Introdução à Geografia


O homem transforma o espaço onde vive e o recria a cada novo tempo. A introdução à geografia trata exatamente desse ambiente, que tanto é produzido quando modificado pela sociedade humana. Podemos considerar ainda como objeto da Geografia a própria natureza e, com ela, todas as estruturas e processos existentes na superfície da terra.

Como ciência, a Geografia começa a ganhar forma no final do século XVIII e começo do século XIX. O início do estudo ocorre concomitantemente com a invenção dos primeiros mapas terrestres, durante a Antiguidade. É que a organização de um mapa, seja para indicar um local, mostrar um caminho, determinar um fenômeno que ocorre em um determinado espaço ou localizar um objeto, tudo isso implica em um estudo geográfico.

Geografia

O inventor da palavra Geografia foi o filósofo grego, Eratóstenes, no período do século III a.C.. “Geo” quer dizer Terra, enquanto que “grafia” significa escrita ou descrição. Na época, era comum que muitos estudiosos ou sábios fossem filósofos, como era o caso de Eratóstenes. Eles se ocupavam de muitos temas que hoje se encontram separados em várias ciências diferentes. Mas foi apenas durante os séculos XVII, XVIII e XIX que as ciências que conhecemos hoje, como sociologia, física, química, astronomia, economia, entre outras, foram definidas mais especificamente. Elas se desprenderam da filosofia e adquiriram métodos e conceitos próprios.

Estudo da Geografia é subdividido entre estudos físicos e aspectos humanos

Com a Geografia não foi diferente. Nessa fase, passou a constituir conhecimentos e aspectos individuais. Desde a introdução à Geografia, esse saber esteve dividido em duas vertentes: uma teórica e outra estratégica ou prática. O segmento teórico faz referência à geografia geral e aos estudos de uma determinada região, lugar ou geografia regional. Para exemplificarmos, é possível citar o comércio internacional, as densidades demográficas e os climas nos vários continentes.

Já a vertente prática se refere à utilidade que a ciência tem para os indivíduos, sejam esses o poder público do Estado, os militares, as empresas ou as pessoas em geral. Os mais diversos povos ou sociedades estão agrupados sobre um espaço determinado, também denominado de território. Sendo assim, é improvável que exista um governo (responsável por administrar uma sociedade, cobrar impostos e estabelecer leis e ordem) que desconheça as informações geográficas do território regional e da sociedade que ali habita, como o número de recursos naturais do espaço, características da população e principais pontos de concentração populacional.

A introdução à Geografia se caracterizava apenas como uma disciplina descritiva. Desse modo, o objeto principal para o conhecimento da ciência era apenas de caráter informativo e de memorização. Alguns dos trabalhos, por exemplo, dizia respeito à catalogação de países, continentes, rios, montanhas, entre outros objetos de estudo.

No decorrer do tempo, principalmente a década de 1970, a Geografia foi se reconfigurando. Hoje ela é caracterizada por ser interpretativa e estudar as interações do homem no espaço em que convive. Então, atualmente essa ciência considera também os fenômenos culturais e os aspectos sociais, econômicos, subjetivos e naturais existentes em uma determinada sociedade. Por isso, podemos considerar que ela realiza uma análise horizontal dos ambientes.

Geografia é a ciência que cuida dos espaços e interferências estabelecidas pelo homem

No campo das ciências, encontra-se na mediação entre as ciências sociais e as naturais. Didaticamente, ainda é segmentada entre a Geografia Física e a Humana. A primeira compreende o estudo dos padrões existentes nos fenômenos climáticos, hidrográficos, geológicos, além dos aspectos essenciais da vegetação, da flora e da fauna. Quanto à Geografia Humana, trata-se do comportamento mais interpretativo da ciência. Então, ela é responsável por estudar as características sociais, econômicas, políticas e culturais da Terra.

A introdução à Geografia também pode ser dividida ainda como ciência experimental e ciência de observação. A natureza é o próprio laboratório dessa ciência, pois abrange toda a rede de fenômenos humanos e naturais. Por isso, faz-se necessário observar o que ocorre no próprio ambiente, uma vez que nem todas as condições observadas podem ser reproduzidas em laboratório, principalmente os referentes à Geografia Humana. No entanto, a reprodução dos fenômenos naturais é mais provável de ocorrer em testes laboratoriais, como a composição do solo, erosão, circulação atmosférica e muito mais.

As categorias que compõem uma determinada ciência dizem respeito ao objeto de conhecimento dessa própria ciência. Na Física, por exemplo, as categorias mais utilizadas são corpo, massa, átomo, luz, energia etc. Já na Geografia, usamos os conceitos de espaço, área, lugar, região, paisagem, território e população.

O espaço geográfico, conforme alguns estudiosos afirmam, surge depois do território ser modificado e retrabalhado pela ação do homem, ou seja, a partir do momento em que o homem cria marcas na paisagem do lugar. O território é o fundamento para que exista uma nação e varia de acordo com o solo, superfície, rios, lagos, entre outras características. O lugar é um pedacinho do espaço onde habitamos, enquanto que a região se configura como uma posição determinada do espaço terrestre. Por último temos a paisagem, que nada mais é que as formas naturais e artificiais existentes em uma sociedade.