Os símbolos dos mapas


Se você já viajou, ou, passeou por uma cidade ou país totalmente desconhecidos, com certeza já deve ter precisado de um mapa. Mas aí vai uma pergunta: você faz parte do seleto grupo que sabe ler mapas, ou, não?

Se sua resposta foi negativa continue lendo este artigo, pois abaixo iremos falar, especificamente, sobre os símbolos utilizados nos mapas e também sobre a importância de compreendê-los minimamente.

Os símbolos dos mapas

Fazendo a leitura de mapas

O primeiro passo para se conseguir ler um mapa é saber qual a orientação do mapa e também qual visão o cartógrafo ou geógrafo adotou durante o projeto

Defini-se como mapa um espaço da Terra visto do céu, mas é bom lembrar, mapas são representações seletivas, afinal neles são resumidas apenas informações necessárias para o conhecimento de determinada área.

Um mapa pode ser fabricado utilizando dois tipos de visão, a oblíqua e a vertical.

Visão oblíqua: espaço da Terra visto do céu em forma diagonal, como se seu observador estivesse em cima, contudo, vendo um pouco do lado.

Visão vertical: ocorre quando um determinado espaço é visto do alto, como se quem estivesse observando se posicionasse em linha reta, geralmente, esta é a visão mais utilizada.

Importância dos mapas

Pode-se dizer que os mapas são excelentes instrumentos de comunicação, e, além disso, possuem uma linguagem própria para transmitir informações de maneira prática, rápida e simples.

Quando nos referimos à linguagem dos mapas estamos, obviamente, nos referindo aos símbolos utilizados, e também, ao significado de cada um expressos na legenda. Ainda sobre os símbolos: é claro que estes não são escolhidos de maneira aleatória, afinal, tem de obedecer a uma lógica sistematizada previamente. São três os tipos principais de símbolos: linear, zonal e pontual.

Os três tipos principais de símbolos

Símbolo Linear: são utilizados a fim de representar alguns elementos ou objetos que tem uma largura muito pequena, porém uma grande extensão. Alguns exemplos são: rios, rodovias e ferrovias.

Símbolo Zonal: comumente usados na representação de objetos ou áreas com grande extensão em relação ao espaço que está sendo representado. Exemplos: campos de cultivo, relevo e reservas florestais.

Símbolo Pontual: utilizados na representação de localidades, ou ainda, elementos cujas áreas totais são extremamente pequenas, ou mesmo insignificantes, se comparadas ao tamanho total do espaço que está sendo representado. Podemos citar como exemplo: aeroportos, cidades (quando temos o mapa de um país) ou ponto de ônibus (pensando no mapa de um bairro).

Aqui é importante salientar que cada um destes símbolos citados pode variar em cores, tamanhos, ou mesmo na direção que indicam. Inclusive, já existem cores pré-definidas para alguns elementos, por exemplo: azul indica água, verde as florestas, marrom (ou castanho como colocam algumas literaturas) referem-se a mudanças de relevo, branco floresta limpa (com árvores, mas sem vegetação rasteira), amarelo para áreas abertas e o preto (cor mais utilizada) representada em símbolos, tipos de terreno, estradas e caminhos.

E o que mais?

Obviamente que além dos símbolos lineares, zonais e pontuais outros elementos também ajudam a compor as legendas. Por exemplo, quando um mapa tende a expressar um fenômeno quantitativo – tipo um mapa que indique a variação de temperatura dentro de um país – o tamanho dos pontos, ou mesmo os tipos de desenho, preenchimento e até mesmo padrões de cores podem ser os mais variados.

Já quando a variação de fenômenos qualitativa atinge os padrões das legendas são utilizados elementos diferentes para expressar cada uma das informações apresentadas no mapa.

Além disso, tanto cartógrafos quanto geógrafos (responsáveis por determinar os padrões das legendas) utilizam determinadas convenções para representar algumas informações, como é o caso do azul para indicar água, que citamos anteriormente.

Como citado no início deste artigo para que se possa compreender um mapa, temos de lê-lo, e, para tanto, é importante saber compreender outros elementos e informações. Por exemplo, as “legendas” como já pudemos perceber tem grande importância, afinal, elas trazem os significados de cada símbolo.

Outro importante elemento é a “escala”, responsável por nos dizer qual o tamanho da área que o mapa em questão está nos indicando. Lembrando que quanto menor a escala maior a área que está sendo representada, além disso, em escalas menores os mapas possuem menos detalhes.

Mas é sempre bom estar atento, isso quer dizer, saber efetivamente acompanhar os símbolos e também seus significados a partir da legenda. Ter um conhecimento, mesmo que básico nisso certamente facilita a forma como vemos e interpretamos um mapa. E, lembrem-se os símbolos existem nos mapas com a função de auxiliar quem busca informações, portanto conhecimento nessa área nunca é demais.

Ah! E quando você estiver perdido, antes de tirar qualquer conclusão a partir de um mapa verifique qual a orientação e escala que o mesmo apresenta, depois é só se acalmar, respirar fundo e procurar o caminho certo.

Na falta de um mapa serve o velho ditado: “Quem tem boca vai a Roma”.