Renda per capita dos Estados Unidos


Os Estados Unidos da América constituem o país mais desenvolvido economicamente do mundo. A constatação dessa situação privilegiada da economia norte-americana pode ser feita levando-se em conta o seu Produto Interno Bruto que é de cerca de 9 trilhões de dólares anuais ou seu PIR per capita, que alcança os 30 mil dólares mensais. Mais ainda que isso, o papel do dólar como moeda mundial, o grande número de empresas multinacionais desta nacionalidade ou sua preponderância nas áreas de alta tecnologia são evidencias de peso dessa economia nacional no cenário internacional. A origem de tal sucesso econômico tem duas vertentes diferentes e complementares: os fatores internos que contribuíram para a formação da base econômica dos Estados Unidos e a conjuntura externa que os levou a uma posição de líderes da economia capitalista internacional.

Renda per capita

A formação da economia dos Estados Unidos

Os Estados Unidos formaram-se a partir da independência das treze colônias inglesas na América do Norte. Essas colônias foram formadas a partir do século XVI, e receberam imigrantes vindos do Reino Unido e de outras áreas da Europa e ocupavam apenas a costa leste do atual território norte-americano. Diz-se que a colonização que se estabelecera ali fora de povoamento, em contraste com a que ocorrera na América Latina, a de exploração. Na realidade não havia dois tipos de colonização empregados pelas potências europeias no restante do mundo, a intenção desses países era simplesmente a de expandir seus domínios. No entanto, na colonização feita nessa região acabou criando condições diferentes da que se realizara no restante da América.

Uma grande parte dos imigrantes britânicos vindos para a América estava fugindo de um regime absolutistas no qual eram oprimidos por diferenças religiosas em relação ao rei. Entre os séculos XVI e XVII, houve uma série de disputas religiosas entre protestantes e católicos, que acabou confirmando a força da igreja anglicana, criada pelo rei Henrique XVIII. Enquanto permanecia a indefinição na posição religiosa do Reino Unido, uma parte dos protestantes, os puritanos, começou a fugir para a América. Essa situação acabou favorecendo a constituição de uma população na América do Norte intencionada em formar uma outra sociedade, com outros valores, diferentes daqueles que os fizeram deixar a Europa.

A religião protestante, surgida a partir da reforma da igreja católica no século XVI, traz consigo valores que foram fundamentais para o desenvolvimento do capitalismo na Europa e influenciaram bastante o surgimento deste modelo econômico nos Estados Unidos. As principais mudanças do protestantismo em relação ao catolicismo, foram a valorização do trabalho, o pensamento racionalista e o individualismo. Este último caracterizado pela ideia de que a melhoria da vida material é um sinal da predeterminação divina.

Desta maneira, o primeiro fator que contribuiu para a formação da economia norte-americana foi o caráter cultural daquele povo. É evidente que isso não determinou sua posição de país mais desenvolvido no mundo atualmente, mas ajudou na constituição de uma ideologia que valorizava o crescimento do mercado interno e não a simples submissão às vontades da metrópole europeia.

De potência regional a líder mundial

Até a Primeira Guerra Mundial, os grandes líderes mundiais eram os europeus. A situação se alterou de maneira drástica com as duas guerras mundiais.

Os Estados Unidos participaram das duas grandes guerras, juntamente com a maior parte dos países europeus, no entanto, as batalhas estavam bem longe do seu território. O palco das guerras foi a Europa, e no caso da Segunda Guerra, também o extremo Oriente. Assim sendo, enquanto os países europeus perdiam suas fábricas, tinham sua economia paralisada pelos esforços da guerra ou por problemas no fornecimento de matérias-primas, os Estados Unidos aceleravam o crescimento de sua produção industrial. Esse processo transformou os americanos nos maiores credores mundiais, no ano de 1945.

As duas guerras mundiais acabaram com a hegemonia europeia e lançaram os Estados Unidos na posição de único país capitalista capaz de liderar uma retomada do crescimento econômico mundial. Nesse contexto, foi realizada a Bretton Woods, no ano de 1944, na qual se criaram o FMI e o Banco Mundial, organismos que serviram para efetivar a política do padrão dólar/ouro. O dólar passou a ser a moeda internacional a partir de sua vinculação ao ouro em uma paridade fixa de US$ 35,00 para cada onça de ouro.

O padrão dólar/ouro e o Plano Marshall confirmaram os Estados Unidos como os líderes do bloco capitalista no pós-guerra. Unindo-se a esta perspectiva econômica, concretizava-se também para os norte-americanos a posição de líderes militares no combate à expansão socialista. Resumindo a história, podemos afirmar que a posição de maior potência mundial para os Estados Unidos se construiu a partir da união entre a disputa militar com a União Soviética e a confirmação do dólar como moeda mundial. Essa situação favoreceu imensamente as grandes empresas americanas, que passaram a distribuir por todo o mundo, liderando o processo de criação de multinacionais.