Agentes Modificadores do Relevo


Quando falamos em relevo, estamos nos referindo a qualquer irregularidade que se destaque em uma superfície. Se você fechar os olhos e passar a mão em qualquer objeto que não seja perfeitamente plano, sentirá as suas saliências, ou seja, o relevo. Dentro da geografia, esse conceito se expande e é usado para designar as formas que se sobressaem na crosta terrestre. Você verá rapidamente quais são os principais tipos de relevo e quais são os seus chamados agentes modificadores.

Os principais tipos de relevos são os seguintes:

• Planalto: região mais elevada do que o que está ao redor, com uma superfície irregular. Quando nós temos uma região elevada, de topo plano e de laterais inclinadas, o nome correto é chapada.

Modificadores do Relevo

• Montanha: é uma grande elevação da superfície cujo ponto mais alto é chamado de pico. Quando há um conjunto de montanhas bem altas, temos uma cordilheira.

• Escarpa: montanha muito inclinada, mais conhecida como penhasco.

• Depressão: região mais baixa quando comparada ao que está ao seu redor.

• Monte: também chamado de morro, é uma elevação de superfície mais discreta do que o planalto ou a montanha.

• Planície: superfície plana e com baixa altitude, normalmente encontrada próxima de rios ou do litoral.

• Vale: é como uma depressão só que mais alongada, que adquire um formato semelhante a um V.

O relevo brasileiro é formado por planaltos, planícies, depressões e montanhas, predominantemente. Uma característica marcante é o fato de não ter pontos exageradamente elevados: o mais alto é o Pico da Neblina, com pouco menos de 3 mil metros de altitude.

Os agentes modificadores do relevo são todos os processos que fazem com que as formas de relevo se transformem no decorrer do tempo. Apesar de parecer que são estáticos, os relevos se modificam sim, embora seja difícil de perceber. Esses agentes se dividem, basicamente, em dois tipos: os endógenos e exógenos.

Agentes modificadores do relevo endógenos

Também chamados de agentes modeladores, consistem nos processos que transformam os relevos internamente, por dentro da Terra, abaixo de sua superfície. São agentes endógenos: tectonismo, vulcanismo e abalos sísmicos.

• Tectonismo: os movimentos das placas tectônicas modificam o relevo e acontecem graças à pressão exercida pelo interior da Terra, mais precisamente pela região que fica sobre o magma. A movimentação das placas tectônicas acaba formando montanhas, vulcões e cordilheiras. Quando o Tectonismo tem uma duração prolongada, é chamado de epirogenético, já quando o período é mais curto, é orogenético. É claro que essa é uma noção de tempo a partir da perspectiva geológica!

• Vulcanismo: o magma, que fica no interior da Terra, tende a sofrer um processo de erupção em direção à superfície, quando encontram fraturas e brechas entre as placas tectônicas. Além de ser um dos fatores a formar os próprios vulcões, o vulcanismo também atua na formação de solos, que, aliás, são extremamente férteis.

• Abalos sísmicos: são os terremotos, originados a partir da movimentação violenta do manto terrestre, que pode fazer com que as placas tectônicas colidam (movimentos convergentes), se afastem (movimentos divergentes) ou se movimentem em sentido lateral, “raspando” umas nas outras (movimentos transformantes).

Agentes modificadores do relevo exógenos

Agora vamos valar dos processos que atuam externamente, desgastando (erosão) ou sedimentando os solos. Eles também são chamados de agentes esculpidores e se dividem em: erosão pluvial, fluvial, marinha, glacial, eólica e intemperismo.

• Erosão pluvial: é a ação da água da chuva sobre o solo, que “varre” a sua superfície, provocando um processo de erosão. Quando ocorrem enxurradas, a força delas acaba abrindo caminhos em meio ao relevo, provocando erosões ainda mais profundas.

• Erosão fluvial: é causada pela ação dos rios que têm seu curso sobre a superfície e, além de transformar a paisagem, transportam sedimentos de um ponto a outro. Ao longo de milhares de anos, isso vai modificando totalmente a estrutura do relevo.

• Erosão marinha: realizada pelo mar, atinge principalmente as costas rochosas dos litorais. De uma forma lenta, a erosão marinha desgasta as costas altas e deposita sedimentos sobre as baixas. Formas de relevo tipicamente litorâneas, como as falésias, são, em grande parte, formadas por essa erosão.

• Erosão glacial: consiste no derretimento das geleiras e acontece apenas em grandes altitudes e regiões montanhosas no geral. A partir do momento em que o gelo derrete, ele acaba se transformando em um curso d’água, que modifica o relevo por onde passa.

• Erosão eólica: é a ação do vento sobre o relevo, que também arrasta materiais de um local e leva para outro. Ao longo de milhões de anos, muitas formações rochosas são esculpidas assim, a partir da poeira que o vento carrega. As dunas são formadas justamente assim.

• Intemperismo: saindo um pouco dos processos erosivos citados até aqui, o intemperismo engloba transformações de ordem física, química e biológica que atuam sobre os solos. O físico é as variações climáticas, o químico corresponde à ação da umidade e o biológico à ação de seres vivos, desde micro-organismos até animais maiores.