Os EUA na década de 1980


O contexto dos Estados Unidos entre os anos de 1964 e 1991 é apontado antes de tudo por dois acontecimentos: pelo fortalecimento e continuidade dos movimentos do feminismo e dos direitos civis, no qual mulheres e afro-americanos começaram a reivindicar seus direitos na comunidade americana; e pela continuidade da expressão Guerra Fria, entre a União Soviética e os Estados Unidos.

No decorrer dessa época, a atuação e a quantidade de intromissões dos Estados Unidos em acontecimentos internacionais cresceu rapidamente, fazendo com que em várias nações uma afeição antiamericana apareceu e se aprimorou. Esse crescimento da intervenção e da política de intromissão americana em questões e acontecimentos internacionais também é uma das razões do aparecimento de associações terroristas, que começaram a atacar cada vez mais centros americanos.

EUA na década de 1980

Na economia, o período de sucesso e de grande progresso econômico, que definiu a época de 1945-1964, chegou ao fim. A fase 1964-1991 foi determinada por várias crises econômicas, que alternaram-se com certas temporadas de grande progresso econômico. A nação também começou a sofrer com a rivalidade de outras nações, como o Japão e alguns países da União Européia.

Demograficamente, a fase 1964-1991 é definida pela decadência da imigração de europeus nos EUA, e pelo começo da grande imigração de asiáticos e hispânicos, que começar a provocar grandes alterações na demografia do país. Essa época também é definida pelo começo do grande desenvolvimento populacional do Sun Belt, que abrange todos os estados do sul dos Estados Unidos. Tanto o desenvolvimento populacional do Sun Belt como a imigração asiática e hispânica permanecem até atualmente.

Ronald Reagan e as eleições de 1980

Além do sucessivo aumento do sentimento tradicional na sociedade americana, as possibilidades de reeleição do então presidente Jimmy Carter foram abaladas no decorrer das eleições presidenciais de 1980 devido a um desafio a designação do senador Edward Kennedy do Massachusetts. Kennedy, apesar de uma reputação, mas magnética do que Carter, um concorrente muito protegido dentro do partido, não aguentariam as controvérsias a respeito do seu passado, principalmente sobre um acidente de carro em 1969 em Chappaquiddick, no qual Kennedy esteve envolvido, e no qual uma mulher falecera.

Carter venceu moderadamente a indicação na reunião democrata para a nomeação do candidato nas eleições a presidente. O Partido Democrata também elegeu novamente Walter Mondale como concorrente a vice-presidência, disputando na chapa de Carter.

Carter, encarregado pelo desemprego e pela inflação nos Estados Unidos, assim como o visível progresso do enfraquecimento norte-americano frente à União Soviética, tinha como principal oponente nas eleições a presidência de 1980, Ronald Reagan, ex-governador da Califórnia. Reagan colocou Kirkpatrick como seu mentor de política internacional, para conseguir explorar as fraquezas da política de relações internacionais dos EUA perante o comando de Carter.

Reagan prometeu acabar com o embargo político-econômico em oposição ao Vietnã, e o restabelecimento da autoridade militar americana. Reagan também garantiu acabar com a grande influencia da administração federal no país, e o restabelecimento da saúde econômica do país por meio de supply-side economics. Contudo, esses princípios não eram possíveis por meio de uma política econômica racional.

Economistas do supply-side economics geriram o assalto em combate com a política do governo federal americano do abastecimento de auxilio socioeconômico aos carentes, principio criado pela Grande Sociedade e pelo New Deal. Esses economistas certificam que as dificuldades enfrentadas pela economia americana eram resultados da taxação abusiva do governo, que extraiam muito dinheiro aplicado por investidores patenteados, e que dessa forma, reduziria a velocidade do progresso econômico no país.

A principal saída encontrada por esses economistas era reduzir o recolhimento de impostos em todo pais, principalmente nas camadas mais altas, para dessa forma incentivar aplicações privadas. Esses mesmos economistas ainda começaram a negociar cortes ao esquema de auxilio socioeconômico aos carentes, formado pelos campos mais necessitados da sociedade econômica. A quantidade de pessoas que vivem para baixo da linha da miséria americana havia crescido no decorrer da Guerra do Vietnã.

As eleições presidenciais de 1980 foi um símbolo da política americana. Essas eleições sinalizam o novo domínio do eleitorado do Sun Belt e dos subúrbios dos EUA; fora isso, sinaliza o começo da reprovação política que o governo seria encarregado por gerenciar amplos programas anti-miséria, próprios da Grande Sociedade. Fora isso, sinaliza o recomeço de uma política de relações internacionais mais hostis.

Reagan venceu com facilidade as eleições presidenciais de 1980. O Partido Republicano também conseguiu o comando do Senado pela primeira vez. Ele recebeu 53.904.153 votos, 50,7% da quantidade total de votos, e Carter 41% da quantidade total, cerca de 35.483.883 votos.

John Anderson, apesar de não ter ganhado nenhum grêmio eleitoral, teve 5.720.060 votos, mais ou menos surpreendente para um candidato de “terceira camada” nos Estados Unidos, comprovando que uma parcela considerável de eleitores, apesar de estarem contra Carter devido as dificuldades enfrentadas pelos Estados Unidos no decorrer de seu estado de ofício, também não concordaram com os programas conservadores de Reagan.