Resumo sobre a desigualdade no Brasil: Saúde e expectativa de vida


A expectativa de vida de um país não é apenas a média de idade em que se vive atualmente em um país, mas sim, uma projeção das possibilidades de se alcançar tal ou qual a idade de acordo com as condições de vida vigentes hoje em dia no país. Sendo assim, a expectativa de vida depende de elementos como atendimento médico-hospitalar, programas de prevenção de doenças, acesso ao saneamento básico, acesso a remédios, etc.

Sendo o Brasil um país periférico na área econômica, mas industrializado e urbanizado, aqui estão presentes doenças bem características de países pobres, como a malária ou a febre amarela, e de países ricos, como as doenças cardiovasculares.

Saúde e expectativa de vida

No primeiro caso, no que se denomina doenças de pobre, o maior problema existente no país que leva à disseminação de doenças infecto-contagiosas é a precariedade do saneamento básico e de alguns programas de prevenção de doenças. Principalmente as periferias das grandes cidades do Nordeste, mas também do Sudeste, são focos de diversas destas doenças.

Sobre as doenças de rico, principalmente as cardiovasculares e derivadas do estresse, sua presença no Brasil está relacionada a uma alimentação de péssima qualidade e aos problemas pelos quais passam as populações das grandes cidades. Destaca-se o estresse causado pela violência, pelo trânsito ou pela competitividade em um mercado de trabalho extremamente afunilado.

A estes problemas que estão ligados às origens das doenças, somam-se as dificuldades que os brasileiros encontram na hora de combate-los. A péssima qualidade do atendimento médico e hospitalar gratuito dá ao país o seu alto índice de mortalidade infantil e baixa expectativa de vida

Desde o início da década de 90, a Organização das Nações Unidas, a ONU, vem procurando medir a qualidade de vida dos povos do mundo através do Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH. Tal índice considera três elementos para o cálculo da qualidade de vida, a saber: a escolarização, a saúde e o PIB per capita. Outro índice muito utilizado para identificar países com problemas sociais é o Gini, o qual tenta calcular a distribuição da renda entre a população.

Se considerássemos apenas o PIB nacional, observaríamos que a economia brasileira é uma das maiores do mundo, mas isso não significa muita coisa. A desigualdade social e o mau atendimento, por parte do governo, aos direitos da população, se refletem nas más condições de saúde e educação. Porém, vale salientar que estes são dados de uma média nacional. Sendo um país muito grande e com muitas diferenças sociais e econômicas, podemos identificar diferentes níveis de IDH nas diferentes regiões do país.

Migrações – a distribuição espacial da população

As migrações são movimentos populacionais no espaço. Estudá-las é buscar compreender o que faz com que as pessoas se movam de uma área para a outra, assim como porque há regiões de maior concentração populacional e outras de menor.

Os movimentos populacionais no espaço podem ser internos, quando ocorrem dentro de um mesmo país, ou externo, quando se dão entre dois ou mais países. Estes últimos são importantes para estudar o Brasil. Por sua vez, as migrações internas precisam ser estudadas para que nos auxiliem a entender as condições de vida e as transformações na economia e na política pelas quais passaram os brasileiros.

O Brasil é um país populoso mas populoso. Essa é uma frase comum nos livros e também nos vestibulares e provas. Na realidade, o objetivo populoso se refere à população absoluta do país, que é a quantidade de pessoas nele existente. Já povoado se refere à população relativa, que por sua vez é a quantidade de habitantes de um país em relação ao tamanho de seu território.

O Brasil é o quinto país mais populoso do mundo. A má distribuição da população brasileira está relacionada, justamente, à concentração das atividades econômicas e da própria ocupação original do território. Se originalmente a concentração populacional se dava no litoral por causa da colonização, que mantinha o Brasil muito ligado à economia europeia, nas últimas décadas o processo de modernização industrial concentrado nas grandes cidades provocou um grande aumento da população nestas áreas.

Aos deslocamentos populacionais no espaço damos o nome de migrações. Quando este movimento é de saída de pessoas, dizemos que é uma emigração, ao contrário de quando há uma chegada, que recebe o nome de imigração. O povo brasileiro, foi formado por movimentos migratórios internacionais que para cá se destinaram. Portanto, a influência dos imigrantes na população de nosso país é muito grande, são portugueses, espanhóis, italianos, japoneses, alemães, africanos, etc. Estes imigrantes não chegaram aqui aleatoriamente, há motivos internos e externos que levaram ao acontecimento de diferentes ciclos migratórios.

Até 1808, ano que marca a abertura dos portos no Brasil após a chegada da família real, só tinham permissão para entrar o território colonial brasileiro os portugueses.