Resumo do Taylorismo


Nos dias de hoje, ao visitar qualquer fábrica ou indústria, é fácil perceber que elas adotam seus próprios métodos para produzir uma quantidade suficiente de produtos de qualidade que possam ser colocados no mercado a preços competitivos.

Hoje isso é muito comum, mas nem sempre foi assim. Até o século XVII, aproximadamente, todos os bens de consumo eram confeccionados praticamente de forma artesanal, em pequena escala, sem necessidade de uma organização complexa.

Quando ocorreu a Revolução Industrial, cada vez mais se tornou necessário sistematizar a produção que começou a ser realizada em fábricas, com máquinas e equipamentos.

Taylorismo

Vamos ver agora um resumo do Taylorismo, que é justamente um desses sistemas de produção desenvolvido no século XX.

Resumo do Taylorismo – conceito e surgimento

Conforme já mencionado, o Taylorismo é uma concepção acerca de como produzir, que foi desenvolvida por Frederick W. Taylor, um engenheiro norte-americano. No início do século XX, mais precisamente em 1911, Taylor publicou um material chamado “Os princípios da administração” e foi justamente nessa obra que expôs e explicou o seu sistema de produção.

Embora tenha mais de cem anos, alguns pressupostos do Taylorismo podem ser percebidos em certas fábricas dos dias atuais. Um deles, por exemplo, é a ideia de organização e de hierarquização do trabalho, que estão entre os principais princípios defendidos por Frederick Taylor em sua obra.

Mas é claro que esse sistema é muito mais abrangente do que isso e tem diversos objetivos que você vai ver quais são.

Resumo do Taylorismo – principais características e objetivos

A partir da obra publicada por Taylor, é possível extrair os conceitos fundamentais do Taylorismo e entender como seria a aplicação deles na prática para atingir determinadas metas. Vamos ver quais são!

• Fragmentação do trabalho industrial e especialização dos colaboradores. A ideia era que cada funcionário tivesse uma atividade específica para realizar e passaria seu tempo fazendo aquilo. Vamos supor que, em uma indústria de automóveis, um indivíduo é responsável por encaixar parafusos nas rodas, então, é só isso que ele fará e terá bastante prática nisso.

• Organização hierarquizada e sistematizada, ou seja, há limites claros entre as funções de cada um, bem como quem são os superiores.

• Os trabalhadores deveriam receber um treinamento para que desenvolvessem aptidões previamente apresentadas. Ou seja, o empregador iria constatar qual era a habilidade de um funcionário e, a partir disso, poderia prepará-lo para que a executasse de forma cada vez melhor.

• A figura do supervisor era muito importante dentro desse sistema de produção. No Taylorismo, é fundamental que haja uma pessoa encarregada de observar de perto toda a produtividade, avaliando quais são os funcionários que realmente estão cumprindo seus papéis de acordo com o esperado.

• O improviso não tem vez para uma fábrica que segue o Taylorismo. Essa concepção acredita que só devem ser empregados efetivamente métodos de trabalho que já tenham sido testados e aprovados, para que o risco de falhas seja o menor possível.

• Utilizar métodos já padronizados, além de diminuir o risco de falhas, era uma forma encontrada por Taylor para reduzir os custos e aumentar a produção, para que o resultado fosse uma lucratividade maior.

• Analisar os processos produtivos que movem a indústria é outra máxima do Taylorismo. Essa avaliação constante permite que o trabalho possa ser otimizado dia após dia.

• O Taylorismo começava a lançar as bases para algo que hoje já se consolidou: a preocupação com a qualidade de vida do trabalhador. Sendo assim, ele pregava a busca por alternativas que reduzissem a fadiga dos funcionários e que impedissem que o trabalho prejudicasse de alguma forma a saúde. Dentro disso, a melhoria do ambiente profissional era uma das ideias, sempre para produzir e lucrar mais.

• Incentivar os trabalhadores para que a produtividade deles aumentassem também já era uma ideia do Taylorismo, que continua sendo colocada em prática hoje. Oferecer recompensas e aumentos salariais estava entre as principais medidas.

Com todo esse conjunto de características, podemos dizer como um resumo do Taylorismo que o objetivo principal desse sistema de produção era promover o maior e mais eficiente rendimento possível com o mínimo de custos.

Um dos aspectos mais peculiares do Taylorismo era a separação de duas grandes categorias de trabalhadores: aqueles que eram pagos para pensar e os que eram pagos para executar o trabalho manual. Esse é um exemplo claro de hierarquização e, de acordo com Taylor, era fundamental para que a desordem não se instaurasse no ambiente de trabalho.

Vale lembrar que, embora o Taylorismo tenha algumas semelhanças com os sistemas de trabalho de hoje, naquela época não havia legislação trabalhista em boa parte do mundo, que garantisse os direitos dos colaboradores. Além disso, a grande meta era produzir para lucrar e tudo que era feito para beneficiar o funcionário tinha esse objetivo final.

O tempo era sempre cronometrado e os funcionários eram monitorados incessantemente no Taylorismo, o que não deixava de ser uma forma de exploração.