Resumo da Independência do Brasil


Brasil, sede da monarquia portuguesa

No mesmo tempo em que Portugal estava ocupada pelos franceses, a sua colônia americana acabou se tornando um importante centro político e administrativo do império, o que acabou sediando a instalação da família real. No ano de 1808, quando D. João desembarcou em Salvador, logo determinou a abertura dos portos. Esse ato acabou liberando a importação de qualquer produto, desde que os mesmos viessem de países que mantinham relações amigáveis com Portugal. Isto beneficiou de maneira direta a Inglaterra, que estava em plena Revolução Industrial.

Ainda no mesmo ano, D. João pôs fim à proibição de se instalarem manufaturas e indústrias no Brasil, situação que foi imposta através do Alvará de 1785. Mas, isso não foi o suficiente para que se promovesse na colônia um surto manufatureiro.

Independência do Brasil

A Inglaterra, que queria aumentar o seu poder econômico sobre o Brasil, pressionou para que Portugal assinasse os tratados do ano de 1810. Neste tratado, além de vantagens na economia, A Inglaterra conseguiu muitos outros benefícios, como por exemplo, se um inglês infringisse a lei dentro de Portugal seria julgado por juízes e por leis inglesas. Ainda foram estabelecidos os tratados de liberdade de culto protestante, que até então era proibido. Por isso, é certo dizer que a Inglaterra conseguia fazer com que os interesses lusos fossem subordinados aos seus.

Quando a cidade do Rio de Janeiro se transformou na capital do império luso, passou a ter ares europeus, com a instalação de órgãos públicos, como a Casa da Moeda, tribunais e ministérios e do Banco do Brasil. Também foram criados as escolas de medicina do Rio de Janeiro e da Bahia, o Jardim Botânico, a Imprensa Real, o Teatro Real, a Biblioteca Real, a Academia Real de Belas Artes e a Academia Real Militar.

Já na política externa, D. João invadiu a Guiana Francesa e declarou guerra à França. Ele a devolveu somente no ano de 1817, quando as forças europeias derrotaram Napoleão Bonaparte. Além disso, D. João invadiu um território pertencente à Espanha, localizado ao lado sul do Rio Grande do Sul e transformou-a na Província Cisplatina.
Em 1820, eclodiu a revolução liberal na cidade do Porto. Os líderes então redigiram uma nova constituição para Portugal e também exigia o afastamento de Beresford e o regresso de D. João VI. Com o medo de perder a coroa, o monarca português, a corte e sua família retornaram em 1821 para Portugal, deixando seu filho D. Pedro como príncipe regente no Brasil. Por ser menor de idade, este teria que alcançar a maioridade para assumir o poder.

A regência de D. Pedro e a proclamação da Independência

Alguns indivíduos acabaram se sentindo ameaçados e eram contrários às medidas incolonizadoras que Portugal impunha e acabaram formando o Partido Brasileiro. Esse grupo representava os interesses aristocratas rurais e também os de comerciantes e de burocratas, portugueses que mantinham vínculos com o Brasil ou os nascidos na colônia.

Este partido procurou em sua luta o apoio de D. Pedro. Acabaram por elaborar um documento onde pediam a permanência do regente, acumulando um total de 8 mil assinaturas, o que evitou que a autonomia administrativa que haviam alcançado se enfraquecesse caso ele resolvesse retornar a Portugal, assim como desejavam as cortes de Portugal.

Depois de tomar conhecimento deste documento, o príncipe regente então concordou em permanecer em território brasileiro. O dia 9 de janeiro de 1822 ficou então conhecido como Dia do Fico, e caracterizou um avanço a mais em direção ao rompimento total com Portugal.

Mas, as tropas portuguesas não se conformaram com essa decisão e passaram a interferir de maneira pessoal com o objetivo de forçar o comandante a abandonar a cidade do Rio de Janeiro. Com a demissão tempos depois dos ministros portugueses, D. Pedro organizou um novo ministério sob o comando de José Bonifácio, formado então somente por brasileiros.

Esse novo ministério estabeleceu o Cumpra-se, em maio do mesmo ano. Este decreto estipulava que as ordens de Portugal apenas seriam executadas no Brasil com a autorização expressa de D. Pedro, príncipe regente. No mês seguinte, a fim de elaborar um conjunto de leis básicas para regulamentar a vida em território brasileiro e assim tornar praticamente impossível um confronto direto com Portugal, D. Pedro convocou uma assembleia constituinte. Mas, em agosto, novas ordens vindas da capital de Portugal, anularam as suas decisões e exigiam o seu retorno imediato ao país, sob ameaça de envio de tropas.

O mensageiro Paulo Bregaro encontrou-se com D. Pedro às margens do riacho Ipiranga no dia 7 de setembro para colocá-lo a par das notícias. As ler as considerações e as notícias feitas por Dona Leopoldina e seu esposo José Bonifácio, D. Pedro decidiu por proclamar a Independência total do Brasil de Portugal.

Assim, logo após a derrota das tropas portuguesas que eram contrárias a independência do nosso país, D. Pedro foi coroado imperador do Brasil e recebeu o título de D. Pedro I.