Extração de petróleo: Como funciona


O petróleo é um liquido oleoso retirado de rochas subterrâneas. Considerado uma riqueza natural já ganhou o nome de “Ouro Negro” devido a sua cor e importância econômica.

A formação do petróleo acontece quando uma rocha sedimentar acumula uma quantidade suficiente de matéria orgânica originária de restos de animais e vegetal. Essa matéria se transforma enquanto está retida na rocha e origina as denominadas jazidas de petróleo. São necessários milhares de anos até que isso aconteça.

Extração de petróleo

A extração é o processo cujo petróleo é retirado dos bolsões subterrâneos localizados na terra ou embaixo do mar. Esse processo varia de acordo com a profundidade que o material está podendo ser encontro nas primeiras camadas do solo ou em milhares de metros inferior ao nível do mar.

A fase de extração começa com a avaliação da jazida. Em cada reservatório é colocada uma tubulação de aço que vai da superfície até o fundo, conhecida como revestimento.

O espaço que fica entre a rocha perfurada e o revestimento é cheio com cimento para vetar o contato entre as demais zonas que foram perfuradas pelo reservatório. O próximo passo é deslocar o canhão até o fundo pelo interior da tubulação. Essa ferramenta rompe o revestimento e o cimento criando um contato entre a jazida e o interior do reservatório.

O líquido que sai da rocha é extraído por uma coluna de produção, tubulação menor colocada no revestimento, ao mesmo tempo em que o controle de saída desse líquido é feito pelo equipamento de válvulas colocado na superfície do reservatório, denominado árvore de natal.

Quando o óleo não consegue ser retirado do reservatório pelo processo natural (surgência) e artificial (elevação artificial), é usada a recuperação secundária com o objetivo de potencializar o volume de petróleo a ser extraído.

No processo natural, o óleo alcança a superfície voluntariamente, empurrado pela pressão interna. Em outros casos como não existe pressão suficiente, são utilizados processos mecânicos que substituem a pressão no reservatório, ou seja, a pressão é aumentada artificialmente. Os processos mais utilizados são: bombeio mecânico, bombeio por aberturas crescentes, bombeio por centrífugo submerso, bombeio hidráulico e elevação pneumática.

A recuperação secundária pode ser feita por técnicas tradicionais como a introdução de água, ou por métodos mais sofisticados como a injeção de gás carbônico.

Muitas vezes ao se descobrir petróleo pode-se encontrar gás natural. Isso ocorre em especial, nas bacias sedimentares brasileiras, porque o gás pode aparecer dissolvido no petróleo

Das jazidas encontradas na terra ou no mar, o petróleo segue para o parque de armazenamento, local onde estão diversos tanques interligados por tubulações, onde permanece estocado.

O Brasil está entre os países que mais produzem petróleo do mundo, com o terceiro maior campo encontrado no campo Pão de Açúcar, descoberto em 2008.

Extração de Petróleo no mar

Para extração de petróleo no mar usa-se uma plataforma marítima, também conhecida como plataforma continental, que pode ser de cinco tipos:

– Plataforma Fixa: utilizada para áreas de até 300 metros de profundidade. São feitas com estrutura de aço e instaladas com estacas presas ao fundo do mar.

– Plataforma Semissubmersível: melhor opção para escavação de reservatórios exploratórios por possuir grande mobilidade. Formada por mais de um converse e apoiada por colunas localizadas em flutuadores submersos. Para instalar essa unidade, utiliza-se o sistema de ancoragem.

– Plataforma FPSO (Floating, Production, Storage and Offloading): a sigla encontrada no nome da plataforma significa flutuante, produção, armazenamento e descarga. Navios desse tipo têm a capacidade de processar, armazenar e organizar o deslocamento do petróleo e do gás.

– Navio-sonda: esse tipo de navio é equipado com uma torre de perfuração no centro. Sua colocação é feita através de sensores acústicos, propulsores e computadores.

– Plataforma autoelevável: um tipo de balsa que possui estruturas de apoio que descem até o fundo do mar, quando acionadas. Após o acionamento das estruturas a plataforma sobe a uma altura acima do nível do mar para ficar fora do alcance das ondas. É móvel e pode ser transportada para qualquer lugar. É usada para escavações em profundidade de até 130 metros.

Pré-sal

A camada de pré-sal recebe esse nome devido ao tempo que leva a formação de petróleo. Essa camada se formou antes da rocha de camada salina que há encobriu milhões de anos depois.

Alguns obstáculos são encontrados para fazer a extração do petróleo dessa região. Entre eles estão:

– Profundidade: está localizada a sete mil metros de profundidade. O petróleo dessa região está posicionado debaixo de dois quilômetros de água, dois quilômetros de rocha e, por último, dois quilômetros de sal.

– Sal: o maior problema enfrentado pelas plataformas de extração. Localizado a quatro mil metros de profundidade, o sal se porta como um material instável e viscoso, difícil de perfurar.

– Custo: devido à profundidade e a difícil operação, é essencial o desenvolvimento de novas tecnologias e do aumento de mão de obra especializada, isso requer a disponibilidade de uma aplicação grande por parte do governo.

– Temperatura: dentro das rochas, o petróleo é encontrado a altas temperaturas e é preciso continuar mantendo-o aquecido, porque se ocorrer queda de temperatura ocorrerá a formação de coágulos que entupiram os dutos na hora da extração.