Estrutura Terrestre


O estudo das estruturas geológicas do planeta Terra é importante para que possamos compreender acontecimentos que afetam populações em todo o mundo.

Terremotos e vulcões são fenômenos naturais que ainda intrigam os cientistas, pois não é possível prever com precisão o momento em que estes irão ocorrer.

Desta maneira, esta área de estudo torna-se cada vez mais importante, uma vez que o seu desenvolvimento pode prever tragédias e prejuízos econômicos.

Estrutura Terrestre

A estrutura terrestre:

Por muito tempo, os cientistas acreditaram que o interior do planeta Terra era constituído apenas de rochas. Com o desenvolvimento das técnicas de pesquisa e da tecnologia, esta ideia foi revista e, atualmente, as camadas da Terra são definidas a partir de dois pontos de vista distintos: a sua composição química e o seu comportamento físico.

Se considerarmos o comportamento químico, teremos as seguintes camadas: a crosta, o manto e o núcleo, além da descontinuidade de Mohorovicic e a descontinuidade de Wiechert-Gutenberg.

Sob o ponto de vista do comportamento físico, a estrutura terrestre terá as seguintes camadas: a litosfera, a astenosfera e a mesosfera.

Estrutura Terrestre pela composição química:

Sob o ponto de vista da composição química, teremos as seguintes camadas:

Crosta: é a camada externa da Terra, o lugar onde vivemos. Em comparação com as outras camadas, é a mais fina, com uma estrutura que atinge entre 5 km e 70 km. Suas camadas mais profundas são as placas continentais, onde estão localizados os países. Embora possa chegar a temperaturas de 1000°C, é a camada mais fria do planeta.

A crosta admite duas classificações: a camada sial, que é a parte superior da crosta, e a camada sima, que é a parte inferior da crosta.

A camada sial é a camada que abriga as formas geográficas do relevo, como montanhas, rios e planícies. É a camada onde desenvolvemos nossas atividades. Grande parte da sua composição é silício e alumínio.

A camada sima é a camada inferior da crosta. É composta principalmente por silício e magnésio. Esta é a camada que visualizamos em mergulhos profundos no oceano, onde a camada sial é muito fina ou mesmo inexistente.

É nesta camada que estão localizadas as placas tectônicas.

Descontinuidade de Mohorovicic: é a denominação para a área de contato entre a crosta e a próxima camada da Terra, o manto.

Manto: esta é a camada da Terra com maior extensão, em torno de 2900 km. É composta por uma mistura de silicatos de ferro e magnésio, que denominamos como magna. Devido à alta temperatura desta região, em torno de 2000°C, o material é pastoso.

O magna localizado na parte superior do manto é mais pastoso que o restante e está em movimento contínuo, o que reflete no movimento das placas tectônicas.

Descontinuidade de Wiechert-Gutenberg: é a área localizada entre o manto inferior e o núcleo externo.

Núcleo: esta é a região localizada no centro do planeta Terra. Está localizada entre 5000 km e 6000 km de profundidade. É dividido em duas partes: o núcleo externo, composto por rochas em estado líquido, e o núcleo interno, composto por material sólido. É composto em grande parte por níquel e ferro.

O interior do núcleo da Terra é sólido devido à grande pressão que é exercida sobre ele. Sua temperatura é de 6000°C. É o calor gerado no núcleo que esquenta o magna e, como conseqüência, provoca o movimento das placas tectônicas. Ou seja, as alterações no relevo da Terra têm sua origem no núcleo. Além disto, é o movimento do núcleo que dá origem às forças magnéticas que atuam sob a Terra, nos dois pólos. Isto colabora para a proteção da vida na Terra pela radiação solar.

Estrutura terrestre pelo comportamento físico:

Quanto ao comportamento físico, a estrutura da Terra é a seguinte:

Litosfera: localizada entre a crosta e o manto superior, constituída principalmente por rochas.

Astenosfera: Parte do manto externo, que pode ser mais profunda em alguns continentes.

Mesosfera: Mais espessa e mais densa. Está abaixo do manto.

Por que e como estudar o planeta Terra?

O estudo da estrutura terrestre proporciona um entendimento mais amplo sobre fenômenos como vulcões, terremotos e tsunamis. Estes estudos são realizados com equipamento capazes de medir as alterações no interior da Terra, os sismógrafos. O desenvolvimento de equipamentos como estes é necessário, pois não é possível para o ser humano ir até o centro da Terra para realizar a coleta de dados científica.

Desta maneira, as análises químicas a partir de fósseis e rochas também são itens importantes para o desenvolvimento das ciências relacionadas, como geografia terrestre e geofísica.

Outras áreas que se utilizam destes conhecimentos são a arqueologia, a paleontologia, a física, a meteorologia, a climatologia.

Estas áreas podem ainda dividir-se em outros assuntos dentro deste tema. Se você quiser saber mais, pode pesquisar no site do Instituto Brasileiro de Geociências.