Controle demográfico


Muitos são, nos dias de hoje, os fatores e formas que levam ao controle demográfico.

Mas, afinal, no que consiste esse tipo de ação?

O controle demográfico nada mais é do que uma política capaz de controlar os índices de crescimento de uma determinada população, sendo ela praticada unicamente entre os humanos. A demografia, nesse sentido, é a área das ciências geográficas que abrange e estuda a população humana. Quando falamos em seu controle, nos referimos aos métodos de fazer com que ela pare de aumentar.

Esse controle demográfico tem se tornado cada vez mais comum nos dias de hoje, sendo eles implantados por meio da limitação de taxa de natalidade (ou seja, de nascimento de crianças) e ordem governamental. O que motiva essa ação pode variar muito, principalmente de nação para nação.

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Sendo assim, o controle populacional pode ser realizado como uma medida para responder a fatores como:

1. Níveis crescentes – ou altamente elevados de extrema pobreza na população;

2. Motivos de ordem religiosa;

3. Preocupações relacionadas com o meio ambiente;

4. Superpopulação, ou seja, um número muito alto de indivíduos vivendo em um espaço não apropriado para suportar tantas pessoas.

Nesse sentido, algumas nações conseguem implementar um controle demográfico de forma democrática e positiva, que venha, até mesmo, a melhorar a qualidade de vida dos indivíduos – o que envolve, principalmente, o controle na reprodução.

Por outro lado, alguns países apostam em medidas extremas, que acabam levando à exploração do ser humano.

Métodos utilizados no controle demográfico

Para possibilitar o controle demográfico há uma grande variedade de métodos que podem ser aplicados, lembrando que eles são motivados principalmente pela cultura e pelas próprias crenças pessoais daquela determinada sociedade. Enquanto para algumas nações o aborto ou o infanticídio pode ser uma opção, outros preferem incentivar a prática da emigração, por exemplo. Por isso, um método utilizado na China para controle da população pode ser ilegal no Brasil, enquanto um método aqui utilizado pode ser, para eles, considerado imoral.

Vamos conhecer os principais deles?

1. Controle demográfico que não surta qualquer impacto na população mundial:

– limitação da imigração no país, controlando as taxas de imigrantes;

– incentivo ao ato de emigrar.

2. Controle populacional que surte impactos na população mundial:

– O mais utilizado certamente é o incentivo para o uso de métodos anticoncepcionais que evitem a gravidez, como é o caso da camisinha, DIU, pílula anticoncepcional e outros;

– Prática de abstinência sexual;

– Infanticídio – homicídio praticado com crianças;

– Aborto – o que é ilegal e/ou imoral em muitas nações do globo;

– Guerra;

– Esterilização;

– Eutanásia;

– Melhora da expectativa das mulheres, oferecendo a elas a garantia de independência e melhora de situação. Aumentando a autoestima desse gênero, muitas são as figuras femininas que optam por não terem filhos, uma vez que se sentem donas do próprio corpo e da escolha de ter ou não filhos – e na quantidade que desejam.

Tipos de programas para controle demográfico

Além dos métodos utilizados, existem também programas específicos que podem ser adotados por nações para garantir o controle da população em pleno século XXI. Entre eles, existem dois tipos que são os mais comuns: os programas de viés estatal e os não-estatais.

1. Programas estatais

Como o seu próprio nome já nos dá a entender, os programas estatais são aqueles provocados pela própria política de um determinado espaço geográfico.

Um exemplo de controle demográfico nesse sentido é o que ocorre com a China, que até a algum tempo, mantinha a famosa “política do filho único”, como uma forma de controlar os índices e taxas de aumento da população no ambiente. Agora, o país permite o nascimento de dois filhos – e a preferência é para os indivíduos do sexo masculino.

A Índia, por sua vez, também mantém um programa estatal de controle demográfico, sendo ele voltado para a esterilização feminina compulsória.

Sendo assim, a Índia está focada em distribuição métodos anticoncepcionais para as mulheres. No estado do Rajastão, por exemplo, a meta é esterilizar cerca de 21 mil mulheres todos os anos.

2. Programas não-estatais

Já os programas não-estatais de controle da população são aqueles realizados por organizações sem fins lucrativos e/ou não governamentais, que atuam de maneira variada a fim de controlar as taxas demográficas de um determinado espaço geográfico.

Um exemplo nesse sentido é o trabalho realizado pela Population Institute, uma ONG que tem como principal intuito educar não só indivíduos como também os governos no que se refere a temas populacionais e familiares, como o planejamento de filhos por exemplo.

Uma curiosidade bem interessante nesse sentido é que nos Estados Unidos da América existem algumas instituições sem fins lucrativos que pagam mulheres e homens que aceitem a opção de não terem filhos, sendo esta uma forma de incentivo.