Resumo da Economia Brasileira


O Brasil é um país de dimensões continentais. São mais de oito milhões de quilômetros quadrados de um território que passa por savanas, florestas tropicais, desertos, montanhas, planícies alagáveis, mangues e muitas áreas cultiváveis. Tudo isso faz com que a economia do Brasil seja extremamente diversificada, mas essencialmente produtora de matérias-primas. Mesmo tendo este território enorme o país possui um PIB (que é a soma de tudo que é produzido no país) comparável ao de alguns estados norte-americanos, como a Califórnia, por exemplo. Isso porque o Brasil não é um país que desenvolve novas técnicas de produção e acaba importando os produtos finais, ou seja, os bens de consumo que são feitos com as matérias primas que produzimos aqui.

Economia Brasileira

Mesmo assim, em 2014 o PIB – Produto Interno Bruto – nacional foi de aproximadamente cinco trilhões e meio de reais, o que credencia nosso país a ocupar a oitava posição no ranking das maiores economias do mundo. No entanto existe algo de errado com o Brasil: 2015 está sendo um ano péssimo para a nossa economia e isso reflete em vários setores dela. Por conta de vários problemas a expectativa dos economistas nacionais e internacionais é de que nossa economia sofra um encolhimento de quase um por cento em 2015. Conheça agora a economia do Brasil de forma mais específica e tire suas próprias conclusões.

A Agropecuária

O Brasil é um país essencialmente agrícola. Grande parte do PIB nacional é composto principalmente pela atividade no campo. Somos líderes na produção de café, soja, milho, mate e laranja, entre outros produtos. Carne bovina, suína e de frango também são especialidades nossas. E nosso país sabe como ninguém exportar sua produção. Em 2014 o Brasil exportou mais de 225 bilhões de dólares em todos os setores. Muito disso por conta da agropecuária.

O Petróleo

Aqui está um exemplo de grande produção de uma matéria-prima bruta e a não transformação desta matéria em produtos finais para a população: temos uma das maiores reservas de petróleo do mundo em nossas águas marítimas. E produzimos bastante petróleo. No entanto, temos de importar a maior parte da gasolina que consumimos. E este é só um exemplo. Ainda no ramo de indústrias químicas nosso país se destaca: temos a Petrobras e a Vale, que são duas das maiores empresas do mundo em suas áreas de atuação.

Produção industrial

Neste aspecto o Brasil é democrático: existem milhares de indústrias dos mais diversos tipos no país. No entanto, por conta da grande crise que vivemos, 2014 não foi um bom ano para o setor: houve retração de 3,4% na produção industrial no país. E as expectativas dos economistas para 2015 não é muito boa. É possível que a taxa de retração seja ainda maior por conta de erros no planejamento do governo e de medidas desestimulantes para a produção industrial, como aumento de alguns impostos e retirada de incentivos fiscais.

Setor de serviços

Com a diminuição da desigualdade social e com o aumento da renda média dos trabalhadores, o poder de compra da população aumentou. Com isso, quem ganhou foi o setor de serviços e comércio: com mais dinheiro as pessoas compram mais bens de consumo, viajam mais e colocam mais recursos na economia. O setor de turismo é forte no país e vem demonstrando certa imunidade em relação às crises.

Produção de energia e autossuficiência

O Brasil possui a maior rede hídrica do planeta. Tanto o transporte fluvial quanto a produção de energia elétrica por meio de usinas hidrelétricas é uma das maiores do mundo. Ainda temos a principal usina hidrelétrica do mundo quando falamos em produção de energia: Itaipu. No entanto, ainda temos que pagar altas quantias pela energia que consumimos. Tudo porque o acordo entre os governos de Brasil e Paraguai (onde parte da usina se encontra) beneficia os nossos vizinhos. O resultado é uma conta gigante que o nosso país precisa pagar por uma energia basicamente produzida em terras tupiniquins.

Impostos e aplicação do dinheiro para a população

Este é um assunto delicado da economia do Brasil. A carga tributária brasileira é uma das maiores do mundo e o dinheiro vindo dos impostos ajuda e muito as finanças do país. No entanto, o repasse deste dinheiro para a população em forma de benefícios e serviços públicos é feita da pior forma possível: estamos na última posição de um ranking de 30 países no que diz respeito a conversão de impostos em serviços de qualidade e bem-estar.
Economistas afirmam que a situação econômica do país é terrível e que isso pode piorar se o governo não tomar medidas realmente efetivas para mudar o panorama. No entanto, mesmo com uma grave crise econômica ainda ocupamos uma posição de destaque na economia mundial. Resta saber se isso afeta positiva ou negativamente nossa economia a ponto de se tornar uma ajuda para crescer ou para piorar ainda mais.