Sedimentação


Podemos afirmar que a sedimentação é caracterizada como um procedimento de isolamento. Nele, a combinação de um sólido tido como suspenso, juntamente com um líquido ou ainda a mistura de dois líquidos gera dois resultados: o primeiro, que fica em estado de repouso, também chamado de sedimentação em batch, e o segundo, quando é somada de maneira contínua a uma unidade de sedimentação em sucessivo. A partir desse processo, entendemos que a etapa mais carregada, devido à atuação da gravidade, encontra-se no fundo de um invólucro. Em outras palavras é ali que ocorre a sedimentação.

Indo um pouco mais a fundo no que diz respeito a esse assunto, é possível dizer que a sedimentologia é uma área especializada no estudo dos fragmentos de determinados sedimentos que procedem de uma erosão de materiais biológicos ou mesmo de rochas. Esses sedimentos, por sua vez, têm a capacidade de serem transportados por um líquido, levando em consideração os métodos hidroclimatológicos e tendo como base a afinidade de algumas aparências geológicas ou a relação água-sedimento.

Sedimentação

Percebemos que, em meio a tantos pretextos no que diz respeito à importância de um diagnóstico mais aprofundado sobre a sedimentação, um dos principais está relacionado diretamente à engenharia hidráulica. Isso se deve pelo simples fato de que os sedimentos são considerados nocivos tanto para manutenção das terras, quanto para os recursos hidráulicos e para os projetos e intervenções em obras hidráulicas.

Aqui no Brasil, a análise dos sedimentos possui tamanha seriedade e estima em função das chamadas intervenções antrópicas. Como bons exemplos, pode-se citar o assoreamento das barragens, o transporte de sedimentos nos rios, as voçorocas, o mau uso do solo, o que causa vários danos pela erosão, os depósitos em locais indesejáveis e por aí vai. Este último problema, considerado como um dos piores é bastante comum no país, já que grande parte da energia que consumimos provém das usinas hidrelétricas.

Como se dá o processo de sedimentação

Como vimos anteriormente, a sedimentação é caracterizada como um procedimento de modificação dos solos e das rochas, decorrente de influentes exógenos ou externos em que há a modificação do relevo. Esse método tem como função transformar as rochas metamórficas e ígneas em rochas sedimentares.

A principal forma de criação desses sedimentos pode ser por meio da água, seja pela água do mar, pelas chuvas ou pelos rios e lagos ou ainda através dos ventos. Confira as principais características dos interventores no processo da sedimentação.

• Chuvas: por causa das pancadas de água que agem sobre os solos, há a possibilidade de ocorrer pequenas aberturas que contribuem para que os solos se dividam em sedimentos. Esse método também pode acontecer com as enxurradas;
• Rios: como uma das características mais peculiares dos rios é abrir o seu próprio caminho para seguir o seu curso, é em função disso que se dá a sedimentação. Ou seja, em meio aos desgastes do solo ou pela quebra das rochas que as águas encontram, elas vão sendo pulverizadas em sedimentos de tamanho menor;
• Mar: as ondas são as principais responsáveis pela sedimentação em função do desgaste decorrente das formações rochosas que, com o passar dos anos, são transformadas em sedimentos cada vez que as ondas vão de encontro a elas. A formação das praias pode ser citada como um exemplo bem prático de sedimentação, afinal, elas são caracterizadas como uma enorme junção de sedimentos, só que na forma de areia;
• Ventos: uma atividade natural que também é responsável por modelar o relevo. Em longo prazo, o vento vai desgastando as rochas, retirando delas vários sedimentos pequenos e transportando para outros locais. Como resultado desse processo tem-se a formação de bancos de areia.

Ainda, podemos citar a sedimentação em meio ao processo de lixiviação, que nada mais é do que a lavagem da parte mais superficial do solo, em que se realiza o transporte de sedimentos, na grande maioria dos casos, para os cursos d’água de maneira geral ou para os rios.

Sedimentação marinha

Também é possível encontrarmos a sedimentação no mar, uma vez que o fundo oceânico possui uma densa camada de sedimentos variáveis de acordo com a sua espessura. Podemos classificar a sedimentação marinha em dois tipos: sedimentos alóctones e sedimentos autóctones.

• Sedimentos alóctones: conhecidos como partículas de tamanhos diferentes que ocorrem em função da decomposição química ou da desagregação mecânica (processo de intemperismo) ou por meio da erosão das chamadas rochas continentais. Essas partículas são transportadas, normalmente, pelos rios, mas também através da ação do gelo e da intervenção do vento;

• Sedimentos autóctones: o local mais comum da sua predominância é em meio aos assoalhos das bacias oceânicas. Nessa região, há o que chamamos de contribuição terrígena, muito embora ela seja muito reduzida. Em localidades mais rasas, estes sedimentos são compostos, na grande maioria, de ossículos de vários organismos, algumas carapaças e certas partículas esqueletais.