Resumo do Relevo Brasileiro


O relevo do Brasil possui formação antiga e é resultado da alternância dos diversos ciclos climáticos e dos processos geológicos internos do planeta Terra, como a dinâmica das placas tectônicas, as falhas geológicas e o vulcanismo.

A classificação do relevo brasileiro mais tradicional foi formulada em 1950 pelo geógrafo paulista Aziz Ab´Saber. Segundo esta classificação, o resumo do relevo brasileiro pode ser obtido através da identificação de dois grandes tipos de formações geológicas: as planícies e os planaltos.

Em 1995 foi elaborada uma nova classificação do relevo brasileiro, graças a tecnologia disponível na época que possibilitou realizar uma análise mais detalhada das características geológicas, hidrográficas, do solo e da vegetação. O responsável por esse novo levantamento do relevo do Brasil foi o professor Jurandyr Ross, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo. De acordo com Ross, o resumo do relevo brasileiro constitui-se de três diferentes tipos de formações geológicas: planaltos, planícies e depressões.

Relevo Brasileiro

Características do Relevo brasileiro

O Brasil é um país de altitude média relativamente baixa, contando com cerca de 45% de todo o território nacional abaixo dos 200 m de altitude. Os pontos mais elevados do relevo brasileiro são o Pico da Neblina, com 2993 metros de altitude, e o Pico 31 de Março, com 2972 metros de altitude.

A altitude média do território brasileiro se deve ao país estar localizado sobre uma grande placa tectônica livre da possibilidade de se chocar com outras placas, o que torna o Brasil um país imune a sofrer terremotos.

Podemos dizer em resumo do relevo brasileiro, que ele se dá em:

• Planaltos: Áreas com elevação e aplanadas, caracterizadas por declives onde o processo de desgaste erodido é maior do que o acúmulo sedimentar.
• Planícies: áreas moderadamente planas, nas quais o processo de depósito de sedimentos é maior que o de desgaste.
• Depressão Relativa: áreas situadas acima do nível do mar, mas abaixo de regiões que lhe são próximas.
• Depressão Absoluta: área localizada abaixo do nível do mar.
Montanhas: área de elevação acima do relevo, possuindo diversas origens diferentes, como falhas ou dobras.

Classificação do relevo brasileiro

A divisão que apresentaremos do relevo brasileiro é a proposta pelo professor Jurandyr Ross, haja vista que se trata de uma classificação mais detalhada e complexa do que as anteriores e, ainda, não deixa de levar em consideração a divisão do relevo do Brasil elaborada por Ab´Saber nos anos 50.

A classificação de Ross é um importante resumo do relevo brasileiro, e tem como base três fatores para explicar o relevo do Brasil:

1. Morfoestrutural: considerando toda a estrutura geológica do território nacional.
2. Morfoclimática: considerando o clima e o levo como um todo.
3. Morfoescultural: considerando a ação dos agentes externos sobre as formas do relevo brasileiro.

Cada um desses fatores gerou um grupo de diferentes formas de relevo, em três níveis, que foram chamados por Ross de “táxons” e seguem uma ordem:
• 1º Táxon: Leva em conta o tipo de relevo que se destaca em determinada superfície, seja planalto, planície ou depressão.
• 2º Táxon: leva em conta as formações geológicas onde os planaltos foram formados, como bacias sedimentares, cinturões orogênicos e etc.
• 3º Táxon: Leva em conta as características morfoesculturais, modeladas pelos três grupos de divisão do relevo brasileiro.

Planaltos

Correspondem a maior parte da estrutura geográfica do território nacional, com a sua maior sendo tida como indícios de velhas formações erodidas. Também chamados de formas residuais, os planaltos são o resultado do que restou do relevo após diversos ataques de erosão. Os planaltos são, ainda, divididos em alguns tipos generalizados:

• Planaltos inseridos em bacias sedimentares: Este tipo de planalto pode ser limitado por depressões periféricas. Como exemplo dessa classe de planalto tempos o Planalto da Amazônia, os Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba e os Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná.
• Planaltos inseridos em intrusões ou coberturas residuais: Este tipo de planalto são formações muito antigas, da era Pré-cambriana, e grande parte de sua extensão é coberta por terrenos sedimentares. Como exemplo dessa classe de planaltos, podemos citar os Planaltos Residuais do Norte da Amazônia.
• Planaltos inseridos nos cinturões orogênicos: este tipo de planalto ocorre em faixas de orogenia antiga e corresponde a relevos residuais de origens diversas, mas quase sempre metamórficas e associadas a processos intrusivos. Neste tipo de planalto é comum a ocorrência de serras, devido aos resíduos de estruturas dobradas e atacadas por processos erosivos. Como exemplo desta classe de planaltos, temos os planaltos e serras do sudeste, os planaltos e serras de Goiás e Minas Gerais.

Depressões

O relevo brasileiro conta com 11 depressões no total, que recebem seu nomes de acordo com suas características e localização.

• Depressões periféricas: por exemplo a Depressão Periférica do Rio Grande do Sul.
• Depressões marginais: São as depressões que margeiam bordas de bacias sedimentares e esculpidas em estrutura cristalina, por exemplo a Depressão Marginal do Sul da Amazônia.
• Depressões interplanálticas: como exemplo temos a Depressão Sertaneja e a Depressão do São Francisco.

Planícies

Entre os diversos tipos de planícies, distinguem-se as seguintes:

• Planícies costeiras: são as planícies encontradas em áreas litorâneas.
• Planícies continentais: são as planícies localizadas no interior do Brasil.