A organização do espaço geográfico europeu


Características do continente e a Revolução Industrial

Entre os cinco continentes existentes o europeu é o menor de todos, além de ser pequena a Europa também é muito fragmentada, afinal, divide-se em 50 países.

De acordo com pesquisa realizada no ano de 2013 a Europa possui cerca de 742,5 milhões de habitantes, e, levando-se em consideração o tamanho do território podemos dizer que o “velho continente” é bastante povoado, possuindo uma densidade demográfica de 72,9 habitantes por Km2.

espaço geográfico europeu

As paisagens europeias são o que podemos denominar de “humanizadas”, ou seja, isso quer dizer que os recursos naturais já foram extremamente modificados pelo desenvolvimento industrial e econômico sofrido na região.

As principais transformações que aconteceram na Europa tiveram como estopim a Revolução Industrial, posteriormente, a produção agrícola também sofreu grandes avanços o que acabou ampliando as áreas cultivadas.

Por ser um continente considerado pequeno possui uma rede de transportes eficiente e interligada que proporciona a locomoção entre qualquer país europeu com rapidez.

Desenvolvimento industrial

Como já dito a Europa deve grande parte de seu desenvolvimento a Revolução Industrial que teve início no final do Século XVIII e começo do Século XIX na Inglaterra.

O que era conhecido como lado “ocidental” do continente teve um desenvolvimento mais rápido em razão do próprio processo histórico, já o lado “oriental” composto, na época, por países da União República Socialista Soviética acabou tornando-se subdesenvolvido, por isso, não se pode dizer que o processo de desenvolvimento industrial foi homogêneo na Europa.

A parte ocidental – mais desenvolvida – deu espaço a um setor industrial variado que abrangia desde a chamada indústria de base até a de tecnologia de ponta, passando por um setor secundário diversificado. Tudo isso proporcionou que empresas multinacionais, na verdade dezenas delas, surgissem na região, não é para menos que grandes corporações mundiais têm origem européia.

Enquanto isso na parte oriental – subdesenvolvida – tal evolução não é percebida, devido a isso, o processo de industrialização é tardio e ocorre quase 100 anos depois do início da Primeira Revolução Industrial.

Em razão de utilizarem os recursos energéticos e também minerais como fonte de energia e matéria prima as grandes indústrias se instalaram em regiões que ofereciam minérios. É bom lembrar que a principal fonte energética da Primeira Revolução Industrial foi o carvão, utilizado no abastecimento das máquinas a vapor.

Já no século XIX ocorre o descobrimento do petróleo e a melhor maneira de utilizá-lo nos processos produtivos e nos transportes. Também é nesse período que começam a surgir investimentos em usinas, tanto hidrelétricas quanto nucleares, o que acelera ainda mais o desenvolvimento.

Contudo, todo crescimento tem dois aspectos, devido ao uso dos recursos energéticos e também das fontes renováveis e não renováveis um processo de impactos ambientais é desencadeado na Europa, tais impactos comprometem a paisagem já bastante fragilizada, e também, o ar, a água, a atmosfera, o solo e outros elementos naturais.

São esses aspectos que fazem crescer – na sociedade como um todo – uma consciência ambiental, até então desconhecida.

Urbanização e migração

Como já citado no início deste artigo, o continente europeu é extremamente urbano, ou seja, a maioria da população vive em cidades, afinal, é onde se localizam as grandes oportunidades de emprego e crescimento econômico.

É válido lembrar que a urbanização ocorreu devido à mecanização do campo que teve início em meados da década de 1950. Também é desta maneira que o êxodo rural foi desencadeado.

Por volta do século XIX tem início outro importante fenômeno da história: a migração. A industrialização que já tinha rendido bons frutos aos europeus já não estava mais em seu auge, além disso, as condições de trabalho eram difíceis nas indústrias. Muitos europeus então optaram em partir para diversos países, inclusive o Brasil, onde passam a residir – em sua grande maioria – na região Sul e dividem-se entre profissões mais urbanas (padeiros e açougueiros, por exemplo) e profissões rurais (agricultores).

A agricultura na Europa desenvolvida

A referida mecanização do campo teve grande impacto no “velho continente”. Com uma Europa em pleno desenvolvimento a agricultura também deveria acompanhar esse ritmo, por isso, o espaço rural sofre uma “violenta” intervenção tecnológica que tem como resultado a redução do número de trabalhadores no campo.

Só para se ter ideia 2,9% da População Economicamente Ativa da França atuava no campo, agora imagine que todos esses profissionais perderam seu emprego para máquinas e controles automatizados que faziam o mesmo trabalho a um custo menor e em menos tempo.

Apesar de todos os percalços e impactos de cunho negativo a Europa alçou o desenvolvimento econômico muito antes de diversos outros continentes, e não por acaso, hoje é lar de diversas corporações, além de sede de muitos órgãos internacionais, tais como comitês de ajuda humanitária como é o caso da “Cruz Vermelha”, e também de grandes Instituições como a ONU (Organização das Nações Unidas).