Resumo de Chuva Ácida: Clima Urbano


As cidades são ambientes ainda mais modificados pela ação do homem. Em muitas delas o solo é quase todo coberto por asfalto e concreto, o nível de poluição é altíssimo devido à imensa circulação de carros e também por causa de prédios altos, o que acaba formando barreiras à circulação atmosférica. Estas e outras características produzem grandes transformações climáticas nos espaços urbanos. Estas mudanças são grandes a ponto de podermos considerar que existe um clima urbano, próprio a um alto número de grandes cidades no mundo todo. Existem algumas características que diferenciam o clima urbano: as ilhas de calor, a inversão térmica e a chuva ácida.

A ilha de calor é um aumento de temperatura nas áreas mais densamente ocupadas das grandes metrópoles. A diferença de temperatura entre estas áreas adensadas e a região periférica das mesmas cidades pode chegar a quase 10º C.

Chuva Ácida

Os fatores que provocam este aquecimento anormal dos centros urbanos são: poluição do ar, verticalização e muito concreto e pouca vegetação.

O uso intenso de ônibus, carros e de caminhões, além da atividade industrial comum a muitas cidades, produzem um grande aumento do nível de gás carbônico e micropartículas. Ambos colaboram para o aumento do efeito estufa local, o que produz uma maior absorção do calor pela atmosfera.

Já a radiação solar que chega até a superfície é absorvida pelo concreto, pelo asfalto ou pelas plantas. No caso destas últimas, cerca de 50% da energia se transforma em calor, já que colabora como calor latente para a evaporação da água presente nas folhas. No asfalto, no concreto e no vidro, quase todo o calor absorvido acaba resultando em um aumento da temperatura. Dessa forma, quanto maior a intensidade de construções e menor a arborização, maior será o aumento da temperatura no centro das cidades.

A verticalização, ou seja, a ampliação do número de prédios nas cidades, acaba tendo origem do aumento do preço do solo urbano, colaborando assim para a formação das ilhas de calor, ao passo que são formadas muitas barreiras para a circulação atmosférica, o que dificulta a dispersão de calor e de poluentes.

A invasão térmica é um processo considerado natural, que ocorre em áreas circundadas por montanhas, estando ligado de maneira direta ao processo de circulação atmosférica local. Durante o dia o ar das áreas mais baixas está mais quente, devido ao aquecimento solar. Por isso ele se torna menos denso e, portanto, sobe. Ao mesmo tempo, o ar mais frio das áreas mais altas em torno daquela região rebaixada, desce para ocupar o lugar do ar que subiu. Este ar frio será aquecido pelos raios solares e subirá também, enquanto aquele primeiro bolsão de ar que havia subido perde temperatura nas áreas mais altas e desce. Este processo continua ocorrendo durante o dia todo.

Quando chega a noite, as últimas porções de ar frio que descem das montanhas não são mais aquecidas, pois o sol já se pôs. Enquanto isso, uma camada de ar aquecido eu subiu no final da tarde fica estacionada a poucas dezenas de metros do solo. A partir desse momento, o movimento vertical do ar diminui muito, criando um sistema quase estável, a qual podemos identificar uma camada de ar quente entre duas de ar frio, próxima ao solo, outra em cima.

Esta situação só é alterada, quando os raios solares voltam a aquecer a região, fazendo com que o ar frio próximo ao solo rompa a camada chamada de tampão, de ar quente, que havia se formado. Durante o inverno, como o sol acaba demorando mais para esquentar o ar, a inversão térmica pode ser mais acentuada e mais prolongada.

O processo descrito recebe o nome de inversão térmica natural, que nada tem de problema ambiental. O problema começa quando uma região em que tal processo ocorre passa a ser intensamente urbanizada e industrializada. Nestas condições a poluição atmosférica é muito grande, o que fica ainda pior quando a inversão térmica ocorre no inverno, uma vez que ela dificulta a dispersão dos poluentes. O principal problema do aumento da poluição conjugado ao fenômeno de inversão térmica é a intensificação das doenças respiratórias.

A chuva ácida

O vapor de água, que é o responsável pela formação das chuvas na camada atmosférica, quando entra em processo de condensação pode reagir quimicamente com compostos presentes na atmosfera. Quando há altos índices de poluentes na atmosfera, como no caso do dióxido de enxofre, o vapor de água, ao reagir com os poluentes, pode formar o que chamamos de chuva ácida.

Este é considerado um processo bastante comum nas regiões com alto nível de industrialização, principalmente nas regiões que estão próximas a parques siderúrgicos. Os efeitos da chuva ácida acabam representando um prejuízo para a vegetação e também às plantações e desgaste mais acelerado de prédios, monumentos públicos e da pavimentação das ruas.