Escala Richter


Apesar de ser extremamente inteligente e complexa, na natureza não existe a noção de medidas e outros quantificadores exatos para cálculos diversos. Tudo o que temos em termos de quantificação é invenção humana, convenção entre os homens para facilitar a observação e estudos de fenômenos naturais ou não. Esses quantificadores são extremamente importante, pois imagine medir distâncias sem o uso de metros ou determinar o peso de determinado elemento através do tato ou observação.

Escala Richter

Quando falamos de fenômenos naturais, essas quantificações são ainda mais importantes, já que sem elas não teríamos o registro pluvial em determinado local em período de tempo para estudos comparativos (fundamental para a agropecuária moderna, nossa fonte de alimentos), não teríamos marcações precisas de territórios, o que poderia gerar conflitos em guerras como no passado (e em algumas regiões isso infelizmente ainda ocorre), não teríamos os estudos astronômicos, indispensáveis para o desbravamento do universo e não teríamos as medições de intensidade de terremotos, fundamental para minimizar os danos nas áreas nas quais esses eventos sísmicos são recorrentes.

Entendendo os terremotos

A parte maia exterior do planeta terra é formada pela litosfera. Esta camada é composta por diversas placas, chamadas de tectônicas. Considera-se hoje em dia a existência de 12 placas tectônicas: Placa Indo-Australiana, Placa Eurasiática, Placa dos Cocos, Placa Filipina, Placa Norte-Americana, Placa do Pacífico, Placa de Nazca, Placa Arábica, Placa Africana, Placa Sul-Americana, Placa Caribeana e Placa Antártica.

No entanto, estas placas nunca estão em posição estática, pois o material quente que situa abaixo delas (magma), provenientes do interior da terra, tende a subir em direção à litosfera e, como encontra a resistência das grandes e pesadas placas tectônicas, ele se move para o lado, perdendo calor gradualmente a voltando ao interior da terra. Este é um movimento constante e, por mais que as placas tectônicas sejam resistentes, elas começam a se mover vagarosamente, poucos centímetros ao ano. Quando ocorre o encontro (colisão) de uma placa com a outra, há uma pressão, e é esta pressão a responsável por causar os terremotos.

Diariamente ocorrem dezenas de terremotos, mas muitos deles são tão pequenos que nem chegam a ser sentidos. No entanto, outros podem causar enorme devastação, como foi o caso do terremoto que assolou o Nepal em 2015 e do terremoto que ocorre na Ásia em 2004, ocasionando no tsunami que deixou milhares de pessoas mortas e desaparecidas.

Para medir a intensidade de um terremoto e seu potencial de devastação, a medida aceita internacionalmente é a escala richter. É justamente sobre ela que iremos nos debruçar na sequência.

A escala richter foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Francis Richter e Beno Gutenberg, ambos professores de Caltech, na Califórnia, estado americano que, por se situar no encontro de duas placas tectônicas, enfrenta a ameaça constante de um grande terremoto, como já aconteceu 1906, quando um terremoto de grande intensidade deixou milhares de mortos e feridos. Esta escala se baseia nos sismos, isto é, ao ser provocado um terremoto emite ondas sísmicas, que se propagam nas mais diversas direções, e são a partir dessas ondas que é determinado em qual grau da escala richter o terremoto se encaixa. Nesta escala é usada é unidade de medida MAGNITUDE, que é o tamanho relativo do sismo.

A escala em questão é logarítmica. Isso não faz nenhum sentido faz para você? Sem problemas, explicamos. Em uma escala algorítmica, o termo em questão é 10 vezes maior que seu posterior. Assim, dado x, y = 10.x; z = 10.y, etc. Na escala richter, esse mesmo raciocínio é aplicado, cujos terremotos se dividem nos seguintes grupos:

  • Micro: magnitude menor ou igual a 2. Não é sentido;
  • Muito pequeno: magnitude de 2 a 2,9. Não é sentido, mas é registrado;
  • Pequeno: magnitude de 3 a 3,9. É sentido, mas não causa danos;
  • Ligeiro: magnitude de 4 a 4,9. Provoca poucos danos;
  • Moderado: magnitude de 5 a 5,9. Provoca danos em prédio mal construídos;
  • Forte: magnitude de 6 a 6,9. Pode provocar estragos em até 180km da área atingida;
  • Grande: magnitude de 7 a 7,9. Provoca sérios danos. Exemplo: terremoto que atingiu o Haiti em 2010;
  • Importante: magnitude de 8 a 8,9. Provoca danos em centenas de quilômetros de seu epicentro. Exemplo: terremoto do Chile em 2014;
  • Excepcional: magnitude de 9 a 9,9. Devastas zonas a milhares de quilômetros de seu epicentro. Exemplo: terremoto que atingiu o Japão em 2011 e a Ásia em 2004;
  • Extremo: Magnitude igual ou maior que 10. Nunca registrado.

Apesar de muito importante até hoje, a escala rithcer está gradualmente sendo substituída pela escala Mercalli, capaz de prever a magnitude total dos terremotos em áreas urbanas, minimizando os danos. Mas independentes disso, ambas as escalas são de fundamental importância, já que nas regiões mais propensas a ocorrências de abalos sísmicos elas podem evitar grandes catástrofes, como as mencionadas acima.