Resumo das Placas Tectônicas


O que a geografia explica sobre a formação das crostas terrestres

As placas tectônicas são as grandes formadoras da crosta terrestre, elas são divididas em porções que preenchem todo o mundo. Cada parte do planeta tem a sua placa específica e que causa diferentes ações aos países e continentes. Elas estão localizadas na litosfera terrestre, que é a camada mais externa de um planeta rochoso, que pode ser mais ou menos espessa. Isso dependerá do encontro de placas tectônicas, formando cadeias montanhosas. A litosfera possui mais ou menos 150 km de espessura, ainda muito longe do centro da Terra que tem cerca de 6 mil km de distância em relação ao solo em que nós pisamos.

Resumo das Placas Tectônicas

Impulsionadas pelo magma do interior do planeta Terra, as placas tectônicas se movem constantemente causando terremotos e formando vulcões, estes últimos se originam de uma fenda, ou seja, um buraco na gigantesca placa, que pode ou não entrar em erupção. Isso dependerá da atividade geológica que a placa tectônica está inserida.

Seus movimentos podem consistir em afastamento ou aproximação de uma placa com a outra e move cerca de poucos milímetros por ano. Resultado disso são os continentes do planeta Terra, pois há milhões de anos eles eram todos juntos, mas com este movimento constante, foram se afastando ou agrupando, sendo separados por mar ou unidos por cadeias montanhosas, como o Everest. Os terremotos tendem a acontecer nas bordas das placas tectônicas ou próximo a elas, pois é onde o movimento mais se encontra, assim o centro da placa fica imune (ou quase isso) de possíveis tragédias naturais.

Os tsunamis, por exemplo são resultado da movimentação das placas tectônicas existentes no meio do mar. Quando a crosta se mexe nos oceanos deveria causar um terremoto, porém seu efeito na água é a criação de ondas gigantescas, que podem simplesmente engolir cidades inteiras. Os tsunamis acontecem o tempo todo no mar, mas apenas alguns têm força suficiente para chegar até a costa marítima dos continentes.

A geologia por trás do “chão subterrâneo”

As zonas de divergência são onde as placas se afastam, e as zonas de convergência são onde elas se encontram. As placas tectônicas estão divididas entre as dez principais e a partir disso há também uma subdivisão muito específica para cada uma. As dez mais importantes são:

Placa do Pacífico: com cerca de 70 milhões de quilômetros quadrados, é a maior do mundo. O Havaí está dentro desta placa e sua região tem muitos vulcões causados pelos magmas do centro da Terra, formando ilhas vulcânicas.

Placa de Nazca: ela tem cerca de 10 milhões de quilômetros quadrados e fica menor a cada ano com a convergência com a Placa sul-americana, que se eleva na de Nazca, aumentando o tamanho da Cordilheira dos Andes. A placa Sul-Americana por ser mais “leve” desliza por cima da outra gerando também muitos vulcões.

Placa Sul-Americana: o Brasil está bem ao centro dela, por isso não sente seus tremores. A placa tem cerca de 32 milhões de quilômetros quadrados e 200 quilômetros de espessura.

Placa da América do Norte e Caribe: abrange todo o resta do continente americano e tem cerca de 70 milhões de quilômetros quadrados. Tem uma falha na Califórnia, região de San Andreas, com terremotos devastadores para a população.

Placa da África: formava um continente único com a Sul-Americana há 135 milhões de anos. A partir de uma falha geológica no meio do oceano Atlântica, foi se afastando progressivamente da placa Sul-Americana e sua tendência é continuar crescendo e divergindo. Hoje, a placa tem um total de 65 milhões de quilômetros quadrados.

Placa da Antártida: dá suporte à Antártida, localizada no Polo Sul do planeta. Há 200 milhões de anos, a placa estava junto da Indo-Australiana, mas foi se afastando e chocando com outras placas. Ela tem cerca de 25 milhões de quilômetros quadrados.

Placa Indo-Australiana: compreende a Austrália, Índia e Nova Zelândia, é muito turbulenta e fonte de vários terremotos e tsunamis, pois segue um caminho divergente em sentido ao norte do planeta. Choca-se com a placa das Filipinas criando novas ilhas turbulentas por lá também.

Placa Euro Asiática Ocidental: placa que sustenta a Europa, parte da Ásia, do Atlântico Norte e do Mar Mediterrâneo. Compreende as cadeias montanhosas do Himalaia, a partir de uma convergência com a placa Indo-Australiana. Sua extensão territorial chega a 60 milhões de quilômetros quadrados.

Placa Euro Asiática Oriental: esta placa se choca com outras duas: a das Filipinas e do Pacífico, na região onde fica o Japão. Com o encontro das três placas, o local tem muitas ocorrências de terremotos, vulcões e cadeias montanhosas.

Placa das Filipinas: é também uma das mais violentas, já que ela é pequena perto das outras (7 milhões de quilômetros quadrados) concentra grande atividade de vulcões, terremotos e Tsunamis.