Resumo do Protocolo de Kyoto


O Protocolo de Kyoto, é um tratado que foi negociado e discutido em Kyoto, uma cidade do Japão, no ano de 1997. Trata-se de um tratado internacional, que é uma consequência de diversos eventos que teve início na Conferência da Atmosfera no Canadá, na qual estabelece compromissos bem mais rígidos para que a emissão dos gases como dióxido de carbono (como o gás carbônico e o CO2), e todos aqueles que acabam agravando o efeito estufa, sejam reduzidos na atmosfera.

O Protocolo de Kyoto foi aberto para assinatura no dia 11 de dezembro do mesmo ano, e ratificado pouco mais de um ano depois, em 15 de março de 1999. Antes que ele passasse realmente a funcionar, 55 países precisaram entrar no tratado e o ratificar. Assim, o tratado passou a vigorar em 16 de fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou.

Protocolo de Kyoto

Por meio deste, estabeleceu-se um calendário, no qual os países membros, em especial os mais desenvolvidos, tinham como obrigação, reduzir a emissão desses gases em pelo menos 5,2% até o ano de 2012, caracterizado como o primeiro período de compromisso. Vale ressaltar que essas metas de redução não são iguais a todos os países membros e essa redução deve acontecer a partir de diversas atividades da economia. O Protocolo de Kyoto ainda acaba estimulando que os países estimulem uns aos outros, tomando como base algumas ações bem simples, tais como: promoção para o uso de fontes que sejam renováveis, reforma dos setores de transporte e de energia, proteção das áreas que produzem carbono (como florestas), eliminação de mercados que não sejam apropriados aos fins da convenção e também de mecanismos financeiros e limitação das emissões dos sistemas de energia e de metano no gerenciamento de resíduos.

Se tudo der certo, a expectativa é que até o ano de 2100, a temperatura do mundo reduza entre 1,4º C e 5,8º C.

Os motivos para a assinatura do Protocolo de Kyoto

As alterações que vêm acontecendo no clima de todos os países, representam as maiores ameaças sociais, ambientais e econômicas que a humanidade, e consequentemente, o planeta todo, enfrentam nos dias atuais.

Desde o final do ano de 1800, a temperatura média da superfície da terra aumentou cerca de 0,74º C. Podemos dizer, que conforme a tendência atual global continuar a crescer, este problema poderá originar extensões. Muitos dos animais e dos vegetais e plantas, que já se encontram bem fracos devido a perda de seus habitats naturais e da poluição nas cidades, não devem sobreviver nos próximos cem anos. Você inclusive já deve ter observado, que é cada vez mais comum, a ocorrência de eventos climáticos, como inundações, tempestades severas e secas, o que caracteriza um cenário cada vez mais comum causado pelo desgaste da natureza.

Durante o século XX, o nível do mar subiu até 20 centímetros. Isso porque, as elevadas temperaturas provocam o derretimento de calotas de gelo e a expansão do volume do oceano. Isso significa dizer, que algumas nações podem desaparecer totalmente, como por exemplo as Ilhas Maldivas, ou inundar costas bem povoadas de países como Bangladesh e, estimular assim, as migrações em massa.

Podemos dizer que a principal causa para este problema é a industrialização, que acontece há cerca de dois séculos, queimando cada vez mais carvão, gasolina e petróleo, com o corte de arvores, etc.

As nações e países desenvolvidos e os em franco crescimento

As nações desenvolvidas são obrigadas a diminuir as taxas de emissões de gases que agravam o efeito estufa. Já as em franco crescimento, ou seja, os países que estão em desenvolvimento, como por exemplo a Índia, a China e o Brasil, não são obrigados a nada, embora sejam grandes emissores de poluentes e de serem participantes do acordo.

Mas, isso não significa dizer que essas nações não devem se importar com esse grave problema, já que todos os países têm grande responsabilidade ao combate do aquecimento global. A ideia, é que os países mais desenvolvidos, emitem mais gases na atmosfera, e por isso, possuem uma obrigação maior de reduzir as emissões. Aqueles que conseguirem, dentro dos prazos estabelecidos, alcançar um resultado realmente satisfatório, receberão os chamados ‘Créditos de Carbono’, que valem dinheiro.

Apesar de contar com a participação de diversos países, o Protocolo de Kyoto ainda conta com a resistência de grandes potências, como o Estados Unidos, um dos grandes emissores de gases estufa na atmosfera terrestre, e como a Austrália.

Em vez de ceder ao tratado, os Estados Unidos optaram pelo desenvolvimento de tecnologias que produzam menos poluentes. Muitos dos estados dos EUA, bem como diversos donos de indústrias, já dedicam muito tempo em pesquisas e em maneiras de redução da emissão de gases que ajudem a agravar o efeito estufa, sem que a sua margem de lucro seja prejudicada.