Pseudovulcões: O fenômeno do vulcanismo


Pense na palavra vulcão: o que vem a sua mente quando essa palavra é enunciada? Certamente ela trás consigo a imagem de um fenômeno da natureza que coloca a prova de eficiência qualquer aspecto do desenvolvimento tecnológico humano. Com isso, queremos dizer: diante de um vulcão e de sua força, parece que mesmo as maiores invenções idealizadas e materializadas pelo homem perdem o seu vigor. Isto porque um vulcão parece incorporar em si os mais devastadores aspectos da natureza e de sua força.

Pseudovulcões

Aquela espécie de montanha adormecida que guarda em seu interior um verdadeiro caldeirão ou, melhor dizendo, uma verdadeira piscina de lava e fogo cujo canal central está diretamente ligado com o núcleo terrestre, isto é, o centro da terra, e está pronto para “ejacular” essa lava a qualquer momento, espirrando chamas e uma massa de pedra fundida pelo orifício que conecta esse interior com o exterior. É, de fato, algo para se espantar.

O fenômeno do vulcanismo

O fenômeno do vulcanismo basicamente corresponde a um incidente natural, de caráter essencialmente geológico e geomorfológico provocado pela lava que se encontra acumulada e é expelida pelo interior da Terra sempre em busca e alcançar a superfície. Esse processo é estimulado pela enorme pressão interior, oriunda de uma camada terrestre conhecida como “manto”. É justamente do “manto terrestre” que serve essa pressão e esse acúmulo magmático que será o grande responsável por romper as camadas das rochas da crosta terrestre, ocasionando na expulsão forçada e violenta dos jatos de lava.

É comum pensar nesses jatos expulsos pelos vulcões como sendo compostos essencialmente por lava. Mas é importante compreender que, na realidade, esse material que é expulso é, basicamente, uma formação rochosa líquida e que irá, aos poucos, na medida em que travar contato com o exterior e a superfície e for se resfriando, transformar-se-á em uma formação rochosa. A bem da verdade, mesmo durante a expulsão dos jatos de lava pelo orifício central do vulcão, já podemos encontrar materiais geológicos nos três estados físicos da matéria: sólido, líquido, e gasoso. Com o final do processo de erupção, constatamos que esse fenômeno, bem como alguns outros abalamos desencadeados pelos movimentos sísmicos terrestres (o caso do tectonismo e dos abalos sísmicos propriamente ditos) são fenômenos essenciais para a formação rochosa terrestre e são importantes agentes modeladores de relevo. Mas e quando falamos de pseudovulcões, com que tipo de paisagem ou fenômeno natural estamos lidando exatamente? O nome já nós apresenta uma pista que, de certa maneira, trás uma certa tranquilidade: aqui, os vulcões assustadores de então parecem perder um pouco ou pelo menos parte dessa sua condição que nos assusta.

A bem da verdade, quando falamos em “pseudovulcões” não estamos fazendo uma referência real a esses vulcões repletos de lava cujas imagens tanto nos assustam. Esses fenômenos específicos, aparentemente, apresentam algumas características semelhantes com os vulcões tradicionais, mas não estão absolutamente relacionados em sua totalidade com as atividades vulcânicas.

Tipos de pseudovulcões e suas manifestações naturais.

1) Fontes ardentes e gêiser: basicamente, esses dois exemplos tratam-se de emanações de gás natural que são expelidos pelos orifícios geológicos que constituem esse sistema. Tais gases, em geral, são bastante inflamáveis, e, ao serem liberados, podem de fato ser responsáveis por verdadeiros incêndios. Em alguns casos, quando esse gás trava contato com uma faísca e pega fogo, ele pode ficar queimando por anos a fio. Tal fenômeno é provocado por essa erupção quando ela se encontra em locais próximos a nascentes termais, e ocorre basicamente em intervalos regulares. Esse grande volume de gases que se desenvolve no interior é expelido em decorrência de toda essa pressão formada nas camadas mais profundas da terra. Essa pressão vai se acumulando, se acumulando, e a medida em que a temperatura aumenta, pelas leis da Física, aumenta ainda mais a pressão. Chega um momento em que é impossível conter toda essa intensidade e o gás vem completamente à tona na forma de um grande e intenso jato. De lava? Não, ai que está a grande diferença: no caso desse tipo de pseudovulcão, o jato expelido é composto apenas por gás e água quente. Não por acaso, o termo “gêiser”, que vem do islandês, signfica basicamente “poço que jorra”.

2) Vulcões e pseudovulcões de lama: os chamados “pseudovulcões de lama” são, de um modo geral, um certo tipo de pequenos cones de lama que se encontra bastante líquida e borbulhante por conta de sua temperatura. Essa lama fervente que se encontra escondida sob uma grossa camada terrestre na realidade tem origem em grandes bolsões que existe no subsolo das regiões acometidas por esse fenômeno natural. Boa parte dos vulcões ou pseudovulcões de lama se encontra na região próxima ao mar Cáspio, em toda a extensão territorial do que foi até a década de 90 a chamada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Em geral, esses vulcões de lama podem atingir uma altitude de até mesmo 300 metros.