Desemprego, um problema mundial – A questão da qualidade de vida


Na tentativa de se medir a qualidade das populações do mundo foram criados métodos estatísticos que consideram diferentes elementos para determinar como as pessoas vivem.

O método mais simples e conhecido, mas também um dos mais questionáveis, é o PIB per capita. Para calculá-lo basta dividir o Produto Interno Bruto, que representa o total de riqueza produzido em um país, pelo número de habitantes. A intenção é conseguir um número que represente a possibilidade que a economia do país tem de suprir as necessidades de seu povo.

A questão da qualidade de vida

O Produto Interno Bruto per capita não deve ser descartado, pois ele é eficiente para medir o potencial de desenvolvimento de um país. Por exemplo, considere um país com PIB per capita muito baixo e outro com um índice médio. Mesmo que este último tenha uma concentração de renda maior que o primeiro é improvável que a qualidade de sua população seja mais baixa. Nos países muito pobres a renda distribuída é muito pequena.

Mas para não se cair no problema da concentração de renda é preciso se considerar outros elementos conjuntamente ao Produto Interno Bruto per capita. Isto é o que faz o índice de Desenvolvimento Humano, o IDH, criado pela Organização das Nações Unidas na década de 1990 na tentativa de medir a qualidade de vida do mundo.

Além de considerar o PIB per capita, o IDH toma como parâmetros para medir a qualidade de vida de cada país, a alfabetização e a mortalidade infantil. A importância de se considerar o índice de pessoas alfabetizadas é que além de indicar as condições que a população tem para desenvolver a economia do país, ele pode revelar, de maneira indireta, alguns aspectos como a existência do trabalho infantil.

O índice de mortalidade infantil, que considera a porcentagem de óbitos de crianças de até um ano de idade, pode revelar as condições gerais de saúde de um país. Para que morram menos crianças é fundamental um bom sistema de saúde público, uma boa alimentação dos pais e claro, da própria criança, além do saneamento básico para evitar epidemias de algumas doenças.

Mesmo considerando todos estes elementos, o Índice de Desenvolvimento Humano tem seus problemas. O principal deles é que este índice continua a ser calculado por médias dentro dos países. Por exemplo, quando se diz que o Canadá tem o maior IDH do mundo, significa que a sua população, em média, vive melhor que as outras. No entanto, para os poucos pobres que existem no país, esta não é uma realidade, a sua vida em particular apresenta um IDH bastante baixo.

Migrações – Quais são os tipos de migrações existentes no mundo?

Dizemos que há uma migração quando uma pessoa sai de um lugar e vai para outro. Não importa se este movimento ocorre dentro das fronteiras de um país ou entre dois países. O movimento de uma pessoa no espaço pode ser um caso isolado. Alguém que não goste de morar na Alemanha e queira viver na Turquia, um diretor de uma multinacional que sai de um país central para comandar uma filiar da empresa em um país periférico. Casos isolados como estes não interessam ao estudo das migrações, pois são apenas exceções.

As grandes correntes migratórias, envolvendo milhares de pessoas é o que importa. Estes grandes movimentos migratórios não ocorrem por acaso. Se uma grande massa deixa seu lugar de origem em direção a outro lugar qualquer é porque há um motivo. Este motivo é o fato da região de saída ter se transformado em uma área de repulsão populacional e haverem outros lugares de atração, para os quais as pessoas se deslocam.

A saída de pessoas de um determinado lugar, damos o nome de emigração, enquanto à chegada denominamos imigração. Portanto, aqueles que estão chegando em um lugar são imigrantes e os que estão saindo são emigrantes.

Existem diferentes tipos de migrações. As mais importantes são aquelas entre os países, que podem ser temporárias, quando as pessoas voltam ao seu lugar de origem ou definitivas, quando o retorno não acontece.

Mas existem também as migrações sazonais, chamadas de transumância, quando as pessoas deixam uma região em direção a outra em um determinado período do ano, geralmente estas migrações estão ligadas a atividades como colheita ou plantio.

Outro tipo de migração que existe é a pendular, que ocorre diariamente na nossa sociedade, como no caso do movimento populacional entre a periferia e o centro das grandes metrópoles ou da periferia ao campo, como no caso dos boias frias brasileiros.

Mas o mais importante é sabermos quais os fatores que podem fazer de uma região área de repulsão ou de atração populacional. Da mesma forma, é necessário saber quais são os principais fluxos migratórios da atualidade e como é a vida do migrante.