Resumo da Nova Ordem Mundial: A nova economia


No contexto da globalização da economia, vem ganhando destaque um grupo de novos setores da economia que formaria o que se vem chamando de nova economia. Estas atividades estão ligadas ao setor de alta tecnologia ou de serviços de ponta. A informática, a biotecnologia, os bancos e os serviços de seguros tomaram o lugar das indústrias automobilísticas, químicas e siderúrgicas como centro da economia.

As mudanças que levaram esses setores a se tornarem tão importantes foram os setores de serviços em geral, como os bancos, turismo, publicidade, seguros e jornalismo, vem ganhando grande destaque nos países desenvolvidos, principalmente nos Estados Unidos. Em virtude da grande modernização do parque industrial e das atividades agrícolas, começa a acontecer o que chamamos de terceirização da economia. O termo terceirização aqui não se refere à contratação terceirizada, que é quando uma empresa contrata outra para fazer um tipo de serviço dentro dela como manutenção de máquinas ou limpeza dos prédios. O que chamamos de terceirização de economia é um crescimento dos empregos no setor terciário, que é o de serviços e de comércio, em relação ao primário, o extrativismo e a agropecuária e ao secundário, o de indústrias. Seria o protótipo da sociedade pós-industrial.

A nova economia

Mais especificamente, o crescimento da importância dos bancos está ligado à financeirização da economia. Houve um grande aumento dos investimentos no setor financeiro desde a década de 70, provocado pela liberalização do dólar, pela atuação das multinacionais, pelo neoliberalismo e pelas novas redes de informação. É evidente que com toda essa facilidade de realizar investimentos e empréstimos, comprar e vender ações, moedas e títulos em geral, a atividade bancária ganha um grande destaque no conjunto da economia.

Os setores de alta tecnologia, principalmente o da biotecnologia e da informática, vêm ganhando destaque principalmente por serem a grande esperança de grandes lucros. Desde a década de 1970, quando se rompeu o modelo fordista-keynesiano de regulação da economia, as grandes empresas e os países desenvolvidos vêm tentando garantir o crescimento econômico por meio do investimento em alta tecnologia. O lema principal da economia passou a se modernizar e não, necessariamente, criar empregos, acabar com a fome e com a instabilidade social. Dessa forma, vinha ganhando corpo nos últimos anos uma corrida para o investimento em empresas de informática que prometiam, através da internet, dar grandes lucros. As possibilidades seriam infinitas: o e-commerce, ou seja, o comércio via internet, a prestação de serviços pela rede, os sites de entretenimento, a publicidade e muitas outras.

Apesar de muitos desenvolvimentos tecnológicos criados serem realmente grandes mudanças, as empresas ligas com a nova economia estão enfrentando algumas dificuldades. O investimento que se exige para estas novas áreas é muito alto e a vida útil de uma tecnologia criada é muito baixa. Por exemplo, se é produzido um novo computador, mais veloz e também mais potente que todos os outros até então lançados no mercado, a empresa que conseguiu a façanha tem que torcer para que ninguém mais lance um melhor até que ela tenha vendido o bastante para recuperar os custos da pesquisa. Caso isso não ocorra, o surgimento de um outro equipamento no mercado tira o primeiro de linha em alguns meses, sem que a empresa tenha conseguido lucros suficientes para pagar seus investimentos.

Além disso, a maior parte das empresas que investiram nesse setor não considerou que a economia mundial vem passando por uma crise recessiva, na qual o crescimento de consumo é muito baixo. Mas, muitas empresas não conseguem atingir o número de consumidores que pretendiam, já que o total destes não é tão grande que possa absorver os produtos de milhares delas. Em virtude destes problemas, a nova economia conheceu uma queda brutal no valor das ações de suas principais empresas. Com a queda dos valores das ações, diversas empresas fecharam suas portas.

A Nova Divisão Internacional do Trabalho

Desde que o capitalismo começou a se desenvolver na Europa, os outros povos do mundo foram sendo incorporados neste sistema socioeconômico. Evidentemente a economia que se desenvolve nos mais diversos lugares do mundo não é homogênea. Na primeira fase do desenvolvimento capitalista, o capitalismo comercial, o que surgiu foi uma divisão do trabalho na qual as metrópoles europeias conquistaram colônias na América para explorar seus produtos agrícolas ou minerais e vende-los em outras partes do mundo.

Com a Revolução Industrial, as colônias passaram a ter a função de produtoras de matérias-primas e de consumidoras de produtos industrializados, mesmo com um mercado bastante restrito. Nessa época, principalmente no século XIX, houve um grande crescimento do neocolonialismo ou imperialismo, pelo qual as potências industriais europeias monopolizavam os fluxos de mercadorias industrializadas e matérias-primas, entre elas e suas colônias, o que lhes possibilitou altos lucros e um grande acúmulo de capitais.

O fim da Segunda Guerra Mundial marca a decadência dos impérios coloniais e o início de uma Nova Divisão Internacional do Trabalho, também chamada de Nova DIT.