precoce devido a um cheiro específico que desponta entre os animais por volta do sétimo mês. A carne é considerada extraordinária e qualidade indiscutível, pois possui um grau muito inferior do colesterol LDL.

Uma prática não muito realizada no Brasil

O Brasil é um dos maiores produtores de carne, muito embora a prática da pecuária de corte se desenvolva com certa relutância no País. Podemos dizer que, dentre os vários fatores que contribuem para o pouco cultivo de carne bovina no Brasil, os principais são àqueles ligados a metodologia produtiva, relacionados à sanidade, ao manejo, ao potencial genético e à alimentação.

Os princípios de criação, na grande maioria aplicável ao regime de pastagens, implicam e expõem os animais a pouca forragem e, dessa forma comprometem, além da sua eficiência na hora da reprodução, todo o seu processo de desenvolvimento. O reflexo se dá na concentração da oferta dessa carne, em apenas algumas épocas durante o ano. Logo, a não adaptação da potencialidade genética desses animais ao manejo e ao ambiente, ou vice e versa, contribuem para o não crescimento desse setor de produção.

Como consequência dessas dificuldades vêm a não utilização total e potencial dos recursos disponíveis para essa prática. Isso resulta na produção sazonal da carne, na pouca disponibilidade de ingestão de proteínas de origem animal para o nosso consumo e, consequentemente, no baixo nível de produção.

Nas condições em que o Brasil se encontra atualmente, juntamente com o custo elevado do frete, a inconstância da oferta no decorrer do ano tornou-se notável. Como se não bastasse, a competitividade de mercado de outras atividades relacionadas, sobretudo em certas regiões brasileiras, ganhou força e tornou-se essencial na economia, principalmente no ramo pecuário de corte.

No que se refere ao mercado fora do País, vale a pena ressaltar que as reivindicações a respeito do controle ambiental imposta pelos países mais ricos, são vistas como rigorosas e se aplicam aos modelos semelhantes quanto à importação. Nesse sentido, é essencial que os fatores sanitários sejam cumpridos e estejas de acordo às normas da vigilância, tanto na questão de saúde do rebanho, quanto pública.

Os principais tipos de corte

Até agora percebemos que a pecuária de corte é capaz de ajudar significativa e positivamente no desenvolvimento econômico da área de produção de carne bovina de determinada região. Isso se deve ao fato de contribuir na utilização consciente e racional das características de produção e de poder quanto à diversidade genética do rebanho.

Aqui no nosso país, dentre as tantas raças bovinas encontradas para o abate, a mais corriqueira é a chamada raça nelore, conhecida por ser uma das raças zebuínas. No Brasil, cerca de 80% de todo o gado produzido aqui é zebuíno, vindo principalmente da Índia. Os 20% restantes são provenientes dos países europeus. As principais são:

• Devon;
• Blonde d’Aquitaine;
• Red Angus;
• Simenta;
• Shorthorn;
• Lincoln Red;
• Charolês;
• Limousin;
• Marchigiana;
• Piemontês;
• Aberdeen Angus;
• Hereford;
• Chianina;
• Pardo Suiço.

Agora, se formos comparar toda a produção de gado zebu no Brasil, em torno de 80% é da raça nelore. Já os 20% que sobraram, são originarias das raças:

• Tabapuã;
• Gir;
• Sindi;
• Canchim;
• Indubrasil;
• Guzerá.

Num comparativo das raças, a nelore demonstrou ter o melhor desempenho para a prática graças a grande possibilidade de adaptação ao clima tropical do Brasil. Já as raças que vieram da Europa são mais adeptas aos locais da região sul e são bastante utilizadas no cruzamento da raça zebu com o gado europeu. Esse processo é denominado de cruzamento industrial.